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Publicada em 24 de Janeiro de 2025 às 01:25

Piratini lança projetos para atualizar dados geográficos

Iniciativas buscam auxiliar na recuperação gaúcha e na prevenção de novos desastres

Iniciativas buscam auxiliar na recuperação gaúcha e na prevenção de novos desastres

Gustavo Mansur/ Palácio Piratini/JC
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Gabriel Margonar
Gabriel Margonar Repórter
Como parte do Plano Rio Grande, o governo está colocando em prática uma série de projetos voltados à atualização da base de dados sobre a topografia e a hidrografia do Estado. Essas informações, que incluem detalhes do relevo, leito dos rios e dinâmica das águas, são consideradas fundamentais para planejar obras de contenção de cheias e mitigar os impactos das mudanças climáticas. Ao todo, seis iniciativas estruturam esse esforço, que busca responder à enchente histórica de 2024, além de preparar o Estado para eventos climáticos futuros.
Como parte do Plano Rio Grande, o governo está colocando em prática uma série de projetos voltados à atualização da base de dados sobre a topografia e a hidrografia do Estado. Essas informações, que incluem detalhes do relevo, leito dos rios e dinâmica das águas, são consideradas fundamentais para planejar obras de contenção de cheias e mitigar os impactos das mudanças climáticas. Ao todo, seis iniciativas estruturam esse esforço, que busca responder à enchente histórica de 2024, além de preparar o Estado para eventos climáticos futuros.
A defasagem nas informações existentes, que em alguns casos são datadas da década de 1970, é um dos principais desafios enfrentados pelo governo. Segundo o secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, as ferramentas e modelos usados atualmente não refletem a realidade do território estadual, o que compromete a eficácia de intervenções como diques e sistemas de drenagem. "Os dados que temos hoje são antigos, e a dinâmica dos rios e do terreno mudou muito ao longo dos anos. Atualizar essa base será essencial para garantir que as soluções sejam eficazes e seguras", explica.
Entre as ações prioritárias estão o levantamento topográfico, que mapeará o relevo do Estado em alta definição, e a batimetria, que fará o mesmo com o leito dos rios. Ambas permitirão criar modelos digitais que servirão de base para calcular cotas de diques, projetar barragens e prever o comportamento da água em diferentes cenários. Capeluppi destaca que, ao combinar esses dados com informações obtidas por novas estações hidrometeorológicas e radares meteorológicos, o RS terá uma capacidade inédita de prever desastres e planejar respostas eficientes.
O esforço para melhorar o monitoramento também envolve a recuperação de 160 estações pluviométricas e fluviométricas já existentes, além da instalação de 130 novas. Essas unidades serão capazes de fornecer dados em tempo real, complementando os sistemas de previsão. Outra iniciativa é a modelagem hidrodinâmica, que produzirá mapas detalhados de áreas de risco, permitindo identificar regiões mais vulneráveis e orientar a construção de sistemas de proteção específicos.
Segundo o secretário, os projetos foram desenvolvidos em parceria com o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Ufrgs e estão sendo avaliados por um comitê científico para garantir precisão técnica e eficiência. Apesar da complexidade das ações, o governo trabalha com o objetivo de finalizar as contratações neste semestre. "Esses projetos deixarão um legado. Vamos ter uma base de dados moderna e ferramentas que não apenas ajudam na reconstrução, mas também preparam o Estado para o futuro", ressalta Capeluppi.
Embora promissores, os desafios logísticos e técnicos não podem ser ignorados. A batimetria, por exemplo, precisa ser feita periodicamente, pois a dinâmica dos rios muda ao longo do tempo. Já o levantamento topográfico, por utilizar tecnologias mais avançadas, deve ter uma durabilidade maior. De todo modo, o governo aposta que, ao fim do processo, o RS estará entre os estados mais bem equipados do Brasil nesse sentido

Os projetos

 Mapeamento topográfico - Levantamento detalhado do relevo de todo o Estado, utilizando tecnologias avançadas de aerolevantamento e geoprocessamento. Os dados permitirão criar modelos tridimensionais para planejar obras de contenção e proteção contra cheias.
 Levantamento batimétrico - Estudo da calha e do leito dos principais rios para entender a dinâmica das águas e prever cenários de enchentes. Status: em processo de contratação.
 Ampliação da rede de estações hidrometeorológicas - Instalação de 130 novas estações para monitorar, em tempo real, variáveis como nível de rios e índices pluviométricos.
 Recuperação de estações existentes - Manutenção e atualização de 160 estações pluviométricas e fluviométricas, muitas delas danificadas por eventos climáticos severos.
 Novos radares meteorológicos - Aquisição de três radares de última geração para ampliar a capacidade de previsão climática em eventos extremos.
 Modelagem hidrodinâmica - Desenvolvimento de simulações para identificar áreas de risco e projetar sistemas de alerta e proteção mais eficazes, com uso de softwares avançados e mapeamento geoespacial.

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