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Publicada em 31 de Março de 2025 às 13:22

Estudo aponta índices preocupantes de mortalidade em pacientes pós-cirúrgicos na AL

Professora do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e da UFRGS, Luciana Cadore Stefani

Professora do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e da UFRGS, Luciana Cadore Stefani

HCPA/DIVULGAÇÃO/JC
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Agências
Uma pesquisa sobre desfechos de pacientes após cirurgias, baseada nos registros de 22 mil pacientes de 17 países da América Latina, traz dados alarmantes: cerca de 15% dos pacientes desenvolvem alguma complicação no pós-operatório e, dentro desse grupo, um em cada sete morre antes mesmo de receber alta hospitalar. O estudo faz parte de uma iniciativa global e teve como uma das pesquisadoras responsáveis na América Latina a professora do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Luciana Cadore Stefani.
Uma pesquisa sobre desfechos de pacientes após cirurgias, baseada nos registros de 22 mil pacientes de 17 países da América Latina, traz dados alarmantes: cerca de 15% dos pacientes desenvolvem alguma complicação no pós-operatório e, dentro desse grupo, um em cada sete morre antes mesmo de receber alta hospitalar. O estudo faz parte de uma iniciativa global e teve como uma das pesquisadoras responsáveis na América Latina a professora do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Luciana Cadore Stefani.
As infecções hospitalares estão entre as complicações mais comuns, reforçando a necessidade de medidas de controle mais eficazes dentro das instituições de saúde. Outro ponto crítico identificado foi a falta de critérios consistentes para definir quando um paciente deve ser encaminhado para Terapia Intensiva. Os dados mostram que um em cada três pacientes que foram a óbito nunca chegou a receber cuidados intensivos, evidenciando a necessidade de maior atenção e treinamento das equipes para identificar riscos precocemente.

Investir na melhoria do cuidado pós-operatório

No total, 477 pacientes faleceram no pós-operatório, o que se observa é que a capacidade de resgatar pacientes com complicações pós-operatórias ainda é muito baixa. "Embora a taxa de complicações cirúrgicas na América Latina seja semelhante à de outros países, a proporção de pacientes que morrem após uma complicação é significativamente maior", explica a professora Luciana Stefani, que também lidera a diretoria de Ensino do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
"Falamos muito sobre reduzir as filas de espera para cirurgias, mas também precisamos investir na melhoria do cuidado pós-operatório, garantindo a detecção e o tratamento precoce de problemas como infecções e complicações cardiovasculares. Isso pode reduzir de forma significativa a morbimortalidade associada às cirurgias", destaca.
Stefani acrescenta que, diante da crescente demanda por procedimentos cirúrgicos e da limitação de recursos, "é essencial repensar os modelos de gestão e distribuição de verbas em países tão complexos como o Brasil".

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