Mais do que o enfoque nas vendas, o pavilhão internacional tem buscado proporcionar experiências culturais aos visitantes da Expointer. Do tradicionalismo gaúcho ao conhecimento sobre outros países latinoamericanos, muitas são as possibilidades de trocas ofertadas ao público.
Promovendo o Sindicato da Indústria do Mate do Rio Grande do Sul (Sindimate), Luiz Rotili Teixeira, conhecido como “gaúcho do aeroporto”, busca fomentar o tradicionalismo a partir das vestes típicas do Estado e da cultura do chimarrão. Com erva mate de diferentes marcas expostas, ele apresenta o processo de elaboração da bebida e os costumes gaúchos.
De acordo com ele, inicialmente, a erva-mate estava sendo comercializada. Entretanto, com a alta procura, as vendas foram suspensas para não fazer com que as amostras se tornassem escassas. “Foi mais ou menos na metade da feira, aconteceu muito rápido”, garante Teixeira.
Para ele, o fomento à cultura tradicionalista é o principal objetivo, que tem sido alcançado com maestria: “ficamos felizes em divulgar um símbolo básico do Rio Grande do Sul, o movimento está cada vez melhor e vemos o pessoal sorrindo apesar do frio e da chuva dos últimos dias”, complementa.
No pavilhão internacional, cultura da erva-mate é divulgada ao público
Ana Stobbe/Especial/JC
Já no espaço responsável a expositores peruanos, Jaqueline Bazan, de 59 anos, veio da capital Lima para apresentar produtos típicos do país. Ela já comparece à mostra há mais de 15 anos e nota um grande interesse pelos estandes nesses anos. “As pessoas vêm porque têm ânsia de conhecer a cultura de outros países. Nesse ano, está muito bom. Vendemos bastante, e vejo que outros colegas também”, comenta.
É a troca cultural o mote que guia Jaqueline: “Perguntam sobre a nossa cultura e a nossa gastronomia. É bom para nós porque difundimos a cultura do nosso país e bom também para os brasileiros que conhecem mais sobre outros países. É importante estarmos aqui porque o Brasil está muito isolado (na América Latina) por causa do idioma e, assim, pode conhecer outras culturas”, avalia.