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Publicada em 01 de Outubro de 2025 às 13:44

Não beba destilados se não tiver 'absoluta certeza' da origem, diz Padilha

Ministro da Saúde alertou sobre a importância de se informar correntamente os serviços de saúde sobre o consumo de bebidas destiladas

Ministro da Saúde alertou sobre a importância de se informar correntamente os serviços de saúde sobre o consumo de bebidas destiladas

Walterson Rosa/MS/JC
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Agências
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sugeriu que as pessoas não tomem destilados, a menos que tenham "absoluta certeza" da procedência.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sugeriu que as pessoas não tomem destilados, a menos que tenham "absoluta certeza" da procedência.
Ministro, que também é médico, citou "três regras para qualquer bebida alcoólica". "Primeira regra, se beber, não pode dirigir. Segunda, se for beber, sempre muito hidratado e bem alimentado, isso pode, inclusive, reduzir os impactos de uma bebida adulterada, como é o caso do metanol. E terceiro, tenha segurança da origem", disse, em entrevista à rádio CBN, na manhã desta quarta-feira (1º).
"Eu sugiro, de fato, que as pessoas evitem, nesse momento, ingerir bebidas destiladas sem terem absoluta certeza da origem dela", disse Alexandre Padilha, ministro da Saúde.
Além de evitar consumir destilados de origem incerta, pacientes devem fornecer informações detalhadas aos profissionais de saúde. "Quando [pacientes] chegam à unidade [de saúde], às vezes contam os seus sinais, seus sintomas, mas não fazem alerta específico: 'fui a um lugar, bebi algo de que eu não sabia a origem'", afirmou Padilha.
Expectativa do ministro é que o número de casos suba após mudança de protocolo nos atendimentos e testagens. A pasta passou a orientar os profissionais de saúde a notificarem os casos com a maior brevidade possível, "logo no primeiro contato suspeito", para mapear o tamanho do problema.
"O reforço dado pelo Ministério da Saúde no nosso sistema de vigilância vai exatamente no sentido de chamar atenção dos profissionais de saúde que estão lá na ponta, são eles que atendem os casos, que aumentem o número de notificações de casos suspeitos", disse o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Brasil tenta comprar antídoto do exterior
Ministério acionou a Organização Panamericana de Saúde para compra de fomepizol. Segundo Padilha, o governo vai verificar "a possibilidade de importar diretamente com quem já produziu esse antídoto para ter uma espécie de estoque de reserva".
Ele salientou, contudo, que o etanol farmacêutico - principal antídoto contra intoxicação por metanol - está disponível no Brasil. O ministro explicou que este "não é o etanol comum, o das bebidas, muito menos o dos combustíveis", deve ser usado "sob supervisão dos centros de referência de intoxicação".
Mais de 20 casos estão sob investigação em SP
Governo de SP anunciou nesta terça-feira (30) que registrou 22 casos de intoxicação por metanol. Sete foram confirmados e 15 estão em investigação.
Do total, cinco casos resultaram em morte, das quais está confirmado que uma tem relação com a ingestão de bebidas alcoólicas. As outras quatro estão sendo investigadas. O protocolo prevê coleta de sangue ou urina, análise laboratorial e, depois, investigação sobre as condições da ingestão.
 

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