Júlia Fernandes

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Repórter

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Negócio Raiz

Fundada há 29 anos, loja opera somente na época do Natal em Porto Alegre

Há 15 anos, a Zona Franca passou a abrir somente entre setembro e dezembro
Fundada há 29 anos, a Zona Franca Natal, localizada no bairro Floresta, em Porto Alegre, é uma das lojas mais tradicionais de decorações natalinas. Não há quem passe pela avenida Cristóvão Colombo, na altura do número 1200, e não se encante com a grande loja decorada. De acordo com o empreendedor Joel Wofchuk, um dos sócios, o negócio foi inaugurado como uma das primeiras lojas de R$ 1,99 do Rio Grande do Sul, sendo a segunda do Estado a adotar esse modelo.
Fundada há 29 anos, a Zona Franca Natal, localizada no bairro Floresta, em Porto Alegre, é uma das lojas mais tradicionais de decorações natalinas. Não há quem passe pela avenida Cristóvão Colombo, na altura do número 1200, e não se encante com a grande loja decorada. De acordo com o empreendedor Joel Wofchuk, um dos sócios, o negócio foi inaugurado como uma das primeiras lojas de R$ 1,99 do Rio Grande do Sul, sendo a segunda do Estado a adotar esse modelo.
Desde o início, a Zona Franca trabalhou com datas comemorativas específicas, como Dia das Mães, Dia das Crianças, Páscoa, entre outras celebrações. A cada uma dessas datas, a loja passava por uma transformação, esvaziando o estoque de produtos gerais para se dedicar exclusivamente à temática do evento. “Meu pai trabalhava na época para a Brahma, na parte de eventos. Ele foi responsável pela fundação da ACC, Associação Cristóvão Colombo. Eles faziam grandes eventos aqui na avenida, eu recordo muito bem. Era criança e meu pai fazia uns presépios vivos, com animais, porque, na época, tinha um circo aqui na região com camelos, cangurus, então ele sempre gostou muito de trabalhar com isso e investiu na loja”, conta Joel, também conhecido por Joca.
De todos os eventos com que trabalhavam, o Natal sempre foi a data mais forte para o negócio. Após cerca de 15 anos de operação, a empresa decidiu transformar a loja para trabalhar exclusivamente com o Natal, abrindo sazonalmente. Atualmente, o estabelecimento abre de 24 de setembro a 24 de dezembro. “Quando nós abrimos, o dólar estava um para um na época, então havia muitos produtos bacanas, mas já tínhamos a perspectiva de que o dólar não iria ficar no um para um por muito tempo”, destacou Joca, afirmando que o aumento da moeda norte-americana foi um ponto decisivo para a mudança do formato também. A preparação para a temporada de Natal, que ocorre ao longo do ano todo, é uma característica central do negócio. Segundo Joca, o processo de preparação é contínuo e não para, abrangendo desde a busca por produtos exclusivos até a montagem da loja e a produção artesanal. 
Na loja, há uma arquibancada repleta de diferentes papais noéis   | FABIOLA CORREA/JC
Na loja, há uma arquibancada repleta de diferentes papais noéis FABIOLA CORREA/JC
Joca destaca que o único período de descanso ocorre no Ano Novo, já que, a partir do dia 15 de dezembro, começam as viagens para pesquisas de tendências e buscas de produtos para o próximo Natal. “Termina um Natal e já começamos a preparar o outro. Dia 15 de janeiro temos uma viagem marcada, onde vamos atrás de produtos mais exclusivos para o Brasil”, afirma. A equipe viaja principalmente para a China, Panamá, Estados Unidos e São Paulo. A equipe passa o ano todo garimpando produtos. O pai de Joca, ainda na ativa, fica responsável por buscar as tendências de iluminação nos EUA.
A loja possui uma área de produção interna, chamada Fábrica de Natal, onde itens de decoração são criados de forma artesanal. Muitos produtos são feitos internamente, como o escapulário, que foi a tendência do ano. “Esses escapulários são produzidos à mão pelas decoradoras e não repetimos nenhum modelo. Todos são exclusivos”, destaca. A produção é contínua, já que não é possível mensurar antecipadamente o volume de vendas de certos itens. A empresa também faz projetos de decoração para clientes e corporações, como prefeituras, galerias, casas, shoppings e instituições, como o complexo hospitalar Santa Casa.
Joca comenta que a Zona Franca apresenta um crescimento anual, afirmando que a população local investe muito na data. Ao decorrer dos anos, o empreendedor observa alguns movimentos e diferentes tendências, consequência de fatores de incentivo cultural e até mesmo da pandemia de Covid-19. “A decoração migrou para a parte interna das residências. Antigamente, as pessoas investiam mais na parte externa, tinham até concursos promovidos pelas prefeituras. Hoje, infelizmente, não há mais esse estímulo em Porto Alegre. Percebemos que, a partir da pandemia, tivemos um crescimento ainda mais expressivo, mas na decoração interna. Até me questiono por que vendemos tanta iluminação, se não enxergamos nas ruas”, pondera.
A loja possui uma área de produção interna, chamada Fábrica de Natal, onde itens de decoração são criados de forma artesanal | FABIOLA CORREA/JC
A loja possui uma área de produção interna, chamada Fábrica de Natal, onde itens de decoração são criados de forma artesanal FABIOLA CORREA/JC
Com 800 m², o espaço começa a ser organizado em julho. Com ambientes para pelúcias, bolinhas decorativas, árvores, vilas natalinas, presépios, um dos que chamam mais atenção é a grande arquibancada formada por inúmeros papais noéis de diversos tamanhos e estilos.
O catálogo totaliza 7,5 mil itens, sendo alguns bem curiosos, como o papel higiênico natalino e uma árvore de 20 metros.