Atendendo pessoas físicas e grandes empresas que necessitam do serviço de lavanderia e costura, em 10 anos o negócio se estabeleceu e ficou conhecido na região

Com lavanderia e serviço de costura, empreendedora prepara para reabertura


Atendendo pessoas físicas e grandes empresas que necessitam do serviço de lavanderia e costura, em 10 anos o negócio se estabeleceu e ficou conhecido na região

Aposentada há 10 anos, Rejane Rosa resolveu seguir o sonho de empreender assim que encerrou sua atividade como agente administrativa da Polícia Federal. Em agosto de 2014, a empreendedora abriu a Márcia Costura e Lavanderia, estabelecimento que leva o nome de sua mãe. O primeiro ponto ficava localizado no início da avenida Rio Grande do Sul, ponto que abrigou o negócio por sete anos. Há três anos, o estabelecimento ganhou um novo espaço, mas ainda segue na mesma rua.
Aposentada há 10 anos, Rejane Rosa resolveu seguir o sonho de empreender assim que encerrou sua atividade como agente administrativa da Polícia Federal. Em agosto de 2014, a empreendedora abriu a Márcia Costura e Lavanderia, estabelecimento que leva o nome de sua mãe. O primeiro ponto ficava localizado no início da avenida Rio Grande do Sul, ponto que abrigou o negócio por sete anos. Há três anos, o estabelecimento ganhou um novo espaço, mas ainda segue na mesma rua.
A loja presta serviços de costura em geral e, além dos reparos, realiza confecções. Atendendo pessoas físicas e grandes empresas que necessitam do serviço de lavanderia e costura, em 10 anos, o negócio se estabeleceu e ficou conhecido na região.
Em maio, Rejane viu seu empreendimento ser totalmente destruído pela enchente. Além dos prejuízos na estrutura do espaço comercial, as águas danificaram as máquinas de lavar roupa e as de costura. "Os mecânicos da região estão assoberbados. O que costumava realizar a manutenção das minhas máquinas disse que não tinha condições de me atender, pois está com muita demanda", relata Rejane.
Assim como boa parte dos empreendedores do bairro, Rejane mora também na Mathias Velho. Além de ver seu negócio atingido, ela e sua família tiveram que sair de casa. Atualmente, depois de dois meses, ela já conseguiu retornar para casa, onde realiza parte do serviço de lavanderia enquanto a loja não fica pronta. A previsão é que na próxima semana a Márcia Costura e Lavanderia reabra. "Aprendemos a lidar com a situação, porque tudo é novo. Agora, a gente vem, fica umas duas ou três horinhas e vai para casa, e no outro dia vem de novo. Mas os clientes veem a loja aberta e já querem entrar", comenta.
Rejane, contando que há muita procura pelo serviço, pois muitas pessoas do bairro estão vivendo de doações de roupas e a procuram para realizar ajustes nas peças. "Às vezes, estou em casa e me dói ver alguém pedindo um serviço que eu ainda não consigo realizar", desabafa. Além disso, a empreendedora comenta que depender de outros serviços também afetados acaba atrasando o processo. "Ficamos um pouco reféns de outros serviços. A parte da lavanderia estou conseguindo fazer em casa, mas, aqui, que depende de máquina de costura, não estou conseguindo dar conta", relata. Rejane está aguardando receber a primeira parcela do programa Empreendedor Canoense Reconstrução, da prefeitura de Canoas, que contemplará 1 mil MEIs com R$ 5 mil, dividido em cinco parcelas de R$ 1 mil. Segundo Rejane, mesmo com o auxílio, as máquinas de costura possuem um valor agregado. "É uma média de R$ 2 mil, R$ 3 mil cada máquina. Com esse auxílio não vou ter a possibilidade de fazer muitos investimentos. Há um descompasso", comenta.
No último mês, a empreendedora iniciou os reparos, realizando o descarte de lixo, limpeza e manutenção de equipamentos. Apesar do trabalho intenso, a empreendedora segue otimista. "A expectativa é boa. Estou sentindo que há uma demanda, que as pessoas estão procurando. Ao mesmo tempo, tu te sentes um pouco solitária, quando olhas para o lado e vês muita coisa fechada. Acredito que estamos caminhando, mas a passos lentos", destaca a empreendedora.