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Publicada em 20 de Março de 2024 às 20:59

Cidades do RS aparecem nos piores índices de saneamento básico

Cerca de 90 milhões de pessoas não estão conectadas à rede de esgoto no Brasil

Cerca de 90 milhões de pessoas não estão conectadas à rede de esgoto no Brasil

EVARISTO SA/AFP/JC
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Mariana Reyes
Segundo o Ranking do Saneamento 2024, publicado pelo Instituto Trata Brasil, responsável por analisar anualmente indicadores das cem maiores cidades brasileiras, Pelotas está entre os piores índices de saneamento básico do Brasil. A cidade de Maringá (PR), por outro lado, tem os melhores números.
Segundo o Ranking do Saneamento 2024, publicado pelo Instituto Trata Brasil, responsável por analisar anualmente indicadores das cem maiores cidades brasileiras, Pelotas está entre os piores índices de saneamento básico do Brasil. A cidade de Maringá (PR), por outro lado, tem os melhores números.
Dos 20 piores municípios do Ranking deste ano, quatro são do Rio de Janeiro, três são do Pará, dois do Ceará, e dois do Pernambuco. Do restante, quatro pertencem à macrorregião Norte, dois situam-se na macrorregião Nordeste, um, no Sudeste, outro, no Centro-Oeste.
Em relação à Região Sul, Pelotas ocupa o primeiro lugar do ranking dos 20 piores cidades no quesito saneamento básico. No quadro sobre municípios nas 20 piores colocações da última década, além da cidade da Zona Sul do Estado, estão Gravataí e Canoas
A explicação para as cidades gaúchas aparecerem no ranking, passa pelo investimento anual médio no período de 2018 a 2022, que foi de R$ 73,85 por habitante, cerca de 68% abaixo do patamar nacional médio para a universalização.
No caso desses municípios, por terem indicadores muito atrasados e distantes da universalização, ter um investimento anual médio por habitante abaixo do nacional resulta em uma dificuldade muito grande para atingir às metas do Novo Marco Legal do Saneamento Básico e da Portaria 490/2021 em tempo hábil.
Segundo o estudo, cerca de 32 milhões de pessoas não têm acesso à água potável no Brasil e 90 milhões não estão conectadas à rede de esgoto, "refletindo em problemas na saúde para a população que diariamente sofre, hospitalizada por doenças de veiculação hídrica."
O ranking foi feito a partir de dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2022, os mais recentes, publicados pelo Ministério das Cidades, ou seja, com informações coletadas dois anos após a aprovação do Marco Legal do Saneamento que foi aprovado no governo Jair Bolsonaro (PL).
 

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