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Publicada em 02 de Setembro de 2026 às 16:03

Gestão de riscos entra no centro do debate sobre o futuro do agro na Expointer

Em evento do Tá na Mesa, Federasul discutiu os desafios do agronegócio brasileiro e reconheceu iniciativas de inovação, sustentabilidade e renovação no setor

Em evento do Tá na Mesa, Federasul discutiu os desafios do agronegócio brasileiro e reconheceu iniciativas de inovação, sustentabilidade e renovação no setor

GABRIELI SILVA/ESPECIAL/JC
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Gabrieli Silva
Gabrieli Silva Repórter

O agronegócio brasileiro enfrenta um cenário em que produzir mais já não é suficiente: é preciso estar preparado para riscos e crises capazes de afetar toda a cadeia produtiva. Esse foi o ponto central do debate realizado nesta quarta-feira (2) pelo Tá na Mesa, da Federasul, durante a Expointer, na Casa da Farsul, em Esteio. Com o tema “Gestão de riscos ou crises? O desafio do agro brasileiro”, o encontro teve a participação de Paulo Hermann, CEO da PH Advisory Group, e integrou a programação que também marcou a entrega do 14º Prêmio Vencedores do Agronegócio, do 10º Prêmio Elas no Agro e do 2º Jovem no Agro.

LEIA TAMBÉM: Tecnologia eleva produtividade da cadeia leiteira gaúcha

"No agronegócio do futuro, a pergunta não será apenas quanto o produtor consegue produzir, mas também o quanto está preparado para perder sem comprometer a continuidade do negócio", enfatizou Hermann. 

A discussão colocou em evidência a necessidade de o setor estar preparado para um ambiente de maior complexidade, no qual fatores que vão do clima à gestão dos negócios podem determinar a capacidade de produtores e empresas de atravessar períodos de instabilidade. O debate ocorreu em um momento em que a Expointer reúne representantes de diferentes elos da cadeia agropecuária e funciona como vitrine para tecnologias e soluções voltadas à produtividade e à sustentabilidade.

Na sequência, a Federasul reconheceu seis iniciativas que se destacaram em diferentes áreas do agronegócio. O Prêmio Vencedores do Agronegócio teve como vencedores a American Nutrients do Brasil, de Teutônia, na categoria Antes da Porteira; a Lácteos Vacaria, em Dentro da Porteira; a Sicredi Conexão, de Frederico Westphalen, em Depois da Porteira; e a CIC Caxias do Sul, na categoria ESG.

A American Nutrients foi premiada pelo desenvolvimento de uma solução para a redução das emissões de metano na pecuária leiteira, em parceria com a Lactalis do Brasil, o projeto utiliza um aditivo natural que, segundo os resultados apresentados, reduz em cerca de 30% a emissão de metano por litro de leite, além de melhorar a digestibilidade dos nutrientes.

Na categoria Dentro da Porteira, a Lácteos Vacaria foi reconhecida pelo projeto Beef on Dairy, que utiliza genética de corte, reprodução e gestão para transformar bezerros da atividade leiteira em ativos de maior valor comercial. O projeto registrou 100 nascimentos e retorno sobre o investimento de 45%.

Já o Capacitar, da Sicredi Conexão, venceu na categoria Depois da Porteira. A iniciativa leva formação a produtores rurais, jovens e mulheres de 18 municípios do Noroeste gaúcho. Em 2025, reuniu 1.454 participantes, com foco na gestão das propriedades, sucessão rural e preparação para os desafios do setor.

Na categoria ESG, a vencedora foi a CIC Caxias do Sul, pelo Plano de Inteligência Climática de Caxias do Sul. O projeto reúne oito estações meteorológicas e disponibiliza informações climáticas em tempo real gratuitamente. Já são 353 produtores cadastrados, além de ações de capacitação e utilização dos dados pela Defesa Civil.

A participação feminina e a renovação geracional também foram destacadas. Pelo Elas no Agro, Fabiane Kuhn, da Raks Tecnologia Agrícola, foi reconhecida por uma tecnologia de monitoramento da umidade do solo que auxilia na irrigação de precisão. A solução atende produtores de 13 estados brasileiros e da Costa Rica e monitora cerca de 7 mil hectares.

No Jovem no Agro, Lucas Bauer, da Du Organics, de Nova Petrópolis, foi premiado pelo aproveitamento da madeira da uva-japonesa, espécie considerada invasora, no cultivo de cogumelos. O negócio alcançou faturamento de R$1 milhão por ano e ampliou a atuação para restaurantes a nível nacional.

