Patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro e com raízes nas praias da Zona Sul carioca, o futevôlei não precisa ser praticado apenas no litoral. Com as quadras fechadas e abertas em grandes centros, o esporte tem atraído cada vez mais adeptos, que buscam um exercício em equipe e que movimente o corpo todo.
Patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro e com raízes nas praias da Zona Sul carioca, o futevôlei não precisa ser praticado apenas no litoral. Com as quadras fechadas e abertas em grandes centros, o esporte tem atraído cada vez mais adeptos, que buscam um exercício em equipe e que movimente o corpo todo.
A quadra tem as mesmas proporções do vôlei de areia, com 16 m x 8 m, dividida por uma rede a 2,20 m de altura, no masculino, e de 2,10 m, no feminino. A bola utilizada tem o tamanho igual à do futebol, de 68 cm a 70 cm de circunferência, revestida com material flexível, mas resistente, geralmente de couro natural ou sintético, e interior de borracha ou material similar.
Os jogadores podem bater na bola com qualquer parte do corpo, com exceção dos braços e das mãos. Cada time pode tocar até três vezes na bola antes de passar para o outro lado da rede. O objetivo é fazer com que a bola caia no chão da quadra adversária.
A Cidade Maravilhosa foi berço e ainda é o local em que muitas pessoas conhecem o futevôlei. O advogado Rogério Miranda, de 38 anos, conheceu a modalidade no Rio de Janeiro, onde morou entre 2014 e 2015. "Sempre gostei muito do futebol e, como é uma derivação do futebol, acabei adotando e passei a praticar o futevôlei. É qualidade de vida, sempre buscando saúde e interação. É um esporte muito interativo e muito democrático, cabe para todo mundo", comenta Miranda.
Esporte movimenta diferentes partes do corpo, o que o torna uma boa opção de treino cardiovascular. Foto: Tânia Meinerz/JC
Quem também começou a jogar no RJ foi Maria Eduarda Barcellos, de 19 anos e treinadora da modalidade atualmente. Praticante de esportes como futebol e vôlei desde a infância, Maria Eduarda morou na cidade e começou a praticar futevôlei na praia. "Acabou que tive que voltar para Porto Alegre e aqui não tem tanto quanto no Rio de Janeiro", conta.
Foi então que a atleta conheceu a unidade da SQD Menino Deus. Com a experiência na areia, foi convidada pelos sócios Dieyson Neves e Bruno Freitas para se tornar treinadora do local. Para Maria Eduarda, o companheirismo e os diferentes movimentos são grandes atrativos da modalidade.
"O principal diferencial do futevôlei é a energia que tem, muito parecida com a do skate, acho que todo mundo se apoia e quer ver o esporte crescer. Além de ser um baita de um cardio, é divertido e tu se enterte. É um esporte diferente e muito novo, usamos parte do corpo que nenhum outro esporte usa, como ombro e peito", afirma a treinadora.
A unidade da SQD Menino Deus fica no complexo esportivo Menino Deus Beach Club (Avenida Ipiranga, 543 - Praia de Belas) e oferece aulas de segunda a sexta-feira, das 6h às 21h, sem fechar para o almoço. O sócio Dieyson Neves afirma que pessoas de qualquer idade e nível podem se aventurar nas areias do complexo.
Dieyson Neves, sócio da SQD Menino Deus e do Menino Deus Beach Club. Foto: Tânia Meinerz/JC
"Crianças de 10, 11, 12 anos até pessoas mais idosas, acima de 60 anos, podem praticar esse esporte conosco. Para todos os níveis também, desde o mais iniciante até quem já é atleta mais profissional", destaca Neves.
Além da unidade atual no Menino Deus, os sócios avaliam a possibilidade de abrir uma nova franquia em Porto Alegre. A SQD foi a primeira empresa brasileira a desenvolver uma metodologia para o ensino do futevôlei. Os alunos são classificados em dez níveis diferentes, identificados por cores, sendo a cor branca para os alunos iniciantes e a cor preta para os mais avançados. Atualmente, a marca está presente em 16 estados, contando com unidades em 48 cidades e com aproximadamente 2 mil alunos inscritos.
Carioca da gema
Assim como a altinha e o frescobol, o futevôlei é nascido e criado na capital fluminense. O esporte foi criado em 1965, como forma de driblar a repressão imposta à linha de passe à beira-mar. Durante a ditadura, os militares proibiram a prática de alguns esportes na praia, o que levou Octávio de Moraes, o Tatá do Botafogo, a sugerir a adoção das quadras de vôlei próximas ao calçadão para jogarem. Assim nasceu a irreverente modalidade, que caiu no gosto popular por volta dos anos 1990, após jogadores de futebol da época como Romário, Edmundo, Renato Portaluppi e Djalminha começarem a jogar futevôlei nas areias cariocas.
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