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- Publicada em 08 de Dezembro de 2021 às 03:00

Kiss: Técnico de som diz que shows da banda que viu tinham pirotecnia

Julgamento dos réus do incêndio chegou ao sétimo dia nesta terça-feira (7)

Julgamento dos réus do incêndio chegou ao sétimo dia nesta terça-feira (7)


/Foto: Juliano Verardi/IMPRENSA TJRS/JC
Juliano Tatsch
O julgamento dos quatro réus do incêndio da boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, que deixou 242 mortos e 636 feridos, chegou ao 7º dia ontem. A primeira pessoa ouvida pelo júri no Foro Central I de Porto Alegre foi Venâncio da Silva Anschau, que era técnico de som e trabalhava com a Banda Gurizada Fandangueira. Ele depôs na condição de testemunha convocada pela defesa do réu Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda.
O julgamento dos quatro réus do incêndio da boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, que deixou 242 mortos e 636 feridos, chegou ao 7º dia ontem. A primeira pessoa ouvida pelo júri no Foro Central I de Porto Alegre foi Venâncio da Silva Anschau, que era técnico de som e trabalhava com a Banda Gurizada Fandangueira. Ele depôs na condição de testemunha convocada pela defesa do réu Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda.
Conforme Anschau, todos os shows da banda na Kiss em que ele esteve presente tiveram o uso de artefatos pirotécnicos. Além disso, o depoente garantiu que não ouviu de ninguém um pedido para que a pirotecnia deixasse de ser usada na boate.
Um dos pontos questionados desde o início do julgamento por parte da acusação diz respeito ao fato de nenhum integrante da banda ter usado os microfones para avisar ao público sobre o incêndio. O depoente afirmou que desabilitou o som da banda quando viu alguém subir no palco em meio à confusão e que não sabia o que estava ocorrendo. "Errei", afirmou.
Jader Marques, advogado de Elissandro Spohr, um dos donos da boate, questionou o técnico se a luva na qual era acoplado o artefato pirotécnico era usada frequentemente pela banda. "Sempre era utilizada", afirmou.
Ainda em seu depoimento, Anschau apontou que, em uma ocasião, questionou Luciano sobre o uso de artefatos com fogo nos shows e lhe foi dito para ficar tranquilo, pois aqueles eram artefatos "frios", ou seja, não haveria risco de que causassem chamas. O depoente também apontou que Luciano Bonilha, um dos réus, era um subordinado, atuando como freelancer, e que quem mais tratava das questões da Gurizada Fandangueira era o gaiteiro Danilo Jaques, que morreu na tragédia.
 
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