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Ensino superior

- Publicada em 17 de Novembro de 2022 às 20:19

Inauguração do laboratório de nível 3 da Ufrgs é adiada para 2023

Laboratório será o 3º no RS a fazer pesquisas com patogênicos

Laboratório será o 3º no RS a fazer pesquisas com patogênicos


TÂNIA MEINERZ/JC
Fabrine Bartz
Capaz de contribuir para o avanço e desenvolvimento de novas vacinas no Rio Grande do Sul, o laboratório de nível de Biossegurança 3, do Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), na avenida Ipiranga, em Porto Alegre, deve ser inaugurado apenas em julho de 2023. Contemplada pelo edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), a obra estava prevista para ser concluída em dezembro deste ano.
Capaz de contribuir para o avanço e desenvolvimento de novas vacinas no Rio Grande do Sul, o laboratório de nível de Biossegurança 3, do Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), na avenida Ipiranga, em Porto Alegre, deve ser inaugurado apenas em julho de 2023. Contemplada pelo edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), a obra estava prevista para ser concluída em dezembro deste ano.
Também chamado de NB3, este será o terceiro laboratório que permite a pesquisa com organismos patogênicos no Estado e o primeiro deste tipo na universidade. O primeiro laboratório funcional está instalado no Tecnopuc, por meio de uma colaboração entre o Hospital São Lucas da Pucrs (HSL) e o Centro de Pesquisas em Biologia Molecular. Já o segundo, lançado em julho deste ano, fica na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Ambos contam com o apoio da Fapergs.
Um dos passos que leva a inauguração do NB3 da Ufrgs para o próximo ano é a definição de uma planta exata, que contemple os interesses de todos os usuários. O laboratório poderá ser utilizado por outras instituições além da Ufrgs, incluindo universidades privadas. Ao iniciar o projeto, pelo menos 15 grupos de pesquisa manifestaram interesse e estão aguardando a implementação do laboratório. Com isso, a elaboração da planta levou seis meses para ser concluída, considerando as particularidades de cada grupo.
Nos próximos 15 dias, o laboratório deve finalizar o projeto executivo, que está sendo realizado pela Biosafe, empresa responsável pela construção de outros NB3 espalhados pelo Brasil. O projeto estabelece a instalação de tomadas e quantidade de fios necessários, além do tratamento de esgoto.
"É muito raro um edital ter validade somente de 12 meses. Todos os editais de pesquisa têm a validade de 24 meses, no mínimo, porque sempre é um projeto demorado para ser implantado. Nesse caso não foi diferente, nós estamos dentro de um cronograma normal de implementação do laboratório. Solicitamos a prorrogação por, pelo menos, seis meses a mais e a Fapergs concedeu", explica a diretora do ICBS, Ilma Simoni Brum da Silva.
Por meio do edital, a construção do NB3 está prevista em R$ 2 milhões. Já a manutenção anual, que envolve trocas de filtros, certificação de equipamentos e da própria estrutura do laboratório, custa em torno de 10% do valor total do laboratório. Conforme Ilma, a estimativa é que sejam necessários de R$ 200 mil a R$ 300 mil para a manutenção anual. Para isso, será necessário a procura de financiamento.
"O laboratório servirá, por exemplo, para cultivarmos células e transfectar com vírus como o Sars-Cov-2, que é o vírus causador da Covid-19. Nessas células, além de estudar os efeitos do vírus, iremos testar diferentes medicamentos ou propostas de medicamentos", explica Ilma. O local também terá uma parte destinada aos animais, embora seja uma espaço restrito. Essa área irá permitir a execução de testes para formação de vacinas, testes de comportamento, memória e outros testes circulatórios.
Em paralelo ao NB3, o Instituto de Ciências Básicas da Saúde trabalhou na transferência de outros laboratórios que ficavam no antigo prédio da Ufrgs no Centro de Porto Alegre. Ao todo, a nova estrutura possui capacidade para 40 laboratórios de pesquisa. Nesta quinta-feira, quando teve início o semestre da Ufrgs, todas as aulas práticas dos departamentos de Fisiologia e Microbiologia devem ocorrer no ICBS. No semestre anterior, as aulas ainda eram realizadas no prédio antigo.
Ao todo, para implementação do novo prédio do ICBS foram dedicados R$ 3,5 milhões do Ministério da Educação (MEC). O recurso foi destinado para adequações imobiliárias de salas de aula e projetores. Já os equipamentos, incluindo o material utilizado no NB3, foram adquiridos com recursos próprios da unidade por meio de pesquisas e convênios, totalizando R$ 3 milhões.
"Nós desenvolvemos trabalhos que não dependiam da fonte tesouro, que é a fonte de financiamento da universidade, que vem do MEC. Até porque, se dependesse, não teria. Esses R$ 3,5 milhões do MEC já haviam sido prometidos há um bom tempo, inclusive, durante a inauguração, o ministro prometeu que seriam R$ 5 milhões", complementa Ilma.
 
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