Gustavo Marchant

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Estagiário do GeraçãoE

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Gustavo Marchant Estagiário do GeraçãoE


Tecnologia

Estudantes das Ufrgs criam marketplace de camisas de time originais

O Meiuka conecta colecionadores e centraliza o mercado de camisas de futebol originais
Amantes do futebol desde que se conhecem por gente, os estudantes da Ufrgs e amigos de longa data Arthur Leal, graduando de Relações Internacionais, e Enrique Spiguel, que cursa Engenharia de Produção, aliaram a paixão pelo esporte com a arte do colecionismo. A dupla fundou, em janeiro deste ano, o Meiuka (@meiuka_), marketplace e comunidade digital 100% focado em camisetas de futebol originais.

A plataforma surgiu para centralizar um setor que consideram fragmentado, marcado por peças de segunda mão que precisavam ser garimpadas em brechós físicos, marketplaces generalistas, contas de Instagram ou grupos de Facebook, dificultando a busca por peças específicas e, principalmente, fidedignas.

Um dos sintomas da descentralização deste mercado é justamente a dificuldade em saber se uma camisa de time é original ou falsa. "Marcamos uma reunião para trocar uma ideia com a pessoa, para que ela mostre a coleção. Além disso, temos alguns mecanismos na própria plataforma, como, por exemplo, ser obrigatória a foto da etiqueta", comenta Arthur, destacando que um destes traços é passível de ser identificado através do código de autenticação SKU (Stock Keeping Unit), alfanumérico único geralmente encontrado na etiqueta interna inferior (próximo à cintura) ou na gola. Para fazer o teste real, basta pesquisar no navegador: a busca deve retornar o modelo exato, caso contrário, é certeza de produto falsificado.

"É uma coisa em que é impossível que a gente esteja totalmente imune a alguém querer burlar o sistema e adicionar uma camiseta falsa, mas o nosso objetivo como plataforma é tentar ao máximo que isso esteja longe do Meiuka", completa o estudante. As demais dicas para verificar a veracidade de uma peça são aspectos possíveis de serem observados a olho nu, como costuras internas, arremates e acabamento e o material da personalização. Outro ponto se dá pelo país de fabricação, que os jovens afirmam não ser um indicativo. Por mais que haja um juízo de valor precipitado em cima de itens fabricados em países asiáticos como China e Tailândia, marcas oficiais também produzem artigos esportivos nesses territórios.
Amantes do futebol desde que se conhecem por gente, os estudantes da Ufrgs e amigos de longa data Arthur Leal, graduando de Relações Internacionais, e Enrique Spiguel, que cursa Engenharia de Produção, aliaram a paixão pelo esporte com a arte do colecionismo. A dupla fundou, em janeiro deste ano, o Meiuka (@meiuka_), marketplace e comunidade digital 100% focado em camisetas de futebol originais.

A plataforma surgiu para centralizar um setor que consideram fragmentado, marcado por peças de segunda mão que precisavam ser garimpadas em brechós físicos, marketplaces generalistas, contas de Instagram ou grupos de Facebook, dificultando a busca por peças específicas e, principalmente, fidedignas.

Um dos sintomas da descentralização deste mercado é justamente a dificuldade em saber se uma camisa de time é original ou falsa. "Marcamos uma reunião para trocar uma ideia com a pessoa, para que ela mostre a coleção. Além disso, temos alguns mecanismos na própria plataforma, como, por exemplo, ser obrigatória a foto da etiqueta", comenta Arthur, destacando que um destes traços é passível de ser identificado através do código de autenticação SKU (Stock Keeping Unit), alfanumérico único geralmente encontrado na etiqueta interna inferior (próximo à cintura) ou na gola. Para fazer o teste real, basta pesquisar no navegador: a busca deve retornar o modelo exato, caso contrário, é certeza de produto falsificado.

