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Publicada em 29 de Agosto de 2026 às 13:18

Abelhas sem ferrão ganham destaque em oficina na Expointer

Atividade aconteceu no Pavilhão Internacional e reuniu 11 espécies diferentes de abelhas sem ferrão

Atividade aconteceu no Pavilhão Internacional e reuniu 11 espécies diferentes de abelhas sem ferrão

Marina Mugnol/Especial/JC
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Fundamentais para a manutenção dos ecossistemas, as abelhas sem ferrão ganham espaço nas discussões durante a 49ª edição da Expointer. Além de contribuírem para a polinização e a reprodução de plantas nativas, esses insetos despertam cada vez mais interesse pela criação e pelo manejo adequado. Na manhã deste sábado (29), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) promoveu uma oficina sobre meliponicultura, apresentando as características das diferentes espécies, os cuidados necessários e curiosidades sobre esses insetos e a atividade.

Mediada pela instrutora do Senar-RS Maristela Kruger, a oficina aconteceu no Pavilhão Internacional do Parque de Exposições Assis Brasil e apresentou 11 espécies diferentes de abelhas sem ferrão. Segundo ela, lidar com abelhas pode ser uma forma de terapia e, futuramente, também representar uma fonte de renda.
Fundamentais para a manutenção dos ecossistemas, as abelhas sem ferrão ganham espaço nas discussões durante a 49ª edição da Expointer. Além de contribuírem para a polinização e a reprodução de plantas nativas, esses insetos despertam cada vez mais interesse pela criação e pelo manejo adequado. Na manhã deste sábado (29), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) promoveu uma oficina sobre meliponicultura, apresentando as características das diferentes espécies, os cuidados necessários e curiosidades sobre esses insetos e a atividade.

Mediada pela instrutora do Senar-RS Maristela Kruger, a oficina aconteceu no Pavilhão Internacional do Parque de Exposições Assis Brasil e apresentou 11 espécies diferentes de abelhas sem ferrão. Segundo ela, lidar com abelhas pode ser uma forma de terapia e, futuramente, também representar uma fonte de renda.
No entanto, a criação não deve ter como objetivo apenas a exploração comercial do mel. “A grande ideia de ter essas abelhas na nossa casa é entender que somos guardiões delas, justamente para preservar essas espécies, pois elas atuam como polinizadoras. Esse é o nosso grande objetivo”, afirma.
Nesse sentido, a instrutora explica que a preservação das abelhas está diretamente relacionada à conservação ambiental. Segundo ela, a abertura de áreas para lavouras e a retirada da vegetação nativa ameaçam cada vez mais esses animais.

“Há muitas abelhas que vivem no chão e, quando passa uma máquina, acaba com o enxame. Só que elas garantem a reprodução de grande parte das plantas nativas, por isso precisamos discutir o cuidado com elas”, explica.

Professora da rede estadual de ensino, Helena Brandt cultiva abelhas sem ferrão como hobby há cerca de seis anos. Segundo ela, o fascínio pelos insetos começou ainda na infância.

“Na casa da minha avó tinha uma abelha da espécie Jataí, e eu achava muito curioso. Depois de crescida, ganhei algumas caixas e comecei a estudar e cuidar. Hoje, tenho cerca de 400 abelhas, distribuídas em 20 caixas”, conta.

Para Helena, observar o comportamento dos insetos é uma das partes mais cativantes da atividade. “É uma colônia que não vai embora, ela vai ser sempre sua. Contemplar os comportamentos e a forma como esses animais vivem é incrível. Além disso, o mel é uma delícia. Cada pote tem um sabor diferente. Uns mais ácidos, outros mais doces e alguns mais aguados. São diversos e possuem uma variedade enorme de nutrientes”, destaca.

Após o debate sobre meliponicultura, Maristela também ministrou uma oficina sobre apicultura. A atividade abordou os diferentes tipos e propriedades do mel, considerando aspectos como as regiões de produção e as formas de manejo das abelhas.
Visitante da Expointer pelo segundo ano consecutivo, Helena vem de Santa Cruz do Sul para aproveitar o espaço do parque e ampliar seus conhecimentos sobre as abelhas. “Viemos especificamente para essa oficina, mas, claro, estamos aproveitando tudo o que dá para conhecer da cultura do Rio Grande do Sul”, finaliza.

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