Quase quatro anos após a abertura da operação, a Charlie (@charliecandies) anunciou nas redes sociais o encerramento das atividades na Zona Sul de Porto Alegre. Localizada no Shopping Paseo, a unidade fez parte de uma série de ampliações da marca. No entanto, o fechamento da segunda loja em quatro meses representa, de acordo com a nota oficial de despedida, uma nova fase da doceria. “Chegou a hora de assumir a maturidade de quem quer estar. E por mais que todos os estímulos do mercado vendam a ideia do crescer, o sentimento que nos rege é da leveza do perder. Decidimos perder para ganhar”, destaca a nota.
Em entrevista ao GeraçãoE, Tiago Schmitz, sócio da Charlie, afirmou que a decisão se trata de uma escolha de negócio. “Experimentamos vários modelos de negócio: a operação da Zona Sul, o quiosque de sorvetes, a loja pocket do Bom Fim, fomos para Floripa e, ao experimentar todos esses modelos de loja, entendemos o que ainda faz sentido e o que queremos daqui para a frente”, relata o empreendedor.
Com mais de 10 anos de marca, a Charlie tem como um dos principais propósitos a qualidade de vida dos empreendedores e da equipe que toca o negócio. “A ideia sempre foi entregar uma operação que fizesse sentido para a marca. Entendemos que os lugares em que conseguimos fazer isso são na loja principal e na casa-conceito, no Moinhos de Vento”, garante Tiago, afirmando que as operações fechadas recentemente partiram da certeza de que elas não representam mais o que o empreendimento quer ser enquanto marca e negócio.
Na publicação nas redes sociais, a marca destaca que o encerramento representa a busca pelo encontro com a identidade da marca. “Quem nos acompanha de perto entende que decisões pesadas como essa têm nos deixado mais leves. Queremos carregar menos cargas, voltar a sorrir pelo recomeço de algo que fez nosso olho brilhar quando começamos em 2014”, recorda a nota sobre o período inicial da Charlie.
A maturidade da marca passa por uma estabilidade que fará parte das prioridades da Charlie daqui para frente. “Agora, desejamos investir na expansão do buffet do Moinhos para também acontecer no Mont'Serrat, no jardim de Floripa, na área externa da nossa fábrica, na relação mais próxima com a equipe, na qualidade da nossa vida profissional e pessoal e no equilíbrio financeiro que nunca tivemos”, adianta a publicação.
De acordo com Tiago, o fechamento das duas lojas não significa recuo na estratégia de crescimento da marca e dos produtos. Para 2026, a Charlie segue com o movimento de expansão da cafeteria principal, localizada no bairro Mont’Serrat, onde a loja vai aumentar a questão comercial. “Um setor que deve crescer muito em 2026 é o de vendas por encomenda e vendas corporativas, visto que a Charlie atende muitas grandes empresas. Assim, pretendemos fortalecer essas encomendas e atender mais canais de revenda, como Zaffari, Brasco e outras cafeterias parceiras”, conta.
Tiago entende que, assim como uma pessoa passa por mudanças ao longo da vida, os negócios também se transformam e acompanham as mudanças na vida do empreendedor. “Ser uma marca consolidada e optar por recuar é sobre consolidar os bastidores desse negócio, que tenha mais recurso, que não passe por tantos apertos como passamos na pandemia, na calamidade de 2024, ou agora na crise do cacau e do café”, reflete.
O empreendedor ainda acrescenta que, com 11 anos de negócio, já não é mais tão difícil fechar um ciclo. “Não tenho mais dores nesse tipo de movimento, porque eles trazem um certo alívio. Quando abrimos mão de algumas coisas e tornamos o negócio um pouco mais enxuto em termos de resultado, entrega e experiência, sentimos a vida mais leve”.
Às dezenas de comentários da publicação que lamentaram o encerramento, a Charlie agradece e deixa uma mensagem. “Não vamos prometer que voltaremos em breve, mas podemos garantir que estaremos aqui onde tudo começou: dentro [do coração]”
Em entrevista ao GeraçãoE, Tiago Schmitz, sócio da Charlie, afirmou que a decisão se trata de uma escolha de negócio. “Experimentamos vários modelos de negócio: a operação da Zona Sul, o quiosque de sorvetes, a loja pocket do Bom Fim, fomos para Floripa e, ao experimentar todos esses modelos de loja, entendemos o que ainda faz sentido e o que queremos daqui para a frente”, relata o empreendedor.
Com mais de 10 anos de marca, a Charlie tem como um dos principais propósitos a qualidade de vida dos empreendedores e da equipe que toca o negócio. “A ideia sempre foi entregar uma operação que fizesse sentido para a marca. Entendemos que os lugares em que conseguimos fazer isso são na loja principal e na casa-conceito, no Moinhos de Vento”, garante Tiago, afirmando que as operações fechadas recentemente partiram da certeza de que elas não representam mais o que o empreendimento quer ser enquanto marca e negócio.
Na publicação nas redes sociais, a marca destaca que o encerramento representa a busca pelo encontro com a identidade da marca. “Quem nos acompanha de perto entende que decisões pesadas como essa têm nos deixado mais leves. Queremos carregar menos cargas, voltar a sorrir pelo recomeço de algo que fez nosso olho brilhar quando começamos em 2014”, recorda a nota sobre o período inicial da Charlie.
