De Caxias do Sul
A juíza Taise Velasquez Lopes, da 4ª Vara Criminal da Comarca de Caxias do Sul, condenou seis pessoas envolvidas no esquema de manipulação e venda de carne ilegal de carne de cavalo na Serra Gaúcha. As penas são de cinco anos e cinco anos e quatro meses. Os réus estão em liberdade e podem recorrer da sentença. A denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual foi julgada parcialmente procedente pela juíza.
A operação deflagrada em 18 de outubro de 2021 colocou fim a um esquema de comercialização de carne de cavalo imprópria para o consumo. Após moída, a carne era usada em sanduíches vendidos em lanchonetes da região. Os envolvidos foram responsabilizados por formação de organização criminosa e crimes contra a relação de consumo. Um deles, Reny Mezzomo, já falecido, teve extinta a punibilidade e quatro acusados foram absolvidos.
De acordo com o processo, Reny e o filho Eduardo Mezzomo seriam os responsáveis pela aquisição e abate dos animais, em propriedade na localidade de Forqueta, interior de Caxias do Sul. Com eles atuava diretamente Alexandre Gedoz, que fazia o corte e a venda. Daniel Gnoatto, além de distribuir, atuava na moagem e preparação dos hambúrgueres, função compartilhada com Ismael Lima e Marcos André de Bortoli.
A juíza destacou que a irregularidade praticada não se encontra na venda da carne proveniente de equinos, mas no desrespeito às normas de saúde pública, de inspeção industrial, sanitária e de relação de consumo. Por conta disso, os responsáveis pelos estabelecimentos que adquiriam os produtos, Airton Miguel Brando e Robson Kemerich Samoel, foram absolvidos da acusação do crime de entrega e venda de mercadoria em condições impróprias para o consumo.
De acordo com a decisão, embora o reconhecimento de que tenham adquirido a carne sem exigência de notas, a juíza não encontrou elementos de dolo no agir, pois já recebiam a carne processada. Também foram absolvidas Sirlei Mezzomo, irmã de Reny, e Teresinha Salete Gedoz, esposa de Alexandre Gedoz.
Eduardo Mezzomo, Alexandre Gedoz e Daniel Gnoatto foram condenados a cinco anos, quatro meses e 24 dias de reclusão pelos crimes de organização criminosa, entrega e venda de mercadoria em condições impróprias para o consumo, obtenção e entrega de matéria-prima em condições impróprias ao consumo e fabricação de substância alimentícia corrompida e nociva à saúde. Marcos André de Bortoli e Ismael Lima receberam sentença de cinco anos de reclusão pelos crimes de organização criminosa e obtenção e entrega de matéria prima em condições impróprias ao consumo e fabricação de substância alimentícia corrompida e nociva à saúde.
A operação deflagrada em 18 de outubro de 2021 colocou fim a um esquema de comercialização de carne de cavalo imprópria para o consumo. Após moída, a carne era usada em sanduíches vendidos em lanchonetes da região. Os envolvidos foram responsabilizados por formação de organização criminosa e crimes contra a relação de consumo. Um deles, Reny Mezzomo, já falecido, teve extinta a punibilidade e quatro acusados foram absolvidos.
De acordo com o processo, Reny e o filho Eduardo Mezzomo seriam os responsáveis pela aquisição e abate dos animais, em propriedade na localidade de Forqueta, interior de Caxias do Sul. Com eles atuava diretamente Alexandre Gedoz, que fazia o corte e a venda. Daniel Gnoatto, além de distribuir, atuava na moagem e preparação dos hambúrgueres, função compartilhada com Ismael Lima e Marcos André de Bortoli.
A juíza destacou que a irregularidade praticada não se encontra na venda da carne proveniente de equinos, mas no desrespeito às normas de saúde pública, de inspeção industrial, sanitária e de relação de consumo. Por conta disso, os responsáveis pelos estabelecimentos que adquiriam os produtos, Airton Miguel Brando e Robson Kemerich Samoel, foram absolvidos da acusação do crime de entrega e venda de mercadoria em condições impróprias para o consumo.
De acordo com a decisão, embora o reconhecimento de que tenham adquirido a carne sem exigência de notas, a juíza não encontrou elementos de dolo no agir, pois já recebiam a carne processada. Também foram absolvidas Sirlei Mezzomo, irmã de Reny, e Teresinha Salete Gedoz, esposa de Alexandre Gedoz.
Eduardo Mezzomo, Alexandre Gedoz e Daniel Gnoatto foram condenados a cinco anos, quatro meses e 24 dias de reclusão pelos crimes de organização criminosa, entrega e venda de mercadoria em condições impróprias para o consumo, obtenção e entrega de matéria-prima em condições impróprias ao consumo e fabricação de substância alimentícia corrompida e nociva à saúde. Marcos André de Bortoli e Ismael Lima receberam sentença de cinco anos de reclusão pelos crimes de organização criminosa e obtenção e entrega de matéria prima em condições impróprias ao consumo e fabricação de substância alimentícia corrompida e nociva à saúde.