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Publicada em 02 de Setembro de 2026 às 17:49

Crise do agro vem reduzindo a demanda da Randoncorp, diz executivo

Para Joarez Piccinini, custo financeiro tem sido um dos principais fatores de pressão sobre as empresas

Para Joarez Piccinini, custo financeiro tem sido um dos principais fatores de pressão sobre as empresas

TÂNIA MEINERZ/JC
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A Randoncorp já sente nas vendas os efeitos do cenário adverso enfrentado pelo agronegócio gaúcho, marcado principalmente pelo endividamento dos produtores, mas também por juros elevados e sucessivos eventos climáticos. A avaliação é de Joarez Piccinini, diretor de Relações Institucionais da companhia e presidente do Conselho do Banco Randon, durante evento na Casa do Jornal do Comércio na 49ª Expointer, nesta quarta-feira (2).

Segundo Piccinini, a combinação entre as dificuldades enfrentadas pelo campo e o custo elevado do crédito tem levado a uma redução da demanda por produtos ligados ao transporte. O agronegócio, diz, tem peso relevante para a Randoncorp, tanto pela produção de semirreboques quanto pelo fornecimento de autopeças e componentes para caminhões.

"A gente acaba sentindo o impacto disso nas nossas operações. Tem recuo de vendas, a demanda é menor", afirmou. Conforme o executivo, segmentos como grãos e açúcar e energia estão diretamente relacionados aos negócios da companhia e acabam afetados pelo cenário macroeconômico.

Piccinini avalia que, de maneira geral, o custo financeiro tem sido um dos principais fatores de pressão sobre as empresas ligadas ao agronegócio e ao transporte. "O que mais impacta o resultado final é justamente o custo financeiro, a escassez e o custo do crédito. E a situação foi agravada nos últimos anos pela combinação dos juros elevados com adversidades climáticas", disse.

Em contrapartida, o mercado de reposição tem ajudado a sustentar a demanda da Randoncorp. Quando produtores rurais e transportadores postergam a renovação das frotas, explica Piccinini, aumenta a necessidade de manutenção dos veículos que permanecem em circulação.

Mercado externo ganha espaço nas receitas

Enquanto encontra limitações para crescer no mercado doméstico, a Randoncorp vem ampliando a participação das operações internacionais. De acordo com Piccinini, mais de 30% da receita consolidada da companhia já é proveniente do exterior.

Entre os mercados relevantes estão Estados Unidos e México, na América do Norte, além de países como China e Índia. "A gente cresce no Brasil na medida que o mercado permite crescer, mas tem crescido internacionalmente também", disse.

Piccinini destacou que a presença internacional da companhia não é recente, mas ganhou peso nos últimos anos. "Temos uma presença internacional histórica, muito antiga, mas ela tem crescido. Está ganhando importância no consolidado das receitas", completou.

A Randoncorp já sente nas vendas os efeitos do cenário adverso enfrentado pelo agronegócio gaúcho, marcado principalmente pelo endividamento dos produtores, mas também por juros elevados e sucessivos eventos climáticos. A avaliação é de Joarez Piccinini, diretor de Relações Institucionais da companhia e presidente do Conselho do Banco Randon, durante evento na Casa do Jornal do Comércio na 49ª Expointer, nesta quarta-feira (2).

Segundo Piccinini, a combinação entre as dificuldades enfrentadas pelo campo e o custo elevado do crédito tem levado a uma redução da demanda por produtos ligados ao transporte. O agronegócio, diz, tem peso relevante para a Randoncorp, tanto pela produção de semirreboques quanto pelo fornecimento de autopeças e componentes para caminhões.

"A gente acaba sentindo o impacto disso nas nossas operações. Tem recuo de vendas, a demanda é menor", afirmou. Conforme o executivo, segmentos como grãos e açúcar e energia estão diretamente relacionados aos negócios da companhia e acabam afetados pelo cenário macroeconômico.

Piccinini avalia que, de maneira geral, o custo financeiro tem sido um dos principais fatores de pressão sobre as empresas ligadas ao agronegócio e ao transporte. "O que mais impacta o resultado final é justamente o custo financeiro, a escassez e o custo do crédito. E a situação foi agravada nos últimos anos pela combinação dos juros elevados com adversidades climáticas", disse.

Em contrapartida, o mercado de reposição tem ajudado a sustentar a demanda da Randoncorp. Quando produtores rurais e transportadores postergam a renovação das frotas, explica Piccinini, aumenta a necessidade de manutenção dos veículos que permanecem em circulação.

Mercado externo ganha espaço nas receitas

Enquanto encontra limitações para crescer no mercado doméstico, a Randoncorp vem ampliando a participação das operações internacionais. De acordo com Piccinini, mais de 30% da receita consolidada da companhia já é proveniente do exterior.

Entre os mercados relevantes estão Estados Unidos e México, na América do Norte, além de países como China e Índia. "A gente cresce no Brasil na medida que o mercado permite crescer, mas tem crescido internacionalmente também", disse.

Piccinini destacou que a presença internacional da companhia não é recente, mas ganhou peso nos últimos anos. "Temos uma presença internacional histórica, muito antiga, mas ela tem crescido. Está ganhando importância no consolidado das receitas", completou.

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