Júlia Fernandes

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Repórter

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Novidade

Após viralizar em Porto Alegre, padaria de croissants projeta expansão para SP

Enquanto há marcas chegando em Porto Alegre, outras estão saindo. Ou melhor, expandindo para fora da Capital. A Sfoglia, padaria especializada em croissant aberta no primeiro semestre do ano, vive um desafio: a alta demanda no primeiro ano de negócio. O empreendimento, que viralizou nas redes sociais em junho, em sua primeira entrevista ao GeraçãoE, comercializava cerca de 300 croissants por dia. Atualmente, esse número chega a 700.
Enquanto há marcas chegando em Porto Alegre, outras estão saindo. Ou melhor, expandindo para fora da Capital. A Sfoglia, padaria especializada em croissant aberta no primeiro semestre do ano, vive um desafio: a alta demanda no primeiro ano de negócio. O empreendimento, que viralizou nas redes sociais em junho, em sua primeira entrevista ao GeraçãoE, comercializava cerca de 300 croissants por dia. Atualmente, esse número chega a 700.
O empreendimento, localizado em um pequeno container em uma galeria na rua Félix da Cunha, no bairro Moinhos de Vento, está no processo de abertura de uma cozinha central no Centro Histórico de Porto Alegre. Essa nova centralização de produção visa não apenas otimizar o fluxo de trabalho e gerenciar o processo de produção - impactado pelas altas temperaturas -, mas também possibilitar a expansão para o mercado B2B, atendendo cafés e outros estabelecimentos.
Para além da expansão da capacidade de produção, a marca planeja expandir para São Paulo até o final de 2026, motivada pela demanda e pelo reconhecimento nacional. “Sempre foi uma vontade minha. A partir do momento em que conseguimos validar nosso produto, passamos a olhar para outros mercados”, observa Yaan Saeger, empreendedor à frente da Sfoglia. De acordo com ele, já houve pedidos de abertura da marca em Salvador e Rio de Janeiro, além de São Paulo.
Acho que é um movimento natural ir para São Paulo. O mercado é gigante, tem muita gente. Participamos de alguns eventos de gastronomia, onde vieram falar para a gente que nossa padaria é assunto fora de Porto Alegre”, conta entusiasmado.
De acordo com o empreendedor, o público de São Paulo se assemelha ao de Porto Alegre, buscando muito por qualidade. Yan comenta que, devido à produção delicada, o produto oferecido é considerado difícil de ser encontrado até mesmo em São Paulo, o que gera interesse do público. O plano é seguir o mesmo modelo usado em Porto Alegre, buscando áreas como Itaim, Oscar Freire e Jardins.
Entre os desafios da expansão de um negócio recente, Yan enxerga como primordial o crescimento, mantendo o modelo artesanal e a qualidade que tornaram a marca conhecida. O empreendedor afirma que não abrirá mão da qualidade para crescer, pois isso significaria perder a essência do negócio. “A partir do momento em que a gente cresce e perde a qualidade, estamos perdendo o que nos fez expandir, aí não faz sentido”, declara.
Yan ainda observa que o crescimento exige um processo constante de mudança e adaptação a novas realidades. O empreendedor, que não era da área da gastronomia, está aprendendo continuamente conforme o negócio se desenvolve.
Sobre o modelo de expansão, o proprietário ainda estuda as possibilidades. A preferência atual é por um modelo de lojas próprias, o que, de acordo com ele, facilitaria a manutenção do controle de padrão de qualidade e de atendimento. “Hoje penso assim, mas as grandes redes de padarias presentes na Europa e na Ásia têm poucas lojas próprias, e o resto é tudo franquia. Então, precisamos avaliar”, conclui.