Isadora Jacoby

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Editora do GeraçãoE

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Marcas de Quem Decide

Entre a inovação e a celebração ao legado, Giovanni Tumelero projeta futuro do Jornal do Comércio

O painel Case Jornal do Comércio - 92 anos abriu a programação da tarde de conteúdo do Marcas de Quem Decide
A 28ª edição do Marcas de Quem Decide — evento promovido pelo Jornal do Comércio que reconhece as marcas mais lembradas e preferidas dos gaúchos — trouxe novidades em seu formato em 2026. Pela primeira vez, além da premiação, o evento teve um momento dedicado a conteúdo, branding e reputação de marcas. 
A 28ª edição do Marcas de Quem Decide — evento promovido pelo Jornal do Comércio que reconhece as marcas mais lembradas e preferidas dos gaúchos — trouxe novidades em seu formato em 2026. Pela primeira vez, além da premiação, o evento teve um momento dedicado a conteúdo, branding e reputação de marcas. 
Giovanni Tumelero, diretor-presidente do Jornal do Comércio, foi o responsável por abrir a programação da tarde no painel Case Jornal do Comércio - 92 anos mediado por Alexandra Zanella, diretora de relacionamento da Padrinho Conteúdo e Assessoria. Logo na abertura, Giovanni celebrou o novo formato do Marcas de Quem Decide. ”É motivo de muito orgulho estarmos fazendo esse evento. É um formato inovador, diferente dos outros anos”, disse o diretor-presidente do Jornal do Comércio. 
Manter a tradição de um negócio que soma nove décadas é desafiador, segundo Giovanni, mas é um trabalho possível graças à história da empresa. “Hoje a gente mantém, mas recebemos um legado muito importante. O Jornal do Comércio é uma empresa familiar. Falar da história é motivo de muito orgulho, e a gente é reconhecido pela credibilidade. Esse é um dos maiores ativos da empresa. O nosso grande desafio hoje é, justamente, usar a credibilidade no relacionamento entre as principais entidades, entre o empresariado, e conectar negócios, fazer com que as coisas aconteçam em prol do desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul”, garante Giovanni. 
Mesmo frente às transformações da comunicação ao longo de mais de 90 anos, a credibilidade segue sendo pilar, ainda que o formato do conteúdo tenha mudado. “Criamos projetos baseados nos valores e em todo o nosso histórico. O Jornal do Comércio foi fundado em Porto Alegre em 1933. Na época, meu bisavô criou uma empresa que trazia os valores das mercadorias que chegavam no porto de Porto Alegre. Então, chegavam as mercadorias, mas ninguém sabia muito bem os valores, era uma bagunça. E ele, como uma visão empreendedora, resolveu abrir um boletim que trazia de forma atualizada esses dados. Isso trazia informações exclusivas para os gestores na época. Então, hoje, quando a gente fala de novos produtos, sempre pensamos nesse passado, sempre procurando a essência do Jornal, porque as coisas mudaram muito”, considera. 
É com o mesmo olhar atento às informações mais relevantes para a economia gaúcha que o Jornal do Comércio segue atuando. Giovanni ressalta que, na hora de encarar as mudanças naturais de uma empresa longeva, é preciso ter os pés nas raízes. “O nosso negócio mudou muito, e nós temos que cuidar muito para não nos desnortearmos da nossa vertente e do que a gente realmente faz, que é entregar valor e conteúdos exclusivos para o meio empresarial. Temos desenvolvido diversos projetos nesse sentido, como o Mapa Econômico do Rio Grande do Sul”, exemplifica, sobre o evento promovido pelo Jornal do Comércio há três anos que desbrava o interior do Estado a fim de entender os principais ativos econômicos de cada região. 
Ainda na missão de seguir sempre conectado com as diferentes frentes da economia gaúcha, Alexandra e Giovanni destacaram o papel do GeraçãoE como uma porta que conecta empresas de diferentes portes. “Todo grande negócio começa pequeno. Acreditamos muito nisso. A economia é formada de diversos patamares de empresas. Precisa ter a grande, a pequena, a média, assim como as pessoas trabalhando, ocupando espaços diferentes. Acreditamos muito no GeraçãoE, que é um projeto que fez 10 anos no ano passado. Mostramos os empreendimentos, as novas ideias, as tendências do empreendedorismo. O GeraçãoE tem um papel social muito importante. Muitas vezes, fizemos matérias que bombaram, tomaram uma repercussão muito grande nas redes e que fizeram com que o próprio empreendedor não se preparasse para a dimensão”, conta.
Prestes a celebrar 93 anos em maio, o Jornal do Comércio segue em transformação. Ainda em 2026, o Tecnopuc passa a ser a nova casa da empresa, movimento que tem como foco a inovação. "Está dentro desse movimento de transformação, da forma como o Jornal do Comércio está vendo o futuro do jornalismo, da comunicação e dos negócios. A gente está fazendo esse movimento estratégico para se aproximar do meio de inovação, de tecnologia, acadêmico, na formação de novas pessoas. A gente é muito grato por essa parceria e, agora, depois que nós nos instalarmos aqui, não tenho dúvida que vai aumentar", garante. 
Para o futuro, o gestor projeta dar continuidade ao legado da família, contribuindo para as próximas décadas do Jornal do Comércio. "É uma responsabilidade muito grande. Penso nisso todo dia e acho que dá energia. A gente vê o quanto os nossos familiares se dedicaram para o negócio, tornaram o que é o Jornal do Comércio hoje. O Jornal não é mais só da família, é uma entidade do Rio Grande do Sul. Espero honrar toda a minha família e entregar uma empresa muito melhor do que eu recebi, assim como fizeram os outros gestores também. É um grande desafio", afirma o diretor-presidente.