O governo do Rio Grande do Sul, lançou, nesta sexta-feira (31), o Plano de Ações de Resposta à Fauna. O documento define atividades, competências e responsabilidades na assistência a animais em situações de calamidade pública e propõe a articulação entre as esferas municipal, estadual e federal e o terceiro setor. As informações foram publicadas nos portais do órgão.
O projeto integra o Plano Rio Grande, um programa de reconstrução, adaptação e resiliência climática do Estado. A medida pretende planejar, coordenar e executar ações para enfrentar as consequências sociais, econômicas e ambientais da enchente histórica.
Um levantamento preliminar encaminhado pelo Gabinete de Coordenação de Resposta à Fauna (GCRF) estima que o Estado possui aproximadamente 20 mil animais distribuídos em cerca de 400 abrigos. A maioria são cães e gatos, mas há também animais silvestres e de produção. O foco, agora, segundo o governo estadual, passa a ser a identificação deles, para viabilizar o reencontro com seus tutores ou o encaminhamento para lar temporário ou adoção.
Também foi disponibilizado uma plataforma que reúne informações sobre o número de abrigos no RS, a quantidade de animais abrigados e as espécies mapeadas. É possível filtrar por cidade, bairro e endereço. O objetivo é traçar um panorama da situação no Estado e conferir transparência aos dados. O portal pode ser conferido neste link.
Jornada rumo à adoção
O fluxo para a adoção é digital. Atua por mapear animais resgatados e encaminhá-los para tutores, lares temporários ou adoção. Eles são identificados com medalhas, dependendo da situação de cada um: vermelha para tutores conhecidos, amarela para animais aguardando identificação, e verde para aqueles que estão prontos para adoção.
As medalhas, doadas pela Animalltag, serão cadastradas por meio de um aplicativo, com auxílio de voluntários da Arcanimal. Os dados serão usados pelo portal Pets RS para a promoção de reencontros e pelo site da Arcanimal para adoções. Os interessados em contribuir com a causa animal podem adotar de modo temporário ou definitivo.
Canal de autoatendimento
O plano inclui um canal de comunicação automatizado, via WhatsApp (51 99486-5180), para atender às necessidades dos abrigos, como informações sobre donativos (onde buscar, solicitação de medicamentos e de outros recursos).
A ferramenta também é destinada ao cadastro de abrigos ainda não identificados no levantamento encaminhado pelo Gabinete de Coordenação da Causa Animal. Também é possível, por meio do canal, manifestar interesse em ser voluntário.
Manual de boas práticas para abrigos
Um manual digital de boas práticas, baseado na cartilha do Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo (IMVC), também será disponibilizado para os abrigos. Ele oferece orientações sobre organização do espaço, manejo de animais, estrutura operacional e questões de saúde e segurança.
Controle populacional ético de cães e gatos
Está sendo articulada a prestação de serviços de esterilização e chipagem para cerca de 20 mil animais, a partir do cadastro em uma plataforma oficial do governo do Estado. A iniciativa visa atender municípios como Porto Alegre, Canoas, Guaíba, Eldorado do Sul e São Leopoldo, e em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da UniRitter, da Universidade Luterana do Brasil e da Feevale. O recurso será aportado pelo Fundo para Recuperação de Bens Lesados, do Ministério Público do Estado.