Nos últimos verões, Porto Alegre tem enfrentado altas temperaturas. Há semanas em que o calor não dá trégua e, para quem não pode fugir para o Litoral, resta encontrar na Capital formas de se refrescar. Diante desse cenário e da demanda crescente, empreendedores locais investiram em negócios que oferecem lazer ou uma gastronomia ideal para os dias quentes.
Inaugurada há pouco mais de dois meses em Porto Alegre, a sorveteria Fruto de Goiás (@frutosdegoias.portoalegre) é um exemplo desses empreendimentos. Na unidade de Porto Alegre, além de degustar os sorvetes, os clientes podem aproveitar um pátio com espaço para lazer, inclusive com uma área de piscina que pode ser locada para eventos.
Aposta no franchising
Criada em Goiás em 2011, a marca expandiu para todo o Brasil através de franquias. A sorveteria, que se destaca pela produção artesanal e receitas com 90% de fruta, chegou até mesmo aos Estados Unidos em 2024. Apesar de já ser conhecida nacionalmente, a marca só desembarcou na Capital em novembro.
“A Fruto de Goiás foi algo muito inusitado que mudou totalmente o rumo dos nossos negócios em Porto Alegre”, afirma Rosana Rey, à frente da franquia em Porto Alegre. A empreendedora era proprietária de uma loja de piscinas Igui, que depois se tornou Splash, na Zona Norte. Após receber a oportunidade de assumir uma loja conceito da Igui em outro estado, Rosana repassou a gestão do ponto para a filha.No mesmo local onde até hoje funciona a loja de piscinas da família, opera outro negócio, o Encanto Poa (@oencanto.poa), destinado para eventos particulares, como aniversários, formaturas, casamentos e encontros corporativos. Isso é possível porque o terreno onde a loja está situada tem uma ampla área verde e estrutura de lazer completa, incluindo bar, espaços instagramáveis, redes, espaço para fogueira e piscina.
Após retornar a Porto Alegre, Rosana continuou à frente do espaço de eventos, enquanto a filha geria a loja de piscinas. “Em 2024, fui para o Piauí para conhecer melhor o mercado de piscinas. Durante essa viagem, provei o sorvete da Frutos de Goiás e me apaixonei na hora”, relata Rosana, que imediatamente quis trazer a marca para Porto Alegre para que mais pessoas pudessem ter acesso ao produto.
“A viagem foi em agosto, voltei no final do mesmo mês e, no início de setembro, começamos as negociações para abrir a franquia aqui. Não imaginava o quanto a marca já era conhecida e que havia o desejo dos gaúchos em tê-la na cidade”, destaca.
Além de Porto Alegre, a marca possui franquias em Capão da Canoa, Tramandaí, Dois Irmãos, Passo Fundo, Caxias do Sul e Bento Gonçalves. Rosana decidiu abrir a sorveteria aproveitando um espaço ocioso no terreno que já concentrava os outros negócios da família. “Conversei muito com Deus antes da decisão final, mas não tenho a menor dúvida de que fui abençoada por trazer esse negócio, porque, desde então, é só alegria”, comenta a empreendedora, animada e satisfeita com os rumos do novo empreendimento.
De acordo com Rosana, nas últimas semanas, incluindo os feriados de final de ano, período em que o movimento costuma ser mais baixo, a sorveteria faturou uma média de R$ 4 mil por dia.
“O público aceitou muito bem, pois muita gente já conhecia e está muito feliz por ter a marca aqui também”, observa. Ela destaca a forte presença de goianos, nortistas e nordestinos na Capital, que já estão acostumados com as frutas do cerrado e encontram no estabelecimento uma forma de matar a saudade de casa.
Refúgio na Zona Norte
Os clientes da sorveteria têm acesso ao espaço em frente ao estabelecimento e, quando não há eventos, podem desfrutar de toda a estrutura de lazer do local, que conta com redes e área verde. A piscina, que faz parte do showroom da loja e pode ser incluída no pacote de locação para eventos, não está disponível para o consumo regular da sorveteria.
O cardápio oferece mais de 200 sabores de sorvetes com combinações diversas e frutas típicas do Cerrado, como guavira, jatobá, pequi, mangaba, entre outros. Os sorvetes são servidos em taças e vendidos por quilo, custando R$ 99,00. Além disso, a franquia conta com açaí, picolés e paletas. Tanto os sorvetes quanto os picolés estão divididos nas linhas tradicional, premium, zero açúcar e sem lactose.
