Júlia Fernandes

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Repórter

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Inovação

"Não são big techs, são os maiores grupos de mídia do mundo", diz Hugo Rodrigues sobre plataformas digitais

O publicitário esteve entre os painelistas do Find 2026. Ele falou sobre os desafios da publicidade em um cenário marcado pelo excesso de informação
Essa foi uma das afirmações realizadas pelo publicitário Hugo Rodrigues, sócio da WMcCann e empreendedor, durante seu painel no Find 2026, que acontece nesta quarta-feira (29), no Teatro da Unisinos, em Porto Alegre. Com uma trajetória consolidada no mercado publicitário, Rodrigues se destacou ao liderar a virada da Publicis no Brasil, levando a agência do 12º ao 2º lugar no ranking nacional. Em 2017, foi escolhido pelo grupo Interpublic para suceder Washington Olivetto no comando da WMcCann, onde também alcançou resultados expressivos, colocando a agência na liderança do País em 2021 e 2022. Após mais de três anos na função, assumiu a posição de chairman e fundou, em 2022, a Aldeiah, voltada à estratégia e inovação.
Essa foi uma das afirmações realizadas pelo publicitário Hugo Rodrigues, sócio da WMcCann e empreendedor, durante seu painel no Find 2026, que acontece nesta quarta-feira (29), no Teatro da Unisinos, em Porto Alegre. Com uma trajetória consolidada no mercado publicitário, Rodrigues se destacou ao liderar a virada da Publicis no Brasil, levando a agência do 12º ao 2º lugar no ranking nacional. Em 2017, foi escolhido pelo grupo Interpublic para suceder Washington Olivetto no comando da WMcCann, onde também alcançou resultados expressivos, colocando a agência na liderança do País em 2021 e 2022. Após mais de três anos na função, assumiu a posição de chairman e fundou, em 2022, a Aldeiah, voltada à estratégia e inovação.
No painel, o executivo combinou reflexões sobre carreira, mercado e comportamento para discutir os desafios da publicidade em um cenário marcado pelo excesso de informação e pela pressão tecnológica. Logo no início, elogiou o evento e fez uma comparação com festivais internacionais. “O evento é lindo, tomara que perdure. A gente viaja o mundo e, às vezes, a solução está do lado da nossa casa”, afirmou.
Rodrigues também destacou a relação com o Rio Grande do Sul ao longo da carreira, citando desde a aquisição da AG2 até a expansão recente da Aldeiah no Estado. Para ele, a região tem se mostrado estratégica. “Não é demagogia, são fatos do passado, do presente e, tenho certeza, do futuro”, disse, ao mencionar a presença de operações locais e o potencial de crescimento no mercado gaúcho.
A análise das chamadas big techs foi um dos destaques da palestra. Para Rodrigues, empresas como Google, Amazon e Meta devem ser compreendidas como estruturas de mídia. “Eles usam a infraestrutura para nos deixar completamente hipnotizados. Todo mundo hoje é uma grande TV Globo", afirmou. Esse cenário, segundo ele, contribui para a perda de lucidez.
Ao revisitar a história da publicidade, o executivo falou sobre a evolução do setor, da era criativa dos anos 1980 à ascensão da tecnologia, e defendeu a relevância das agências. “As agências não vão morrer, mas vão ter que aprender a dividir o bolo”, afirmou. O palestrante reforçou ainda a importância da disciplina na construção de resultados. “A disciplina faz a diferença independentemente da área que a gente está”, pontuou.
Outro ponto central foi a crítica à valorização excessiva de prêmios. “Prêmio é aplauso da indústria, mas cliente é voto com investimento”, disse, ao destacar que resultados financeiros devem ser o principal indicador de sucesso.
Ao abordar o impacto da tecnologia, Rodrigues alertou para o bombardeio constante de informações e tendências. “Todo dia surge uma fórmula mágica. A gente se sente perdido, como se estivesse ficando para trás”, afirmou. Para ilustrar, citou movimentos recentes que não se consolidaram, como o metaverso. “Por que você sofre quando erra? O Mark Zuckerberg errou”, comentou.
Nesse contexto, ele defendeu a necessidade de mudar em silêncio. Segundo o executivo, transformações reais não acontecem na exposição exagerada, mas na consistência. “Normalmente, o que está explodindo na mídia não é o que está dando o melhor resultado naquele momento”, explicou.
O executivo também destacou o impacto das diferentes gerações no consumo e no marketing. “Estamos vivendo com seis gerações ao mesmo tempo, e não dá para falar com todo mundo da mesma forma”, afirmou. Para ele, entender essas diferenças é essencial para criar estratégias eficazes.
Na parte final, Rodrigues defendeu que marcas e profissionais precisam reimaginar a forma de vender. “Todos nós estamos vendendo o tempo todo”, disse. Ele citou exemplos práticos para mostrar que não existe uma única fórmula, mas sim múltiplas abordagens que devem considerar contexto e público.