Mediada pela instrutora do Senar-RS Maristela Kruger, a oficina aconteceu no Pavilhão Internacional do Parque de Exposições Assis Brasil e apresentou 11 espécies diferentes de abelhas sem ferrão. Segundo ela, lidar com abelhas pode ser uma forma de terapia e, futuramente, também representar uma fonte de renda.
“Há muitas abelhas que vivem no chão e, quando passa uma máquina, acaba com o enxame. Só que elas garantem a reprodução de grande parte das plantas nativas, por isso precisamos discutir o cuidado com elas”, explica.
Professora da rede estadual de ensino, Helena Brandt cultiva abelhas sem ferrão como hobby há cerca de seis anos. Segundo ela, o fascínio pelos insetos começou ainda na infância.
“Na casa da minha avó tinha uma abelha da espécie Jataí, e eu achava muito curioso. Depois de crescida, ganhei algumas caixas e comecei a estudar e cuidar. Hoje, tenho cerca de 400 abelhas, distribuídas em 20 caixas”, conta.
Para Helena, observar o comportamento dos insetos é uma das partes mais cativantes da atividade. “É uma colônia que não vai embora, ela vai ser sempre sua. Contemplar os comportamentos e a forma como esses animais vivem é incrível. Além disso, o mel é uma delícia. Cada pote tem um sabor diferente. Uns mais ácidos, outros mais doces e alguns mais aguados. São diversos e possuem uma variedade enorme de nutrientes”, destaca.
Após o debate sobre meliponicultura, Maristela também ministrou uma oficina sobre apicultura. A atividade abordou os diferentes tipos e propriedades do mel, considerando aspectos como as regiões de produção e as formas de manejo das abelhas.