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Publicada em 06 de Setembro de 2026 às 16:36

Expointer fatura R$ 6,18 bilhões e recupera parte das perdas de 2025

Vendas para outros estados puxaram alta no setor de máquinas, explicou Ana Paula Werlang

Vendas para outros estados puxaram alta no setor de máquinas, explicou Ana Paula Werlang

TÂNIA MEINERZ/JC
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Claudio Medaglia
Claudio Medaglia Repórter
Atualizada em 7/9/2026, às 14h01min

A 49ª Expointer encerrou neste domingo (6) com R$ 6,18 bilhões em negócios, alta de 40% sobre os R$ 4,42 bilhões registrados em 2025. O resultado recompõe parte da forte queda do ano passado, mas ainda não devolve a feira ao patamar de 2024. Naquele ano, a comercialização chegou a R$ 8,1 bilhões, deixando o desempenho desta edição ainda 23,6% abaixo daquela marca.
Atualizada em 7/9/2026, às 14h01min
A 49ª Expointer encerrou neste domingo (6) com R$ 6,18 bilhões em negócios, alta de 40% sobre os R$ 4,42 bilhões registrados em 2025. O resultado recompõe parte da forte queda do ano passado, mas ainda não devolve a feira ao patamar de 2024. Naquele ano, a comercialização chegou a R$ 8,1 bilhões, deixando o desempenho desta edição ainda 23,6% abaixo daquela marca.
A reação foi puxada principalmente por máquinas e implementos agrícolas, responsáveis por quase nove de cada dez reais movimentados na feira. O segmento alcançou R$ 5,46 bilhões, crescimento de 44,6% frente aos R$ 3,77 bilhões de 2025. O resultado surpreendeu até mesmo o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), depois de uma semana marcada por relatos de movimento fraco, produtores cautelosos e menor procura por financiamento para investimentos.
A surpresa ganha dimensão porque ocorreu mesmo com uma redução importante no número de fabricantes presentes no setor de máquinas, reflexo das incertezas que antecederam a feira. “A gente também se surpreendeu com as vendas das máquinas”, admitiu a diretora-executiva da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Ana Paula Werlang, na apresentação do balanço.
Números de faturamento da Expointer 2026 | CHATGPT/JC
Números de faturamento da Expointer 2026 CHATGPT/JC
A comparação com 2024, porém, mostra os limites da recuperação. Naquela edição, máquinas haviam movimentado R$ 7,39 bilhões. Em 2025, o segmento havia perdido praticamente metade do faturamento na Expointer.
Parte da explicação para a diferença entre a percepção ao longo da feira e o resultado final está fora do Rio Grande do Sul. Ana Paula ressaltou que apenas uma parcela das máquinas negociadas na Expointer fica no Estado – nesta edição foram cerca de 5%. Enquanto produtores gaúchos ainda enfrentam endividamento e dificuldades para acessar crédito, outras regiões do País vêm de safras melhores e também compram na feira.
A executiva apontou ainda a realização da Expointer logo depois da abertura do novo Plano Safra e o desempenho de segmentos específicos. Houve crescimento nas vendas da linha amarela, voltada principalmente à construção e infraestrutura, e de equipamentos menores, embora o Simers não tenha aberto quanto cada grupo representa nos R$ 5,46 bilhões.
O desempenho reforça uma diferença entre a recuperação das vendas da feira e a situação financeira do produtor gaúcho. Segundo Ana Paula, há recursos disponíveis no sistema bancário, mas produtores endividados encontram dificuldades para apresentar garantias e acessar novos financiamentos. A renegociação das dívidas rurais, por isso, atravessou a programação da Expointer e esteve entre as principais reivindicações das entidades do setor.
Para o presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, os números indicam que “o fundo do poço já passou”. Ele ponderou, porém, que as vendas de máquinas continuam inferiores às de 2024 e avaliou que o resultado poderia ter sido maior caso o problema do endividamento já estivesse equacionado.
A reação não ficou restrita às máquinas. A agroindústria familiar alcançou novo recorde, com R$ 14,4 milhões em vendas. O valor supera em 5,6% o faturamento de 2025 e em 32,4% o de 2024. 
A pecuária também terminou a feira acima dos dois anos anteriores. A comercialização de animais atingiu R$ 21,99 milhões, alta de 21% sobre 2025 e de 15,8% frente a 2024.
O desempenho acompanha a recuperação das commodities pecuárias e das proteínas animais destacada pelas entidades durante a feira. O movimento apareceu também na presença de animais: foram 7.926 inscritos, entre rústicos e de argola.
Para o presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Marcos Tang, o cenário favorece a continuidade dos investimentos em genética. “A genética é um ato contínuo, de médio a longo prazo. Você não pode quebrar, porque vai pagar muito caro daqui para frente”, afirmou.
A 50ª Expointer já tem data marcada. A edição comemorativa será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027.
 

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