"É uma coisa em que é impossível que a gente esteja totalmente imune a alguém querer burlar o sistema e adicionar uma camiseta falsa, mas o nosso objetivo como plataforma é tentar ao máximo que isso esteja longe do Meiuka", completa o estudante. As demais dicas para verificar a veracidade de uma peça são aspectos possíveis de serem observados a olho nu, como costuras internas, arremates e acabamento e o material da personalização. Outro ponto se dá pelo país de fabricação, que os jovens afirmam não ser um indicativo. Por mais que haja um juízo de valor precipitado em cima de itens fabricados em países asiáticos como China e Tailândia, marcas oficiais também produzem artigos esportivos nesses territórios.
Colecionadores, eles também possuem seu próprio acervo pessoal, com camisas raras e peças marcantes de clubes e jogadores que fazem parte de suas histórias no futebol | FABIOLA CORREA/JC
Colecionadores, eles também possuem seu próprio acervo pessoal, com camisas raras e peças marcantes de clubes e jogadores que fazem parte de suas histórias no futebol FABIOLA CORREA/JC

Unir a comunidade 

O Meiuka atua nesse aspecto tanto como site para comercializar camisas com taxa de transação menor que os mercados paralelos — tendo 5% de margem em cima da venda de cada camiseta — quanto como um espaço para colecionadores catalogarem seus acervos pessoais.
Esse último ponto faz a dupla definir o Meiuka exatamente como uma "comunidade alinhada com marketplace". A ideia é criar e reter a comunidade futebolística por meio da possibilidade de usar o site apenas como um catálogo digital, onde o usuário pode apenas exibir sua coleção pessoal de camisas para outras pessoas verem, sem a intenção de vendê-las.

A plataforma já acumula mais de 2 mil itens catalogados, reúne uma comunidade com mais de 500 usuários ativos e já ultrapassou a marca de 50 transações realizadas. "Agora, com três meses de Meiuka, passamos por uma fase de MVP, tanto do mercado quanto da plataforma, para ver se a galera ia curtir usar, se ia funcionar bem. E foi uma validação de muito sucesso", comemora Enrique, projetando que os próximos passos da startup caminhem no quesito de melhorias que hoje ainda não têm condição de colocar.
O foco é deixar a plataforma mais robusta, incluir novas funcionalidades e melhorar cada vez mais a experiência dos usuários, além de estudarem disponibilizar planos avançados e premium, tanto para quem expõe quanto para quem compra. Quem está trabalhando nessa parte é Leo Sauberman, sócio que mora no Rio de Janeiro e cuida da parte de programação. 
Colecionadores, eles também possuem seu próprio acervo pessoal, com camisas raras e peças marcantes de clubes e jogadores que fazem parte de suas histórias no futebol | FABIOLA CORREA/JC
Colecionadores, eles também possuem seu próprio acervo pessoal, com camisas raras e peças marcantes de clubes e jogadores que fazem parte de suas histórias no futebol FABIOLA CORREA/JC

Peças raras

Com muitas raridades reunidas, eles elencam como a camisa mais cara listada no site uma do Internacional de 1983, do camisa 10 Rubén Paz, ídolo uruguaio que marcou época no Sport Club Internacional entre 1982 e 1986. A peça tamanho M encontra-se em estado excelente, saindo por R$ 2,7 mil na plataforma.

O acervo pessoal dos fundadores também compreende algumas camisetas únicas. Gremista, Arthur tem uma do Grêmio de 2017 assinada por todo o elenco antes de sequer imaginar o título da Libertadores conquistado naquele ano. Já Enrique é colorado e tem orgulho de uma camisa de jogo de manga comprida do Real Betis assinada pelo seu ídolo Rafael Sóbis.

Aposta em feiras presenciais

No próximo sábado (25), das 10h às 17h, o Meiuka organizará uma feira no Soccer City (rua Lauro Müller, nº 700, no bairro Navegantes), com entrada livre. O evento reunirá 20 lojas com suas próprias araras, além de food trucks, DJ e sorteio de cupons.
"As feiras de camisas de futebol originais são uma coisa que, nos últimos anos, se popularizaram muito em todo o país. Vimos como uma oportunidade de juntar a comunidade de Porto Alegre", aponta Arthur, que já aproveitando o ritmo de Copa do Mundo, convidou Salomão Furer, de São Leopoldo, considerado o maior colecionador de camisas da Seleção Brasileira do país, para ser um dos expositores do evento.

Uma camisa da jovem estrela do Barcelona, Lamine Yamal, também faz parte de um dos sorteios envolvendo a feira.
Arthur e Henrique se conhecem desde a infância e decidiram criar um negócio a partir do meio que mais gostam: o futebol | FABIOLA CORREA/JC
Arthur e Henrique se conhecem desde a infância e decidiram criar um negócio a partir do meio que mais gostam: o futebol FABIOLA CORREA/JC