Peço licença para, excepcionalmente, assumir este espaço. Sou o Jamil e meu nome denuncia de cara a minha descendência árabe. O Brasil tem a maior comunidade libanesa fora do Líbano no mundo, e uma dessas famílias é a minha. Mas, mesmo assim, nunca tivemos muito contato com a nossa ancestralidade. A cada geração, a cultura foi enfraquecendo e, pouco a pouco, perdendo-se. O único contato que tive com a cultura libanesa na vida veio através da comida.
Nesta edição do GeraçãoE, tivemos a oportunidade de conhecer pessoas incríveis que nos trataram com um carinho ímpar. Uma constante entre esses empreendedores é que todos eles lutam para divulgar e manter sua cultura viva, mesmo a milhares de quilômetros de distância do país de origem. Por coincidência ou não, buscaram fazer isso através da comida.
Seja para apresentar a sua cultura para um novo público, seja para matar a saudade da sua terra, essas pessoas batalham para manter a autenticidade de seus produtos. Isso me fez apreciar e valorizar ainda mais o esforço de quem, através do empreendedorismo, luta diariamente para manter a chama de sua cultura acesa. #boaleitura