Rosana salienta que um dos grandes diferenciais de sua loja em relação às demais da rede é a localização e o espaço. “As pessoas vêm aqui para experimentar os sorvetes, mas todo esse espaço de lazer, com as redes, com as cadeiras, o conjunto conta muito. Ninguém consegue acreditar que estamos localizados no meio da Sertório”, observa a empreendedora, descrevendo o local como um refúgio em meio ao agito da cidade.
Em relação aos eventos, Rosana comenta que o período de novembro a março é considerado alta temporada. “Em dezembro, tivemos eventos em todas as sextas, sábados e domingos. Estamos na alta temporada agora, com muitas confraternizações de empresas e época de formatura”, afirma, complementando que já tem datas reservadas até fevereiro.
Sobre sua trajetória empreendedora, com experiências em outros estados, Rosana admite que o público do Rio Grande do Sul se difere dos demais. “Já trabalhei em São Paulo, no Paraná, no Piauí, mas nenhum público é tão exigente quanto o de Porto Alegre. Não é tão fácil de agradar, mas digo que, com os sorvetes, estou muito satisfeita, porque o produto vai ao encontro do que eles buscam, pois oferece algo de que não abrem mão: qualidade”, destaca. A presença da franquia na Capital deve avançar, já que a empreendedora planeja levar a marca para a Zona Sul da Capital. A expectativa é que uma nova unidade chegue à região ainda no primeiro trimestre deste ano.
Endereço e horário de funcionamento
A sorveteria Frutos de Goiás está localizada na avenida Sertório, nº 3774, no bairro Jardim São Pedro. O estabelecimento funciona de segunda a sábado, das 11h às 20h e aos domingos, das 13h às 20h.
Da colheita da azeitona à produção, marca de azeites oferece experiências ao ar livre em Viamão
Colher azeitonas direto do pé, fazer um piquenique em meio às arvores, curtir um churrasco de fogo de chão em frente a um casarão de 1970 e cenário digno da Toscana. Essas são algumas das experiências que a Estância das Oliveiras busca proporcionar ao abrir as portas da propriedade onde são produzidos alguns dos azeites mais premiados do mundo.
Localizada em Viamão, a apenas 28Km de Porto Alegre, a Estância das Oliveiras surgiu de uma motivação pessoal de Lucídio Morsch Goelzer em degustar bons azeites. "Ele trabalhava com comércio exterior, então viajava o mundo inteiro e experimentava azeites maravilhosos. Às vezes, a mesma marca que tinha um azeite maravilhoso lá fora tinha um de baixa qualidade no Brasil", conta Rafael Sittoni Goelzer, diretor de relacionamento da Estância das Oliveiras e filho de Lucídio. Assim, há 24 anos, com o plantio de 1 mil árvores, Lucídio iniciou a produção de um "azeite honesto", como definiu, para o consumo da família.
Em 2019, após diversas pesquisas sobre as especificidades do terroir da região de Estância Grande, em Viamão, a família decidiu ofertar ao mundo os produtos que, até então, estavam apenas dentro de casa. Hoje com 6,5 mil árvores em diferentes estágios, a Estância das Oliveiras é comandada por toda família. Rafael conta que o irmão André Sittoni Goelzer é o mestre lagareiro, responsável pela produção, enquanto Lucas Sittoni Goelzer atua como diretor financeiro. Sonia Sittoni Goelzer, mãe de Rafael, é responsável pelas experiências oferecidas na Estância das Oliveiras, enquanto também comanda a Quinta da Estância, espaço de lazer localizado em Viamão.
Trajetória premiada
A Estâncias das Oliveiras é, hoje, a terceira marca de azeite de oliva mais premiada do mundo levando em conta o EVOO World Ranking. No Brasil, foi eleita por três anos consecutivos o melhor azeite do País. Apenas em 2025, foram 120 prêmios. Apesar dos números expressivos, Rafael conta que o objetivo da marca ao participar das premiações não era acumular medalhas, mas sim receber as avaliações dos melhores especialistas.
"Fomos tentar contratar os avaliadores internacionais, só que os orçamentos foram impeditivos. Pensamos em como ter essa mesma avaliação, só que de graça: participando dos prêmios onde eles são os avaliadores. Mesmo que não ganhe medalha, recebe um feedback, e era isso que nós queríamos", conta Rafael.
