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Publicada em 06 de Setembro de 2026 às 16:23

O fundo do poço do agro gaúcho já passou, afirma presidente da Farsul

Domingos Velho (C) apresenta balanço final da Farsul na Expointer 2026

Domingos Velho (C) apresenta balanço final da Farsul na Expointer 2026

Dani Villar/Especial/JC
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Ana Esteves, especial para o JC

O aquecimento da comercialização de animais nos remates realizados durante a 49ª Expointer, que movimentou cerca de R$ 21,9 milhões em negócios durante a feira e o resultado geral da mostra que aponta para incremento de 40% no geral dos negócios, sinalizam que “o fundo do poço já passou”.
Ana Esteves, especial para o JC
O aquecimento da comercialização de animais nos remates realizados durante a 49ª Expointer, que movimentou cerca de R$ 21,9 milhões em negócios durante a feira e o resultado geral da mostra que aponta para incremento de 40% no geral dos negócios, sinalizam que “o fundo do poço já passou”.
A avaliação é do presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho que, durante o balanço da participação da entidade na Expointer, acrescentou que “os mercados já começam a se alinhar, o avanço dos biocombustíveis, com o Brasil como o grande player dessa pauta para driblar Ormuz, e o bom momento do ciclo pecuário apontam que o agronegócio gaúcho começa a superar o período mais crítico de dificuldades”, declarou o dirigente.
Foram 1.567 negócios na área de pecuária, incluindo animais, coberturas, sêmen, embriões e cotas. Além disso, as rodadas de negócios realizadas durante a Expointer movimentaram US$ 2,4 milhões em negociações e a expectativa é de que o volume ultrapasse US$ 3 milhões nos próximos dias.
O resultado reúne produtos que vão além dos segmentos tradicionalmente associados à feira, como pecuária e grãos, e evidencia o potencial de internacionalização de diferentes cadeias produtivas do Rio Grande do Sul.
Segundo Domingos Velho, as demandas do setor começam a avançar, mas é necessário garantir condições para que produtores rurais de diferentes portes possam retomar o acesso ao sistema financeiro. “Não podemos deixar de atender e recolocar os nossos colegas produtores rurais, desde a agricultura familiar, permeando os médios e chegando à agricultura empresarial, que estão hoje fora do crédito oficial ou privado em razão do nosso endividamento”, afirmou.
O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, disse que renegociação de dívidas alcançou 11,7% do total percentual projetado a partir das regras estabelecidas pela Medida Provisória 1.376, mas o setor alerta para impacto na safra de verão. Isso porque o prazo para que a renegociação tivesse capacidade de evitar impactos mais severos na próxima safra de verão já passou.
“Para nós podermos ter certeza de que o produtor estivesse apto para passar para 2027 com tranquilidade, isso tinha que ter sido resolvido em maio, no máximo”, disse da Luz.
A lavoura de arroz já começa a ser implantada em setembro, enquanto milho e soja se aproximam das respectivas janelas de plantio. Sem crédito suficiente, produtores podem ter dificuldades para adquirir fertilizantes, sementes e demais insumos no momento adequado. “O momento atual é de tentar reduzir os efeitos do problema e manter os produtores minimamente viáveis para cumprir seus compromissos, mas sem a mesma capacidade de realizar uma safra considerada pujante”, disse o especialista.

 

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