Manuela Cassano

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Estagiária do GeraçãoE

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Manuela Cassano Estagiária do GeraçãoE


Tecnologia

Startup de Rio Grande desenvolve dispositivo de diagnóstico de tuberculose

A Nernst, incubada no Oceantec opera pricipalmente através de ações de fomento, visando simplificar o processo de diagnóstico da tuberculose
Incubada no Oceantec, Parque Científico e Tecnológico da Furg (Universidade Federal do Rio Grande), a Nernst opera com a proposta de reduzir a complexidade do diagnóstico da tuberculose através do desenvolvimento de um dispositivo portátil. O produto, atualmente em fase de validação, busca reduzir o tempo de diagnóstico para cinco minutos, em comparação ao período atual de aproximadamente duas horas, decorrente dos métodos utilizados e dos equipamentos de bancada.
Incubada no Oceantec, Parque Científico e Tecnológico da Furg (Universidade Federal do Rio Grande), a Nernst opera com a proposta de reduzir a complexidade do diagnóstico da tuberculose através do desenvolvimento de um dispositivo portátil. O produto, atualmente em fase de validação, busca reduzir o tempo de diagnóstico para cinco minutos, em comparação ao período atual de aproximadamente duas horas, decorrente dos métodos utilizados e dos equipamentos de bancada.
Idealizada no período de transição entre mestrado e doutorado, a Nernst surgiu em 2024, como desdobramento da pesquisa acadêmica da doutoranda em química pela Furg Ana Paula Lopes. O trabalho em um laboratório especializado no desenvolvimento de sensores foi o pontapé inicial para o desenvolvimento da startup. "A gente tem riquezas muito grandes dentro das universidades. Desenvolve-se muita coisa boa. Grande parte delas fica engavetada em artigos, em patentes que não são comercializadas", explica.
Ela iniciou a trajetória da empresa em processo de incubação e editais de fomento, resultando no atual momento da deep tech na incubadora de startups Innovatio. "A partir disso, começou o nosso caminho empreendedor", resume.
Atualmente, a startup conta com sete pessoas, que trabalham para colocar no mercado o dispositivo em desenvolvimento. Trata-se de um novo método para diagnosticar a tuberculose.
"A ideia é que esse diagnóstico possa ser realizado na sala de consulta ou em regiões muito afastadas de forma prática, de forma rápida", explica Ana, destacando a praticidade do produto decorrente do tamanho, semelhante ao de um celular.
O modelo proposto pela Nernst vai contra os atuais métodos do mercado, que dependem de uma estrutura mais sofisticada, como aponta a pesquisadora. "Precisam de laboratórios extremamente equipados, e é um diagnóstico que não tem nada de portátil." O funcionamento dele foi possibilitado a partir do objeto resultante da tese de doutorado da pesquisadora, um biosensor no formato de uma fita reativa que, por meio de uma amostra de escarro do paciente, possibilita o diagnóstico, método que, segundo Ana, pode reduzir aproximadamente 70% nos custos e de 98% no volume de amostra necessária. "O que é desenvolvido de forma particular pela startup é o equipamento portátil, que é onde a gente insere a fitinha. Ele tem um display onde conseguimos dar o play, pausar e inserir o código do paciente", explica.

Ecossistema acadêmico

Reconhecendo o papel da academia para a viabilidade das atividades, Ana destaca que uma das principais contribuições da universidade é o uso dos espaços laboratoriais, indispensáveis para a empresa. "Construir um laboratório do zero não é simples e é extremamente caro. Então, a Furg tem um papel primordial no desenvolvimento do produto."
As ações de fomento também representam um fator de impulsionamento para a startup, que destaca o primeiro lugar conquistado na última edição do Programa Hangar como um importante marco para o seu desenvolvimento. "Nossa ideia sempre foi estar bastante presente em Porto Alegre, a capital da inovação", conta Ana, detalhando que, no Tecnopuc, a startup terá acesso a laboratórios de prototipagem e ciência de dados.
Atualmente, o produto da Nernst se encontra em fase de validação, com perspectiva de comercialização para 2029. "A gente está fazendo as modificações e a pesquisa necessária para que ele seja validado dentro de um laboratório controlado."
Para o futuro da empresa, Ana deseja incrementar a pesquisa e os produtos no período pós-mercado do dispositivo. "A nossa ideia é que esse equipamento tenha, por exemplo, um display com tuberculose, Covid, doença de Chagas, dengue e afins, para que a gente consiga um dispositivo que atenda diferentes finalidades."