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Inovação

- Publicada em 31 de Julho de 2023 às 13:05

Plataforma conectada ao Pacto Alegre cria um banco de imagens de pessoas pretas

A iniciativa já passou por Cachoeirinha e São Leopoldo e até o lançamento serão 12 cidades no total

A iniciativa já passou por Cachoeirinha e São Leopoldo e até o lançamento serão 12 cidades no total


Remilekun Manoela Carolino Owadokon/Divulgação/JC
Um banco de imagens exclusivo para pessoas pretas. Essa é a proposta da ferramenta do Morena Pixels, desenvolvida pela estilista e life coach Remilekun Manoela Carolino Owadokon (Remy). Na sexta-feira (28), a jovem de 36 anos nascida em Porto Alegre e criada nos Estados Unidos e na Nigéria realizou uma sessão de fotos no Hub Formô, localizado no Morro da Cruz, na Capital. A plataforma está conectada ao Pacto Alegre pelo projeto Territórios Inovadores.
Um banco de imagens exclusivo para pessoas pretas. Essa é a proposta da ferramenta do Morena Pixels, desenvolvida pela estilista e life coach Remilekun Manoela Carolino Owadokon (Remy). Na sexta-feira (28), a jovem de 36 anos nascida em Porto Alegre e criada nos Estados Unidos e na Nigéria realizou uma sessão de fotos no Hub Formô, localizado no Morro da Cruz, na Capital. A plataforma está conectada ao Pacto Alegre pelo projeto Territórios Inovadores.
O lançamento oficial da ferramenta ocorre no dia 7 de agosto, e as fotos estão sendo realizadas em cinco países (Brasil, EUA, Canadá, Quênia e Nigéria). O modelo de negócio proposto paga uma porcentagem das vendas da foto não apenas ao fotógrafo, mas também ao modelo e ao local onde a foto foi captada.

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A iniciativa já passou por Cachoeirinha e São Leopoldo e até o lançamento serão 12 cidades no total. A meta era de estrear com 10 mil imagens no banco, mas antes do prazo já foi superada. Em um pré-lançamento, com envio de imagens para uma lista fechada, já foram vendidos mais de U$1 mil em fotos, com todos os envolvidos já recebendo os respectivos royalties
“Eu quis fazer um modelo diferente. Além da representatividade, também buscamos uma forma de criar renda para pessoas pretas, sem ter estudo ou preparação específicos. Os proprietários dos locais e os fotógrafos não precisam ser pretos, mas a pessoa em frente à câmera, sim”, explica Remi.
Na avaliação de Michel Couto, um dos articuladores do Pacto Alegre, a conexão da proposta com o Territórios Inovadores foi imediata. “Ser este catalisador de oportunidades para as comunidades periféricas é o propósito que nos une. O case de empreendedorismo também pode inspirar as pessoas aqui do Morro da Cruz, que também têm seus sonhos e projetos. Além disso, a renda gerada poderá ajudá-las a tirar esses objetivos do papel”, explica.
As pessoas (somente pretas) que quiserem participar da plataforma devem preencher um formulário neste link, e a plataforma tenta conectá-las com algum espaço bacana e um fotógrafo parceiro. Neste primeiro momento, Remy está acompanhando as sessões presencialmente, mas a ideia é que depois o processo flua mais organicamente, sem a necessidade da presença dela no local.
Todos os cadastrados, a partir da venda de uma imagem, o/a modelo recebe 10% sobre o valor de licenciamento da imagem, o local recebe 5% e o fotógrafo, de 10% a 40%, conforme o tipo de contrato/parceria que tem com a plataforma (fotógrafos que cobram para fazer o trabalho, recebem menos sobre a foto; já os que fazem gratuitamente, recebem mais sobre a foto e tudo isso é negociado).