A Expointer 2026 poderá marcar o início de um novo momento para a indústria de máquinas e implementos agrícolas, segundo avaliação do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers). Para Claudio Bier, presidente da entidade, a feira após o anúncio do Plano Safra 2026/2027, será também o primeiro grande termômetro para medir a reação do mercado às novas condições de financiamento e a capacidade de transformar a intenção de compra dos produtores em investimentos. A feira, que está na sua 49ª edição, deve reunir lançamentos e medir a reação do mercado ao novo cenário de crédito.
A feira do agronegócio terá o Parque de Máquinas, um dos espaços tradicionais da exposição, que reunirá 135 empresas de máquinas e implementos agrícolas, do Rio Grande do Sul, de outros estados brasileiros e do mercado internacional - o número é 18% menor em relação ao ano passado. Conforme Bier, o local concentra fabricantes, aproxima empresas e produtores e permite conhecer de perto equipamentos, tecnologias e soluções voltadas ao aumento da eficiência e da produtividade no campo. "A Expointer é uma vitrine estratégica para a indústria. Muitas empresas apresentam lançamentos, fortalecem o relacionamento com os produtores e transformam a tecnologia exposta em oportunidades de negócios", destaca.
Para o dirigente do Simers, a presença das 135 empresas mostra que o setor continua apostando na feira e na força do mercado. "Temos uma expectativa positiva de que a 49ª edição ajude a movimentar as vendas e sinalize uma retomada dos investimentos no campo", ressalta. Conforme Bier, o potencial da feira está diretamente relacionado ao funcionamento efetivo do Plano Safra e à chegada dos recursos ao produtor. "O produtor continua acreditando na tecnologia como ferramenta para produzir mais e melhor. O que esperamos é que as linhas de crédito estejam plenamente operacionais e acessíveis durante a Expointer. Se o financiamento chegar efetivamente ao produtor, teremos um ambiente muito favorável para impulsionar os negócios e estimular novos investimentos", acrescenta.
Realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a Expointer terá a presença de fabricantes de máquinas e implementos agrícolas, produtores rurais e compradores nacionais e internacionais. Segundo Bier, que também é presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), diversas empresas reservam a feira para apresentar novidades de portfólio, novos equipamentos, tecnologias e soluções para o campo, consolidando o evento como uma das principais vitrines de inovação do agronegócio da América do Sul.
A vice-presidente do Simers, Carolina Rossato, explica que a disponibilidade de crédito será determinante para que o interesse do produtor se transforme em negócios. "A indústria está preparada, e as empresas chegam à Expointer com inovação e soluções cada vez mais eficientes", aponta. Carolina destaca que o produtor demonstra interesse em investir e renovar seu parque de máquinas. "O fator decisivo será a disponibilidade do crédito. Se os recursos do Plano Safra estiverem acessíveis, a feira terá todas as condições para acelerar negócios e sinalizar uma retomada consistente do mercado", acrescenta.
A expectativa também é reforçada pela presença de produtores de diferentes regiões do Brasil e de compradores da Argentina e do Paraguai, mercados estratégicos para a indústria gaúcha de máquinas agrícolas. A combinação entre lançamentos, inovação, compradores qualificados e crédito disponível cria um ambiente favorável para novos investimentos e para o fortalecimento da competitividade do setor.
O Rio Grande do Sul é responsável por mais de 60% da produção nacional de máquinas agrícolas. De acordo com o Sindicato, a edição deste ano reúne elementos importantes para inaugurar um novo ciclo de investimentos: empresas preparadas, inovação, compradores qualificados e um ambiente de negócios consolidado. "O passo decisivo será garantir que o crédito esteja disponível para transformar oportunidades em vendas. A Expointer sempre antecipou os movimentos do agronegócio brasileiro", explica. Segundo Bier, quando inovação, confiança e crédito caminham juntos, o produtor investe e toda a cadeia se fortalece.