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Publicada em 05 de Setembro de 2025 às 16:43

Qualidade do azeite de oliva está na origem das azeitonas, segundo mestre no assunto

Rafael Marchetti destaca que seguindo tendências do mercado europeu retirou a análise química de seus rótulos.

Rafael Marchetti destaca que seguindo tendências do mercado europeu retirou a análise química de seus rótulos.

EVANDRO OLIVEIRA/JC
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Cláudio Isaías
Cláudio Isaías Repórter
A acidez é um dos indicadores mais divulgados quando se trata de azeite de oliva extra virgem. Para Rafael Marchetti, proprietário da Prosperato, a acidez não é o único nem o mais relevante indicador da qualidade de um azeite de oliva extra virgem. Nesta sexta-feira (5), Marchetti visitou a Casa do Jornal do Comércio na Expointer. "A verdadeira qualidade está na combinação de diversos fatores como a origem das azeitonas, os cuidados na elaboração do azeite e a indicação da safra e envase", comenta. Por conta disso, seguindo as tendências de rotulagem de azeites do mercado europeu, a Prosperato retirou a análise química de seus rótulos.
A acidez é um dos indicadores mais divulgados quando se trata de azeite de oliva extra virgem. Para Rafael Marchetti, proprietário da Prosperato, a acidez não é o único nem o mais relevante indicador da qualidade de um azeite de oliva extra virgem. Nesta sexta-feira (5), Marchetti visitou a Casa do Jornal do Comércio na Expointer. "A verdadeira qualidade está na combinação de diversos fatores como a origem das azeitonas, os cuidados na elaboração do azeite e a indicação da safra e envase", comenta. Por conta disso, seguindo as tendências de rotulagem de azeites do mercado europeu, a Prosperato retirou a análise química de seus rótulos.
Segundo Marchetti, que é especialista em azeite e mestre de lagar, hoje, a Prosperato tem uma produção em quatro municípios. Além de Caçapava do Sul, onde também está o lagar e uma loja, há produção em  Barra do Ribeiro, São Sepé e Sentinela do Sul. São 200 hectares de área plantada, com um processamento médio atual de 35 mil litros de azeites por ano. Em 2024, o faturamento foi de R$ 8,6 milhões, 32% a mais que em 2023. A marca trabalha com cerca de 50 variedades de pesquisa de oliva, mas em produção, se destacam as variedades de azeitonas Arbequina, Arbosana, Koroneiki, Picual, Frantoio, Coratina, Galega e Ascolana Tenera. 
Em 2024, a produção nacional de azeite de oliva foi de cerca de 400 mil litros, concentrada principalmente no Rio Grande do Sul e na Serra da Mantiqueira, em São Paulo. Apesar do aumento de 23% em relação a 2023, o país importou 78 mil toneladas de azeite até dezembro do ano passado, e o principal fornecedor foi Portugal. 

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