Experiência e educação para o consumo do azeite
Apesar do amplo reconhecimento, o diretor comercial da Estância das Oliveiras conta que percebia que os consumidores não tinham as informações necessárias para escolher um azeite. "Quando os consumidores compram azeite de oliva, buscam saúde, longevidade. Só que 80% dos azeites não trazem isso. Azeite é o contrário dos vinhos. Enquanto alguns vinhos quanto mais guardados, melhor ficam, azeite de oliva quanto mais fresco e jovem melhor ele é", explica Rafael.
Foi nessa perspectiva que a família decidiu abrir as portas da propriedade para receber a clientela em experiências que unem lazer e educação sobre azeite. Dois pacotes são oferecidos ao longo de todo ano.
No pacote premium, que custa R$ 259,00, os visitantes chegam para um almoço servido no amplo gramado da Estância. A refeição é temática, homenageando uma região produtora. "Tem até almoço grego, onde fazemos a cerimônia da quebra dos pratos", conta Rafael. Outro clássico é o churrasco de fogo de chão, que celebra a produção gaúcha. "Estamos homenageando o RS, porque o Estado produz 80% do azeite brasileiro", diz. A experiência também inclui um passeio pelos olivais, onde os visitantes aprendem mais sobre o cultivo e podem observar as características do terroir. "Escavamos uma trincheira e as pessoas conseguem olhar as camadas do solo." Após o passeio ao ar livre, o tour segue para o lagar, onde são produzidos os azeites. "O foco da degustação é capacitarmos os visitantes para que eles consigam identificar fraudes quando degustarem os seus azeites em casa", garante Rafael.
Há ainda opções, como drinks e piquenique para o período da tarde. "Temos drinks com azeite de oliva, que são o sucesso da Estância das Oliveiras. Temos o honest bar, que não tem garçom. O bar é aberto, tu te serves e marcas na tua comanda", conta Rafael, destacando ainda a parceria com outros negócios da região. "Temos opcional o piquenique gourmet, que são produtos feitos aqui na Estância ou por produtores locais." Esse momento é pensado para observar o pôr do sol e curtir a música ao vivo, sempre comandada por saxofonista ou violinista em parceria com DJ. "É um momento de descompressão, de desacelerar, repor as energias, fugir das filas, congestionamento do estresse da praia estando aqui do ladinho de Porto Alegre", percebe.
O segundo pacote disponível ao longo do ano, que sai por R$ 129,00, é similar ao premium, apenas sem o almoço, com a experiência começando às 14h direto pelo tour e caminhada pelo olival.
Experiência começa na colheita
A grande novidade para esta temporada é a nova experiência da Estância das Oliveiras, onde o visitante poderá colher a azeitona e experimentar o azeite produzido por ela no mesmo dia. A primeira edição da Colheita das Olivas acontece no dia 17 de fevereiro, com a colheita da azeitona espanhola arbequina e almoço inspirado no país. O custo do passeio é de R$ 590,00 para pessoas acima de 11 anos e de R$ 290,00 para crianças de 5 a 10 anos.
"A galera chega às 9h, vamos fazer uma caminhada nos olivais. Vamos ter uma árvore para cada família carregada de azeitonas. Terá uma cesta de piquenique, que está dentro do pacote. Então tu tomas um café da manhã embaixo da oliveira. Entregamos um presente que é um miniazulejo pintado à mão com o nome da família. Vamos fazer todo o tour pela fazenda e, por fim, quando estiver pronto, eles vão degustar o azeite produzido no mesmo dia", explica Rafael sobre a experiência.
Os visitantes levarão para casa uma ânfora de 250 ml com o azeite produzido no dia, além de um ramo de oliveira. "É um símbolo de paz, prosperidade e saúde no mundo. Então, fazemos um corte e damos para a família levar de lembrança da experiência que teve", conta.
Rafael compartilha o sentimento que percebe no olhar dos visitantes ao encontraram um lugar como Estância das Oliveiras tão perto de Porto Alegre. "A primeira reação é de surpresa completa, porque parece que eles se teletransportaram para Itália. A gente percebe, nos depoimentos, uma mudança clara: as pessoas estão cansadas do “turismo-cenário”, de lugares desenhados para parecer algo. Em contrapartida, cresce muito a procura por experiências verdadeiras, com identidade e autenticidade: um local real, com rotina real, com natureza real, onde a história não é inventada para o visitante e ela acontece ao vivo diante dos olhos dele. Quando alguém sai daqui dizendo 'eu senti que vivi algo de verdade', isso explica muito do momento atual do turismo: menos espetáculo, mais essência", garante.
