O Jardim do Dmae, no bairro Moinhos de Vento, contará com uma operação de cafeteria na torre histórica que fica na entrada da praça. O diretor administrativo e patrimonial do Dmae, Jezoni Luis Dias Almeida, diz que iniciativa foi inspirada no também charmoso Café da Catedral, que opera no jardim da Catedral Metropolitana de Porto Alegre.
A previsão é que a licitação para ocupação do espaço aconteça no início do segundo semestre. "O Jardim do Dmae é uma praça pública em um espaço privilegiado da cidade, um dos mais bonitos, e tem esse atrativo histórico também. Embora seja uma área industrial, uma estação de tratamento de água, na frente tem um espaço aberto ao público, e queremos proporcionar um ambiente que una gastronomia e cultura em um espaço aberto", afirma Almeida.
Conforme o diretor administrativo e patrimonial do Dmae, a etapa agora é de elaboração dos documentos para lançar o edital de concorrência pública. "Vamos dar a indicação de que a atividade principal seja voltada para o café, até para não criar muito impacto na rotina da praça. Não tem como fazer uma operação gastronômica de maior porte. São espaços de jardim e poderão ser instaladas mesas provisórias para fazer essa atividade", explica Almeida, sobre a expectativa de formato de negócio para ocupar o espaço.
O Jardim do Dmae, comumente usado para books fotográficos de noivos e formandos, é conhecido pela beleza — atrativo que, para o diretor administrativo e patrimonial do Dmae, está entre os diferenciais para os negócios que se interessarem pela oportunidade. "Temos uma alta rotatividade de pessoas. Por ser uma das mais belas praças da cidade, o jardim é bem frequentado, e não tem nenhum ponto no local para esse suporte para quem está aqui fazendo esse passeio", pondera.
Além da beleza, explorar o aspecto histórico do espaço também está entre os objetivos do projeto. Um dos destaques para Almeida é a presença do monumento público mais antigo de Porto Alegre, a fonte Afluentes do Guaíba, idealizada pelo arquiteto José Obino em 1866. As esculturas em mármore carrara foram instaladas no espaço em 2014, mas já estiveram em outros pontos da Capital, como a Praça da Matriz e a Praça Dom Sebastião. "Temos esse atrativo e temos que compensar dando esse suporte através de um café para que os frequentadores possam comprar uma água, tomar um suco, enquanto contemplarem o jardim", afirma.

