Depois de dois anos, o Rooster Crispy Kitchen (@rooster.crispy) está de volta a Porto Alegre. O delivery, especializado em frango frito estilo americano, paralisou sua operação em 2024 de forma estratégica visando o futuro. Hoje, o negócio ressurge com planos maiores, mirando no processo de franquia com potencial nacional. "Enquanto todo mundo queria colocar o frango frito no balde, focando apenas na quantidade, a gente pensou: por que não levar o frango frito para um novo nível?”, provoca Luís Lopes, nome à frente do negócio que iniciou em 2020.
Apesar da formação em Administração, abrir um negócio gastronômico em um segmento pouco desenvolvido no Brasil foi um desafio para ele. “Quando a empresa começou a crescer, surgiram muitas dúvidas de gestão. Como não existia ninguém do frango frito para me orientar, fui buscar mentores no delivery e até em hamburguerias para me capacitar. O primeiro Rooster acabou sendo um MVP e uma grande escola. Enquanto fazia, eu acertava e errava, e depois precisava consertar tudo sozinho, sob pressão”, explica o empreendedor, que confessa ter se empolgado com o tamanho da demanda, motivo que ocasionou o fim da operação.
Apesar da formação em Administração, abrir um negócio gastronômico em um segmento pouco desenvolvido no Brasil foi um desafio para ele. “Quando a empresa começou a crescer, surgiram muitas dúvidas de gestão. Como não existia ninguém do frango frito para me orientar, fui buscar mentores no delivery e até em hamburguerias para me capacitar. O primeiro Rooster acabou sendo um MVP e uma grande escola. Enquanto fazia, eu acertava e errava, e depois precisava consertar tudo sozinho, sob pressão”, explica o empreendedor, que confessa ter se empolgado com o tamanho da demanda, motivo que ocasionou o fim da operação.
“Percebemos que o Rooster ainda não estava preparado para escalar. Tudo era produzido dentro da própria loja (molhos, farinhas, tempero dos frangos), sem uma cozinha separada. Entendemos que expandimos o cardápio antes de organizar a operação, então demos um passo atrás, fechamos outras frentes e focamos em modelar o negócio para crescer com escala”, declara.
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“Fiquei abalado no momento, mas sabia que nunca iria desistir do meu sonho assim”, lembra Luís sobre o negócio, que, antes do momento de pausa, ganhou reconhecimento em Porto Alegre, sendo eleito em três ocasiões como o melhor frango frito da cidade pela Revista Sabores do Sul. Após a paralisação da marca, o empreendedor mentalizou novas formas de dar certo. Foi nessa busca que firmou uma parceria com o Sebrae-RS, instituição que o apoiou na retomada do negócio e ajudou a modelar a franquia do Rooster.
Agora franquia, a marca foi comprada pela Grano Franqueadora, que também é dona da Usina de Massas. Para a nova fase, o problema da cozinha foi resolvido. As receitas foram passadas para uma fábrica, tirando a produção pesada de dentro da loja. Mesmo com mudanças, o produto segue o mesmo, pois os insumos são de fornecedores homologados, e a técnica de preparo manual — que deixa o frango empanado crocante — continua a mesma. De acordo com Luís, o modelo provável das novas lojas será uma espécie de Rooster Express, operando possivelmente via dark kitchen, inicialmente no delivery e depois aberto para o público. A estratégia é aproveitar a rede de franqueados já consolidada pelo grupo para acelerar a expansão para outras praças do Estado, onde a demanda já existe.
“Fiquei abalado no momento, mas sabia que nunca iria desistir do meu sonho assim”, lembra Luís sobre o negócio, que, antes do momento de pausa, ganhou reconhecimento em Porto Alegre, sendo eleito em três ocasiões como o melhor frango frito da cidade pela Revista Sabores do Sul. Após a paralisação da marca, o empreendedor mentalizou novas formas de dar certo. Foi nessa busca que firmou uma parceria com o Sebrae-RS, instituição que o apoiou na retomada do negócio e ajudou a modelar a franquia do Rooster.
Agora franquia, a marca foi comprada pela Grano Franqueadora, que também é dona da Usina de Massas. Para a nova fase, o problema da cozinha foi resolvido. As receitas foram passadas para uma fábrica, tirando a produção pesada de dentro da loja. Mesmo com mudanças, o produto segue o mesmo, pois os insumos são de fornecedores homologados, e a técnica de preparo manual — que deixa o frango empanado crocante — continua a mesma. De acordo com Luís, o modelo provável das novas lojas será uma espécie de Rooster Express, operando possivelmente via dark kitchen, inicialmente no delivery e depois aberto para o público. A estratégia é aproveitar a rede de franqueados já consolidada pelo grupo para acelerar a expansão para outras praças do Estado, onde a demanda já existe.
Retomada na Zona Norte
Antes de ganhar o Rio Grande do Sul, porém, o teste de fogo será em Porto Alegre. A inauguração está prevista para março com uma loja no bairro Jardim Itu, na Zona Norte, vista como um "laboratório". A escolha do local, mais afastado da região central, é intencional. O objetivo é validar o delivery, as embalagens e o atendimento no salão antes de inaugurar a unidade "vitrine" na rua Dinarte Ribeiro, no Moinhos de Vento, ponto de alta visibilidade onde a operação precisará rodar sem falhas.
O cardápio do Rooster Crispy Kitchen — que utiliza buttermilk no empanamento — é pensado para compartilhar, reunindo opções pensadas para serem apreciadas com amigos. Entre elas estão o Crispy Chicken, Frango Frito Kentucky que serve até seis pessoas, e as Chicken Wings, coxinhas de frango no estilo clássico das Buffalo Wings americanas. Destaque também para o Hot Rooster Chicago, um hot dog em versão menor, com 12 cm, e para o Kentucky, hambúrguer clássico da casa que combina frango frito, queijo mussarela, molho artesanal e alface e picles como complementos.
Academia de frango frito?
Durante o hiato da operação física, a marca se manteve viva digitalmente através da Rooster Academy (@rooster.academy), projeto em que Luís atua como mentor ensinando o "Método Crispy" aos entusiastas de frango. A técnica foi desenvolvida pelo fundador após estudar a receita original do Coronel Sanders, fundador do KFC, e se ater ao modus operandi da cadeia de restaurantes americana — que também obtém insumos vindos de fábricas parceiras. O foco das aulas é ensinar as pessoas a conseguirem a "explosão da casquinha" crocante sem a necessidade de uma fritadeira de pressão, quebrando o mito de que o equipamento é obrigatório, e transformar marcas em um negócio lucrativo. As consultorias do empreendedor resultaram na abertura de mais de 10 marcas.
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Com a cozinha industrial garantindo a base dos molhos e farinhas, e a finalização artesanal, o fundador acredita ter encontrado o equilíbrio entre a arte do preparo especial da ave empanada e a escala da operação. “Faltava um pouco de aporte na nossa empresa. Agora, a gente tem tudo que precisa para crescer: suporte, pessoas capacitadas e marketing”, pontua Luís, que deseja firmar o frango frito como “protagonista” de uma experiência gastronômica de alta qualidade.
Com a cozinha industrial garantindo a base dos molhos e farinhas, e a finalização artesanal, o fundador acredita ter encontrado o equilíbrio entre a arte do preparo especial da ave empanada e a escala da operação. “Faltava um pouco de aporte na nossa empresa. Agora, a gente tem tudo que precisa para crescer: suporte, pessoas capacitadas e marketing”, pontua Luís, que deseja firmar o frango frito como “protagonista” de uma experiência gastronômica de alta qualidade.

