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Saúde

- Publicada em 30 de Julho de 2022 às 13:14

Parceria entre Ministério da Saúde e Hospital Moinhos de Vento monitora pacientes com câncer de próstata

Em agosto, Hospital Moinhos de Vento inicia recrutamento dos pacientes para o estudo

Em agosto, Hospital Moinhos de Vento inicia recrutamento dos pacientes para o estudo


LEONARDO LENSKIJ/DIVULGAÇÃO/JC
Agências
Atrás apenas do câncer de pele não melanoma, o câncer de próstata é o segundo tumor mais frequente entre os homens. Em 2020, foram diagnosticados 65.840 novos casos da doença, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Com objetivo de avaliar os resultados de pacientes com câncer de próstata localizado de baixo risco, o Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, conduzirá um estudo nacional inédito, que será monitorado pela estratégia de vigilância ativa, através de um protocolo assistencial em ambulatórios especializados no Sistema Único de Saúde (SUS).
Atrás apenas do câncer de pele não melanoma, o câncer de próstata é o segundo tumor mais frequente entre os homens. Em 2020, foram diagnosticados 65.840 novos casos da doença, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Com objetivo de avaliar os resultados de pacientes com câncer de próstata localizado de baixo risco, o Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Moinhos de Vento, conduzirá um estudo nacional inédito, que será monitorado pela estratégia de vigilância ativa, através de um protocolo assistencial em ambulatórios especializados no Sistema Único de Saúde (SUS).
O câncer de próstata também pode ser tratado sem intervenções agressivas, como cirurgia, radioterapia e/ou hormonioterapia, uma vez que cerca de 30% a 40% dos pacientes apresentam baixo risco de progressão da doença, de acordo com o Inca. Assim, muitos países instituem programas de vigilância ativa direcionados a estes casos de menor gravidade.
A estratégia se baseia na observação do paciente por meio de consultas médicas e exames periódicos. Além de retardar, ao máximo, ações terapêuticas mais invasivas, a estratégia de vigilância ativa minimiza os possíveis efeitos adversos das intervenções radicais, como disfunção sexual e incontinência urinária, possibilitando que o paciente viva com melhor qualidade.
Neste cenário, segundo a Sociedade Americana de Oncologia, muitos pacientes com câncer de próstata, por apresentarem doença de baixo risco, não necessitam de intervenções radicais e têm desfechos favoráveis, sem aumento de Antígeno Específico da Próstata (PSA) e sem progressão do câncer. Contudo, o Brasil ainda carece de dados que demonstrem o impacto da estratégia de vigilância ativa em pacientes com câncer de próstata de prognóstico favorável (baixo risco).
Por isso, a necessidade de avaliar os resultados dos pacientes com a doença. A partir de agosto, o Hospital Moinhos de Vento inicia o processo de recrutamento dos pacientes para o estudo, conduzido pelos médicos Dr. Pedro Isaacsson, Dr. Jeziel Basso e Dr. Ricardo Zordan. Serão oferecidos atendimentos ambulatoriais aos pacientes do SUS que se enquadrem nos critérios de seleção, até o final do estudo ou até atingir o número de inclusões necessárias. Poderão participar aqueles pacientes com idade entre 18 e 78 anos, com diagnóstico de câncer de próstata nos últimos 12 meses e que não realizaram tratamento cirúrgico, radioterápico ou hormonal. O câncer deve ter características de baixo risco: doença localizada na próstata, biópsia apenas com escore de Gleason igual ou menor a 6 (3+3) e exame de PSA menor ou igual a 10 ng/ml.
Os selecionados serão submetidos a consultas médicas semestrais, bem como exames de PSA, ressonância magnética e biópsia da próstata. Além da análise dos desfechos clínicos, será realizada uma avaliação dos benefícios econômicos da utilização desta estratégia assistencial no SUS.
O estudo é conduzido pelos médicos Dr. Pedro Isaacsson, Dr. Jeziel Basso e Dr. Ricardo Zordan. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail vigiasus@hmv.org.br ou pelos telefones (51) 3314-2965 e (51) 98019-7063.
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