Para contratar as experiências, é preciso realizar o cadastro de forma gratuita no clube de membros da Estância das Oliveiras (https://bit.ly/4sCGU4B). A partir daí, o cliente recebe o cardápio de opções e realiza a reserva.
De olho no mercado internacional
Com a perspectiva de produzir 48 mil garrafas em 2026 - 23 mil a mais de em 2025-, a Estância das Oliveiras segue mirando o mercado internacional, agora na Ásia. "Em 2026, já temos fechado parceria para a principal feira de alimento da Ásia, onde estaremos entrando principalmente no Mercado de consumo de luxo do Japão. Esse time do Japão, também de outros países, veio presencialmente conhecer a Estância das Oliveiras em projeto de parceria com Apex, Senar e Sebrae", conta Rafael.
Com grande área verde e espaço kids, restaurante jardim chega ao Vale do Sinos
Sentar na grama, tirar os sapatos e estender a refeição sem olhar para o relógio, cercado por árvores e sem ir muito longe da cidade. Essa é a proposta do Jardim Madá, restaurante familiar que nasceu em São Francisco de Paula e, desde o fim de 2025, ocupa um grande jardim escondido em uma área central de Novo Hamburgo. O lugar aposta na gastronomia afetiva, na convivência sem formalidades e na permanência prolongada.
Idealizado pelo carioca Victor Lemos e pela gaúcha Shaiane Leão, o ambiente familiar e arborizado é intrinsecamente ligado à história da empreendedora. O primeiro Jardim Madá, em São Francisco de Paula, nasceu num grande terreno da família. “A família dela é de São Chico, e lá tem um terreno com um galpão bem rústico, da década de 1990, com uma estética bem gauchesca. Lá rolava muito churrasco, a gente fazia muita coisa e ficava muito à vontade. Por ser um espaço aberto, tudo era bem descontraído, um lugar que dava para aproveitar aquele clima de domingo em família”, conta o empreendedor sobre o restaurante aberto em 2022 na Serra Gaúcha.
A proposta de criar um ambiente mais despojado e com espaços livres surgiu em 2020, durante a pandemia. O casal identificou duas oportunidades: a demanda por esse tipo de empreendimento era real e, por outro lado, os restaurantes fechados tendem a ser menos acolhedores e mais "expulsivos", de acordo com a própria experiência dos empreendedores. “Há muitas restrições quando você está num espaço fechado. Um comportamento que a gente observava: era uma coisa muito formal, sentava na mesa, comia a comida, depois a sobremesa e ia embora”, comenta Victor sobre a cultura da pressa para ir embora, filosofia antagonista ao modus operandi do Jardim Madá.
“O Jardim Madá é um restaurante com espaço aberto, que você pode levar seu cachorro, que tem espaço para criança, que tu podes se deitar e dormir na grama, ficar descalço, é um restaurante que simula um pouco o ambiente da tua casa, lembra a sensação daqueles domingos em família”, explica.
Com a proposta de "comer relaxado”, o Jardim Madá pratica uma gastronomia de família, com destaque para o carro-chefe: a parrila. “A nossa especialidade é indiscutivelmente a parilla, mas não significa que nós servimos apenas isso”, explica Shaiane sobre o cardápio, que oferece massas, pizzas, burratas, bruschetta, tábuas de frios e opções vegetarianas. Para acompanhar a refeição, a casa possui um bar completo com vinhos, espumantes e diversos drinks. “A nossa gastronomia é uma gastronomia muito democrática, tem de tudo um pouco”, salienta Victor.
Idealizado pelo carioca Victor Lemos e pela gaúcha Shaiane Leão, o ambiente familiar e arborizado é intrinsecamente ligado à história da empreendedora. O primeiro Jardim Madá, em São Francisco de Paula, nasceu num grande terreno da família. “A família dela é de São Chico, e lá tem um terreno com um galpão bem rústico, da década de 1990, com uma estética bem gauchesca. Lá rolava muito churrasco, a gente fazia muita coisa e ficava muito à vontade. Por ser um espaço aberto, tudo era bem descontraído, um lugar que dava para aproveitar aquele clima de domingo em família”, conta o empreendedor sobre o restaurante aberto em 2022 na Serra Gaúcha.
