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Publicada em 16 de Abril de 2025 às 19:15

Combate ao mosquito Aedes aegypti precisa ser tarefa coletiva

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Gabriel Margonar
Gabriel Margonar
O combate à dengue depende de duas frentes principais: o controle dos criadouros do mosquito e a proteção individual. É o que explica Arnildo Dutra de Miranda Junior, presidente da Associação Gaúcha de Medicina de Família e Comunidade (AGMFC).
O combate à dengue depende de duas frentes principais: o controle dos criadouros do mosquito e a proteção individual. É o que explica Arnildo Dutra de Miranda Junior, presidente da Associação Gaúcha de Medicina de Família e Comunidade (AGMFC).
"O Aedes aegypti precisa de água limpa e parada para se reproduzir. Então, qualquer espaço onde isso ocorra, como vasos de plantas, pneus, caixas d'água mal vedadas, garrafas ou calhas, pode se transformar em criadouro", afirma. Ele ressalta que o problema se agrava em terrenos baldios e locais com acúmulo de lixo, onde a fiscalização é mais difícil e o cuidado depende da ação da comunidade.
Além da limpeza dos ambientes, a proteção pessoal é importante. "Usar roupas compridas, repelente, instalar telas nas janelas e manter portas fechadas são medidas eficazes, especialmente para quem vive em áreas com alta circulação do mosquito", explica. Miranda reforça ainda que, se a pessoa estiver com dengue ou mesmo com suspeita, o uso de repelente se torna ainda mais essencial: "É uma forma de impedir que o mosquito pique uma pessoa infectada e transmita o vírus a outros."
Reconhecer os sintomas da dengue é outro desafio. "É uma doença que pode parecer com muitas outras. Febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações, náuseas e vômitos são os principais sinais. Por isso, o diagnóstico clínico nem sempre é fácil." Em casos suspeitos, o ideal é buscar uma unidade de saúde.
O tratamento, segundo o médico, é baseado principalmente em repouso e hidratação intensa. "A dengue causa desidratação e esse é o principal risco. O paciente precisa dobrar a ingestão de líquidos em relação ao normal", alerta. Em uma pessoa de 70 quilos, por exemplo, o ideal são pelo menos 4,2 litros de água por dia durante o tratamento. Medicamentos analgésicos podem ser usados para aliviar dores, mas anti-inflamatórios devem ser evitados, pois aumentam o risco de sangramentos.
E quais os sinais de alerta? "Dor abdominal intensa, sangramentos espontâneos, como nas gengivas, na urina ou nas fezes, manchas vermelhas pelo corpo e a impossibilidade de manter-se hidratado por causa de náuseas e vômitos são sinais de que o quadro pode estar se agravando. Nessas situações, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente", orienta Miranda.

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