Gustavo Marchant

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Novidade

Padaria familiar leva doces caseiros à Zona Norte de Porto Alegre

Mãe, filhos e cunhada tocam a Casa Rojo, padaria artesanal que abriu em novembro no Jardim Lindóia
“Na Zona Sul tem muita padaria boa, mas a gente sempre ficou com aquela ideia, de repente, de colocar alguma coisa pra esse lado”, comenta Silvana Souza, empreendedora à frente da Casa Rojo (@casarojopadaria), padaria e confeitaria que promete levar o sabor de “doce caseiro” aos moradores da Zona Norte.O negócio tem a assinatura da família. Seu filho, Vinícius Souza, gerencia a parte administrativa ao seu lado, enquanto a filha Alexia e a cunhada Patrícia, que é confeiteira, põem a mão na massa em virtude da maior destreza no preparo das tortas e cafés.
“Na Zona Sul tem muita padaria boa, mas a gente sempre ficou com aquela ideia, de repente, de colocar alguma coisa pra esse lado”, comenta Silvana Souza, empreendedora à frente da Casa Rojo (@casarojopadaria), padaria e confeitaria que promete levar o sabor de “doce caseiro” aos moradores da Zona Norte.

O negócio tem a assinatura da família. Seu filho, Vinícius Souza, gerencia a parte administrativa ao seu lado, enquanto a filha Alexia e a cunhada Patrícia, que é confeiteira, põem a mão na massa em virtude da maior destreza no preparo das tortas e cafés.
Silvana e o filho já detêm forte experiência no ramo de alimentação. Os dois comandam o Açaí do Forte, loja que vende a típica fruta da região amazônica em dois CEPs da Capital, no Partenon e na Cavalhada.
Apaixonada por padarias, Silvana encontrou no seio familiar mais uma oportunidade: o ponto. “Aqui era uma casa de chá de um familiar, mas não deu certo”, lembra a empreendedora sobre o negócio que perdurou por menos de um ano. Observando o bairro onde o ponto está localizado, a empreendedora entendeu que uma padaria poderia angariar uma parcela maior de moradores da região. “Aqui vendemos pão, produtos por unidade e por peso. Buscamos ser mais em conta para vender mais”, conclui.

Produção artesanal

Na parte dos doces, a proprietária destaca a forma artesanal de como são produzidos. Segundo ela, as meninas da família reproduzem com maestria o sabor de “doce caseiro”, que não é encontrado em muitas padarias. “A gente vai muito em padarias que o doce não tem gosto de doce. É aquela coisa muito industrializada. Aqui fazemos receitas caseiras”, aponta a empreendedora, que embora adquira salgados congelados via fornecedores, também oferece aos clientes pratos feitos na hora, como a omelete e o farroupilha prensado, abarrotado de queijo e com adicional de ovo.

Dentro do expositor, as doçuras variam a cada dia. O queridinho do momento vem sendo o rocambole, nas versões de nata com morango e de abacaxi. Outro destaque é a torta de Stikadinho, seguido dos mini cheesecakes de frutas vermelhas e as tradicionais Marta Rocha e Red Velvet, que, de acordo com Silvana, sempre possuem demanda.
Mini Cheescake de frutas vermelhas é um dos destaques da padaria | Gustavo Marchant/Especial/JC
Mini Cheescake de frutas vermelhas é um dos destaques da padaria Gustavo Marchant/Especial/JC
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Com a chegada do calor e a queda nas vendas durante o período de férias, a padaria introduziu milkshakes e frappés no cardápio para impulsionar as vendas. “Em dezembro, estávamos com um movimento bem bom, mas quando entraram as férias, caiu absurdamente. Daí a gente pensou: vamos começar a fazer milk-shake, porque não tem erro, com esse calorão, todo mundo quer. E está vendendo bem”, aponta Silvana, que enxerga diferentes públicos diariamente pela casa; desde os que vêm fazer o desjejum, até aqueles que chegam perto do sol se pôr para tomar o café da tarde.

“É bem diverso, já sediamos confraternizações, reuniões em grupos mais na parte da noite”, comenta a empreendedora, que também notou um volume considerável de retiradas e encomendas feitas mediante o Ifood nesse recente 2026.

Desafios em uma nova empreitada

Em um mercado novo, a empreendedora cita a gestão do desperdício como um dos maiores desafios a serem desmantelados. Diferentemente do açaí — que é montado na hora — os produtos que não são vendidos precisam ser descartados. “Estamos nos adaptando ao movimento. Não dá pra fazer muita coisa, porque corre o risco de ir fora”, explica.

Com três meses de portas abertas, a Casa Rojo encontra-se, segundo Silvana, em estado de consolidação de clientela. Uma vez que já é experiente no empreendedorismo, ela estima que esse processo leva cerca de dois anos para se firmar completamente. “Eu sei como é difícil ganhar mais clientes. Demora, mas devagarinho vai indo, o movimento vai crescendo. Só tem que ter paciência”, conclui.

Endereço e horário de funcionamento da Casa Rojo

A padaria, confeitaria e cafeteria pode ser encontrada na avenida Panamericana, nº 865, no Jardim Lindóia, em Porto Alegre. A casa opera de segunda a sábado, das 7h às 12h e das 14h às 19h.