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Publicada em 04 de Setembro de 2026 às 08:41

Câmara Brasil-Alemanha marca presença na Expointer e quer ampliar trocas com RS

Luis Fernando Batistela, presidente da Câmara Brasil-Alemanha, visitou a Casa JC na Expointer

Luis Fernando Batistela, presidente da Câmara Brasil-Alemanha, visitou a Casa JC na Expointer

Tânia Meinerz/JC
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Mauro Belo Schneider
Mauro Belo Schneider Editor-executivo
A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio Grande do Sul (AHK RS) marcou mais uma vez presença na Expointer. A instituição, que tem histórico de participação na feira desde 1996, viabilizou sua presença por meio de uma iniciativa colaborativa financiada por empresas associadas, superando o encerramento do subsídio direto do governo alemão que vigorava em edições passadas.
A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio Grande do Sul (AHK RS) marcou mais uma vez presença na Expointer. A instituição, que tem histórico de participação na feira desde 1996, viabilizou sua presença por meio de uma iniciativa colaborativa financiada por empresas associadas, superando o encerramento do subsídio direto do governo alemão que vigorava em edições passadas.
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"Nossa presença no parque sempre contou com subsídio do governo alemão, que foi suspenso a partir de 2024. Em 2026, viabilizamos esse retorno através da união de quatro empresas associadas que financiaram a estrutura. É um autofinanciamento fundamental para manter a exposição da marca Alemanha e garantir oportunidades aos associados que atuam no ecossistema do agronegócio", destaca Luis Fernando Batistela, presidente da AHK RS, durante visita à Casa JC, quando foi recebido pelo diretor-presidente do JC, Giovanni Jarros Tumelero.

O estande contou com o suporte direto das empresas associadas Sacapotec (especializada em análise de solo e tratamento de resíduos ambientais) e Incoterno (fabricante de termômetros e equipamentos de medição), além das parcerias com o escritório Liper Advogados e o projeto arquitetônico assinado pela Tria Arquitetura, que desenvolveu uma estrutura móvel e conceitual em alumínio para o espaço.

O Estado abriga cerca de 60 empresas de capital 100% alemão — como a Gedore e a Stihl, que celebram marcos históricos de atuação global e nacional —, além de centenas de companhias fundadas por imigrantes germânicos e seus descendentes.

Apesar da forte presença cultural e corporativa, as trocas comerciais diretas entre o Rio Grande do Sul e a Alemanha ainda apresentam uma margem expressiva para crescimento. A corrente comercial atual entre o Estado e o país europeu é de US$ 775 milhões, sendo US$ 275 milhões correspondentes a exportações gaúchas — cifra que representa cerca de 1,3% do total exportado pelo RS.

Contudo, ao contrário do perfil tradicional das exportações brasileiras, predominantemente voltado às commodities, a pauta gaúcha para o mercado alemão diferencia-se pelo envio de produtos industrializados de alto valor agregado, com destaque para máquinas, equipamentos e calçados.

"Embora o volume total da corrente comercial ainda seja pequeno, o ponto positivo é a qualidade do que vendemos para a Alemanha. Não enviamos primariamente matérias-primas, mas sim tecnologia, máquinas e calçados. Com o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia, nosso objetivo é explorar novas pontes para alavancar esses números", avalia Batistela.

A agenda de aproximação comercial terá um importante desdobramento no início de novembro, quando o Estado receberá uma missão oficial do estado alemão da Turingia (Thüringen). A comitiva, chefiada pela secretaria de Economia local, reunirá 50 integrantes e representantes de 22 empresas para rodadas de negócios (matchmaking) com empresários gaúchos, intermediadas pela AHK RS e pelo Consulado Geral da Alemanha.

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