A maturidade da marca passa por uma estabilidade que fará parte das prioridades da Charlie daqui para frente. “Agora, desejamos investir na expansão do buffet do Moinhos para também acontecer no Mont'Serrat, no jardim de Floripa, na área externa da nossa fábrica, na relação mais próxima com a equipe, na qualidade da nossa vida profissional e pessoal e no equilíbrio financeiro que nunca tivemos”, adianta a publicação.
De acordo com Tiago, o fechamento das duas lojas não significa recuo na estratégia de crescimento da marca e dos produtos. Para 2026, a Charlie segue com o movimento de expansão da cafeteria principal, localizada no bairro Mont’Serrat, onde a loja vai aumentar a questão comercial. “Um setor que deve crescer muito em 2026 é o de vendas por encomenda e vendas corporativas, visto que a Charlie atende muitas grandes empresas. Assim, pretendemos fortalecer essas encomendas e atender mais canais de revenda, como Zaffari, Brasco e outras cafeterias parceiras”, conta.
Tiago entende que, assim como uma pessoa passa por mudanças ao longo da vida, os negócios também se transformam e acompanham as mudanças na vida do empreendedor. “Ser uma marca consolidada e optar por recuar é sobre consolidar os bastidores desse negócio, que tenha mais recurso, que não passe por tantos apertos como passamos na pandemia, na calamidade de 2024, ou agora na crise do cacau e do café”, reflete.
O empreendedor ainda acrescenta que, com 11 anos de negócio, já não é mais tão difícil fechar um ciclo. “Não tenho mais dores nesse tipo de movimento, porque eles trazem um certo alívio. Quando abrimos mão de algumas coisas e tornamos o negócio um pouco mais enxuto em termos de resultado, entrega e experiência, sentimos a vida mais leve”.
Às dezenas de comentários da publicação que lamentaram o encerramento, a Charlie agradece e deixa uma mensagem. “Não vamos prometer que voltaremos em breve, mas podemos garantir que estaremos aqui onde tudo começou: dentro [do coração]”
Confira a nota na íntegra:
Tem um lado triste em encerrar ciclos porque a gente gosta do que vive, mas tem vezes que a vida exige movimento e mudança. Depois que abrimos a Casa Charlie Moinhos - na comemoração dos 10 anos da marca - decidimos que aquele seria um fim (ou um recomeço?). Pelo menos por hora não desejávamos (nem desejamos) expandir mais a marca e as operações. Veio a vontade e a urgência de olhar pra dentro. O fechamento da unidade do Bom Fim (em setembro) já estava certo desde antes de abrir aquela portinha. No fundo a gente sabia que não era pra gente. A operação do Paseo estava em análise desde janeiro do ano passado. A gente também sabia que não fazia mais sentido. E o ponto aqui não são (apenas) números, resultado e dados de gestão. Encerrar tais operações tem a ver com nosso desejo de entrega. De direcionar o olhar para onde de fato a gente consegue estar.
Durante todo esse tempo a sensação é que a juventude da marca nos levou para grandes aventuras, surfamos alguns hypes, remamos algumas derrotas, conquistamos algumas medalhas. Ficaram algumas lesões. Perdidos na árdua jornada do empreendedor brasileiro, um pouco cansados, agora queremos outro tipo encontro. Chegou a hora de assumir a maturidade de quem quer estar. E por mais que todos os estímulos do mercado vendam a ideia do crescer, o sentimento que nos rege é da leveza do perder. Decidimos perder para ganhar.
Agora desejamos investir na expansão do buffet do Moinhos para também acontecer no MontSerrat, no jardim de Floripa, na área externa da nossa fábrica, na relação mais próxima com a equipe, na qualidade da nossa vida profissional e pessoal, no equilíbrio financeiro que nunca tivemos.
Quem nos acompanha de perto entende decisões pesadas como essa tem nos deixado mais leves. Queremos carregar menos cargas, voltar a sorrir pelo recomeço de algo que fez nosso olho brilhar quando começamos em 2014.
Por ora fica nosso muito obrigado ao Paseo e obrigado aos clientes da Zona Sul. Não vamos prometer que voltaremos em breve, mas podemos garantir que estaremos aqui onde tudo começou: dentro [do coração].
Com amor,
Charlie
Durante todo esse tempo a sensação é que a juventude da marca nos levou para grandes aventuras, surfamos alguns hypes, remamos algumas derrotas, conquistamos algumas medalhas. Ficaram algumas lesões. Perdidos na árdua jornada do empreendedor brasileiro, um pouco cansados, agora queremos outro tipo encontro. Chegou a hora de assumir a maturidade de quem quer estar. E por mais que todos os estímulos do mercado vendam a ideia do crescer, o sentimento que nos rege é da leveza do perder. Decidimos perder para ganhar.
Agora desejamos investir na expansão do buffet do Moinhos para também acontecer no MontSerrat, no jardim de Floripa, na área externa da nossa fábrica, na relação mais próxima com a equipe, na qualidade da nossa vida profissional e pessoal, no equilíbrio financeiro que nunca tivemos.
Quem nos acompanha de perto entende decisões pesadas como essa tem nos deixado mais leves. Queremos carregar menos cargas, voltar a sorrir pelo recomeço de algo que fez nosso olho brilhar quando começamos em 2014.
Por ora fica nosso muito obrigado ao Paseo e obrigado aos clientes da Zona Sul. Não vamos prometer que voltaremos em breve, mas podemos garantir que estaremos aqui onde tudo começou: dentro [do coração].
Com amor,
Charlie