A proposta de criar um ambiente mais despojado e com espaços livres surgiu em 2020, durante a pandemia. O casal identificou duas oportunidades: a demanda por esse tipo de empreendimento era real e, por outro lado, os restaurantes fechados tendem a ser menos acolhedores e mais "expulsivos", de acordo com a própria experiência dos empreendedores. “Há muitas restrições quando você está num espaço fechado. Um comportamento que a gente observava: era uma coisa muito formal, sentava na mesa, comia a comida, depois a sobremesa e ia embora”, comenta Victor sobre a cultura da pressa para ir embora, filosofia antagonista ao modus operandi do Jardim Madá.
“O Jardim Madá é um restaurante com espaço aberto, que você pode levar seu cachorro, que tem espaço para criança, que tu podes se deitar e dormir na grama, ficar descalço, é um restaurante que simula um pouco o ambiente da tua casa, lembra a sensação daqueles domingos em família”, explica.
Com a proposta de "comer relaxado”, o Jardim Madá pratica uma gastronomia de família, com destaque para o carro-chefe: a parrila. “A nossa especialidade é indiscutivelmente a parilla, mas não significa que nós servimos apenas isso”, explica Shaiane sobre o cardápio, que oferece massas, pizzas, burratas, bruschetta, tábuas de frios e opções vegetarianas. Para acompanhar a refeição, a casa possui um bar completo com vinhos, espumantes e diversos drinks. “A nossa gastronomia é uma gastronomia muito democrática, tem de tudo um pouco”, salienta Victor.
Expansão para o Vale do Sinos
Em novembro de 2025, Victor e Shaiane abriram um novo Jardim Madá, agora em Novo Hamburgo. Mesmo com o sucesso do negócio na Serra, o casal não tinha em mente uma expansão. “A gente sempre brinca que não estava procurando, o lugar que nos escolheu. Como a proposta é um espaço muito grande e com bastante verde, é difícil encontrar um lugar que tenha essa pegada”, comenta Shaiane, que se deparou com a ideia quase por acaso. Rolando o Instagram, viu uma propaganda do lugar, que chamou atenção para as especificidades nada usuais para comportar um jardim de grande porte.
Pela curiosidade, decidiram visitar o terreno onde hoje fica o restaurante de Novo Hamburgo. “No anúncio, dizia que era no centro, numa região mais nobre de Novo Hamburgo. Não conseguimos imaginar onde poderia ser. Quando chegamos, vimos que era uma casa muito antiga, de uma família tradicional da cidade. Tu olhas de frente e parece só uma casa, mas quando entra, se depara com um jardim enorme”, comenta a empreendedora que, em função de o jardim ser cercado por prédios ao seu redor, ele se torna ainda mais especial, como se fosse um “oásis no meio de um deserto”.
O Jardim Madá de Novo Hamburgo possui uma origem análoga à matriz. “Assim como em São Chico, todo mundo conhecia aquela casa. As histórias não eram da nossa família, mas eram de uma família com os mesmos ideais, que usava a casa como espaço de convivência, feita para confraternizações e eventos sociais da cidade”, explica Victor, que viu nesse meio tempo a chegada de Caetano, o primogênito da família. “Quando a gente fez esse processo de expansão, o Caetano tinha um mês de vida. A gente entrou de cabeça, estávamos numa outra fase, trabalhando muito”, diz.
“Às vezes, o Victor fala: ‘quando é que a gente vai abrir um jardim na praia?’ Eu retruco: ‘nem fala para mim sobre isso, que eu não consigo nem imaginar nesse momento”, brinca Shaiane, que não descarta a vontade de crescer cada vez mais a marca no futuro, mas sonha com calma, já que a missão é consolidar o recente restaurante na região do Vale do Sinos.
Os empreendedores buscam replicar a experiência em ambos os jardins, mas nem sempre é possível, em São Francisco de Paula o jardim é um pouco mais afastado, ainda que no centro, e a região naturalmente faz mais frio. Em Novo Hamburgo, o clima é mais ameno, de forma que as atividades em cada casa tornam-se um pouco diferentes, apesar da mesma proposta. "Conseguimos levar para Novo Hamburgo a proposta do piquenique, essa ideia de sentar no chão e ficar mais despojado. É algo muito característico nosso, de São Francisco de Paula. Em São Chico, principalmente à noite, quando esfria, a gente faz fogueiras, as pessoas acendem sua fogueira privativa, colocam a lenha, se aquecem ao redor, tomam um vinho, comem alguma coisa e ficam ali com a família. É uma experiência simples, mas que agrada bastante. Em Novo Hamburgo, ainda não implementamos algo parecido. A fogueira é mais complicada por causa da fumaça que pode afetar a vizinhança. Em São Chico, por exemplo, vão mais cachorros do que crianças; aqui, a gente percebe muito mais famílias e menos pets. Cada lugar tem a sua particularidade", conclui Victor.