A comissão julgadora foi coordenada por Rafael Goelzer, vice-presidente de Integração da Federasu, e reuniu representantes do Sebrae, Embrapa, Farsul, BRDE, Emater/RS-Ascar, Secretaria da Agricultura e Ministério da Agricultura, entre outras instituições.

O agronegócio brasileiro enfrenta um cenário em que produzir mais já não é suficiente: é preciso estar preparado para riscos e crises capazes de afetar toda a cadeia produtiva. Esse foi o ponto central do debate realizado nesta quarta-feira (2) pelo Tá na Mesa, da Federasul, durante a Expointer, na Casa da Farsul, em Esteio. Com o tema “Gestão de riscos ou crises? O desafio do agro brasileiro”, o encontro teve a participação de Paulo Hermann, CEO da PH Advisory Group, e integrou a programação que também marcou a entrega do 14º Prêmio Vencedores do Agronegócio, do 10º Prêmio Elas no Agro e do 2º Jovem no Agro.

LEIA TAMBÉM: Tecnologia eleva produtividade da cadeia leiteira gaúcha

"No agronegócio do futuro, a pergunta não será apenas quanto o produtor consegue produzir, mas também o quanto está preparado para perder sem comprometer a continuidade do negócio", enfatizou Hermann. 

A discussão colocou em evidência a necessidade de o setor estar preparado para um ambiente de maior complexidade, no qual fatores que vão do clima à gestão dos negócios podem determinar a capacidade de produtores e empresas de atravessar períodos de instabilidade. O debate ocorreu em um momento em que a Expointer reúne representantes de diferentes elos da cadeia agropecuária e funciona como vitrine para tecnologias e soluções voltadas à produtividade e à sustentabilidade.

Na sequência, a Federasul reconheceu seis iniciativas que se destacaram em diferentes áreas do agronegócio. O Prêmio Vencedores do Agronegócio teve como vencedores a American Nutrients do Brasil, de Teutônia, na categoria Antes da Porteira; a Lácteos Vacaria, em Dentro da Porteira; a Sicredi Conexão, de Frederico Westphalen, em Depois da Porteira; e a CIC Caxias do Sul, na categoria ESG.

A American Nutrients foi premiada pelo desenvolvimento de uma solução para a redução das emissões de metano na pecuária leiteira, em parceria com a Lactalis do Brasil, o projeto utiliza um aditivo natural que, segundo os resultados apresentados, reduz em cerca de 30% a emissão de metano por litro de leite, além de melhorar a digestibilidade dos nutrientes.

Na categoria Dentro da Porteira, a Lácteos Vacaria foi reconhecida pelo projeto Beef on Dairy, que utiliza genética de corte, reprodução e gestão para transformar bezerros da atividade leiteira em ativos de maior valor comercial. O projeto registrou 100 nascimentos e retorno sobre o investimento de 45%.

Já o Capacitar, da Sicredi Conexão, venceu na categoria Depois da Porteira. A iniciativa leva formação a produtores rurais, jovens e mulheres de 18 municípios do Noroeste gaúcho. Em 2025, reuniu 1.454 participantes, com foco na gestão das propriedades, sucessão rural e preparação para os desafios do setor.

Na categoria ESG, a vencedora foi a CIC Caxias do Sul, pelo Plano de Inteligência Climática de Caxias do Sul. O projeto reúne oito estações meteorológicas e disponibiliza informações climáticas em tempo real gratuitamente. Já são 353 produtores cadastrados, além de ações de capacitação e utilização dos dados pela Defesa Civil.

A participação feminina e a renovação geracional também foram destacadas. Pelo Elas no Agro, Fabiane Kuhn, da Raks Tecnologia Agrícola, foi reconhecida por uma tecnologia de monitoramento da umidade do solo que auxilia na irrigação de precisão. A solução atende produtores de 13 estados brasileiros e da Costa Rica e monitora cerca de 7 mil hectares.

No Jovem no Agro, Lucas Bauer, da Du Organics, de Nova Petrópolis, foi premiado pelo aproveitamento da madeira da uva-japonesa, espécie considerada invasora, no cultivo de cogumelos. O negócio alcançou faturamento de R$1 milhão por ano e ampliou a atuação para restaurantes a nível nacional.

A comissão julgadora foi coordenada por Rafael Goelzer, vice-presidente de Integração da Federasu, e reuniu representantes do Sebrae, Embrapa, Farsul, BRDE, Emater/RS-Ascar, Secretaria da Agricultura e Ministério da Agricultura, entre outras instituições.

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