“Nós todos temos a consciência de que esses investimentos ainda não estão no patamar que deveriam”, afirmou Dellagostin.
Segundo ele, embora os aportes tenham apresentado avanços nos últimos anos, é necessário manter e ampliar esse movimento para que a ciência possa contribuir ainda mais para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.
O presidente da Fapergs também fez um apelo para que o Estado não retroceda nos avanços alcançados. “Que, de agora em diante, a gente não retroceda, a gente continue avançando deste patamar que alcançamos e consigamos avançar muito mais”, disse.
Em sua fala, Dellagostin também destacou os 30 anos do prêmio O Futuro da Terra, realizado pelo Jornal do Comércio em parceria com a Fapergs. Ao longo de três décadas, a premiação reconheceu pesquisadores, empreendedores e profissionais responsáveis por avanços em áreas como produção agropecuária, mais sustentabilidade, desenvolvimento econômico e inovação tecnológica.
Nesta edição, 14 pesquisadores e profissionais foram agraciados. Dellagostin, que já recebeu a distinção em uma edição anterior, lembrou a importância do reconhecimento também a partir de sua própria experiência.
O presidente da Fapergs ressaltou ainda o trabalho realizado pela instituição no processo de seleção dos homenageados.
Para Dellagostin, além dos resultados obtidos por cada pesquisador, um dos principais legados dos homenageados está na formação de novas gerações.
“Talvez a maior contribuição da maioria dos agraciados hoje aqui seja o legado que estão deixando”, afirmou.
Na avaliação do presidente da Fapergs, são esses novos pesquisadores que darão continuidade à produção de conhecimento e ao desenvolvimento de tecnologias nas próximas décadas.
“Como serão as tecnologias daqui a 30 anos, é difícil prever, mas com certeza terá muita ciência, muito trabalho, muito desenvolvimento científico e tecnológico”, afirmou.