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Amazonas

- Publicada em 19 de Março de 2022 às 13:00

Garotos ficam 27 dias perdidos na Floresta Amazônica

Os irmãos Glauco e Gleison Carvalho Ferreira, de 7 e 9 anos, respectivamente, que estavam desaparecidos desde o dia 18 de fevereiro, foram encontrados na quinta-feira. Os meninos, que vivem com a mãe na cidade de Manicoré (AM), que fica a 380 quilômetros de Manaus, se perderam no meio da Floresta Amazônica, quando tentavam capturar pássaros.
Os irmãos Glauco e Gleison Carvalho Ferreira, de 7 e 9 anos, respectivamente, que estavam desaparecidos desde o dia 18 de fevereiro, foram encontrados na quinta-feira. Os meninos, que vivem com a mãe na cidade de Manicoré (AM), que fica a 380 quilômetros de Manaus, se perderam no meio da Floresta Amazônica, quando tentavam capturar pássaros.
Durante os 27 dias em que os meninos ficaram desaparecidos, homens do Corpo de Bombeiros fizeram buscas pela região à procura deles. Os agentes contavam, inclusive, com a ajuda de indígenas da comunidade Capanã Grande, uma das maiores da cidade, pois somente esses indígenas conhecem bem a região onde as crianças haviam se perdido. A dupla de irmãos, no entanto, foi encontrada por um morador que entrou na floresta para serrar árvores.
Sorva
As crianças, que foram encontradas em situação de desnutrição, contaram à mãe que, durante os dias em que ficaram perdidas em meio à floresta, sobreviveram comendo uma fruta típica da região, chamada sorva. A informação foi confirmada pela mãe dos meninos, a diarista Rosinete da Silva Carvalho. "Eu perguntei: 'Meu filho, vocês não comeram nada?'. Ele me disse: 'A gente comeu sorva, mãe'. Os meninos sempre comiam sorva porque meu filho mais velho pegava quando ia caçar e, sempre que via, trazia uma saca para eles", disse a mãe, em entrevista à emissora de TV Rede Amazônica.
A sorva é uma fruta pouco adocicada, com casca verde e bastante pequena. O fruto era bastante consumido por seringueiros que trabalhavam na mata amazônica em busca do látex para a fabricação de borracha. Muitas vezes, eles não levavam nada para a alimentação nos chamados varadouros - as trilhas no meio da floresta. A sorva tem alto teor de gordura e, em razão do carboidrato que possui, é uma fonte de energia para o corpo.
Internados
Glauco e Gleison foram transferidos de Manicoré para Manaus em uma UTI Aérea e estão internados em leitos de enfermaria do Hospital da Criança, na capital amazonense. O estado de saúde dos irmãos é considerado grave, segundo boletim médico emitido pela equipe do hospital. Contudo, o quadro é estável, e os meninos continuam com uma dieta hipercalórica para que possam recuperar o seu peso ideal.
O pediatra Eugênio Tavares, que coordena a equipe médica que acompanha os irmãos, relatou em boletim que ontem Glauco e Gleison fizeram novos exames de sangue, urina e fezes. "Faremos uma transição na alimentação. Agora está sendo líquida, depois será pastosa. Eles precisam ganhar pelo menos 50% do peso que perderam durante todo esse período, para poder voltar a Manicoré. Não há uma previsão certa para que isso aconteça, e até lá faremos o acompanhamento contínuo."
Ainda que a transferência até Manaus tenha ocorrido por meio aéreo de suporte intensivo, os dois irmãos não estão internados em UTI, mas em uma enfermaria com estrutura preparada especialmente para atender casos complexos como o deles. É o que explica a diretora do Hospital da Criança, Liege Menezes.
"Temos toda uma estrutura necessária para essas crianças. Não foi preciso serem admitidas na UTI. Vão ficar em leito de enfermaria, mas temos todos os especialistas necessários para que tenham uma excelente evolução e prognóstico. E esperamos que esse tratamento aconteça com todo sucesso", afirmou a gestora do hospital.
Transferência
A transferência dos dois irmãos só foi realizada após pedido, por ofício, do Ministério Público do Amazonas, que avaliou a situação dos meninos como grave. Eles, portanto, necessitavam de transferência com urgência para a capital, onde há maior estrutura de atendimento médico especializado.
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