“Às vezes, o Victor fala: ‘quando é que a gente vai abrir um jardim na praia?’ Eu retruco: ‘nem fala para mim sobre isso, que eu não consigo nem imaginar nesse momento”, brinca Shaiane, que não descarta a vontade de crescer cada vez mais a marca no futuro, mas sonha com calma, já que a missão é consolidar o recente restaurante na região do Vale do Sinos.
Os empreendedores buscam replicar a experiência em ambos os jardins, mas nem sempre é possível, em São Francisco de Paula o jardim é um pouco mais afastado, ainda que no centro, e a região naturalmente faz mais frio. Em Novo Hamburgo, o clima é mais ameno, de forma que as atividades em cada casa tornam-se um pouco diferentes, apesar da mesma proposta. "Conseguimos levar para Novo Hamburgo a proposta do piquenique, essa ideia de sentar no chão e ficar mais despojado. É algo muito característico nosso, de São Francisco de Paula. Em São Chico, principalmente à noite, quando esfria, a gente faz fogueiras, as pessoas acendem sua fogueira privativa, colocam a lenha, se aquecem ao redor, tomam um vinho, comem alguma coisa e ficam ali com a família. É uma experiência simples, mas que agrada bastante. Em Novo Hamburgo, ainda não implementamos algo parecido. A fogueira é mais complicada por causa da fumaça que pode afetar a vizinhança. Em São Chico, por exemplo, vão mais cachorros do que crianças; aqui, a gente percebe muito mais famílias e menos pets. Cada lugar tem a sua particularidade", conclui Victor.
Espaços preparados para crianças
O casal trouxe ao restaurante no Vale dos Sinos determinados upgrades em aspectos que poderiam melhorar, devido ao menor movimento de reforma do espaço na Serra, que nasceu praticamente pronto. Além de que, graças à rotina de recém pais do bebê, a forma de pensar do casal mudou. “A parte das crianças em São Chico é só externa, em Novo Hamburgo já houve a preocupação de também ter o espaço kids tanto externo como interno, pensando nos dias de chuva. Os jardins agora possuem espaço baby, que é justamente pensado nas famílias com crianças menorzinhas. Temos um trocador bem estruturado, um micro-ondas onde as mães conseguem esquentar as comidas dos bebês, a gente tem uma cadeira de amamentação para que a mãe possa amamentar o filho com privacidade”, relata a empreendedora.
Victor avalia que o jardim virou um símbolo de turismo regional da região de São Chico devido a um problema recorrente da Serra Gaúcha no inverno: a lotação em razão do contingente de turistas. “Virou um destino de pessoas que querem fugir do caos de Gramado e Canela, daquele movimento de turistas que vêm de todas as partes do Brasil, mas ainda assim quer aproveitar um clima na Serra. Então, acaba que é um refúgio para a galera que quer sair da cidade, da metrópole, quer respirar, mas não consegue mais frequentar, por exemplo, os dois principais destinos da Serra”, avalia o empreendedor.
Victor avalia que o jardim virou um símbolo de turismo regional da região de São Chico devido a um problema recorrente da Serra Gaúcha no inverno: a lotação em razão do contingente de turistas. “Virou um destino de pessoas que querem fugir do caos de Gramado e Canela, daquele movimento de turistas que vêm de todas as partes do Brasil, mas ainda assim quer aproveitar um clima na Serra. Então, acaba que é um refúgio para a galera que quer sair da cidade, da metrópole, quer respirar, mas não consegue mais frequentar, por exemplo, os dois principais destinos da Serra”, avalia o empreendedor.
Endereço e horário de funcionamento
O novo Jardim Madá fica na rua Gomes Portinho, nº 568, no Centro de Novo Hamburgo. Ele funciona quarta e quinta, das 11h30min às 14h30min, e na parte da noite reabre das 19h às 22h30min. Na sexta e sábado, o expediente é maior, das 11h30min até as 22h30min. No domingo, o restaurante abre no mesmo horário, fechando às 16h30min.
Já a Matriz fica em São Francisco de Paula, na rua Alziro Tôrres Filho, nº 35, no centro da cidade. Na quinta, o restaurante abre 11h30min e fecha às 14h30min. Na sexta também, com a diferença que o turno se estende para a noite, das 19h às 22h30min. No sábado, o horário é das 11h30min às 22h30min. Já no domingo, das 11h30min até 16h30min.

