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Campeonato Gaúcho

- Publicada em 07 de Janeiro de 2014 às 00:00

Brasil de Pelotas, do luto ao recomeço


ITALO SANTOS/ ASSESSORIA GEB/DIVULGAÇÃO/JC
Jornal do Comércio
O retorno do Brasil de Pelotas ao convívio dos grandes do futebol gaúcho tem um sabor ainda mais especial. A queda ocorrida em 2009 foi marcada por uma tragédia durante a fase de preparação para o Gauchão daquele ano. O atacante uruguaio e eterno ídolo Claudio Milar, o zagueiro Régis e o treinador de goleiros Giovani Guimarães morreram em um acidente de ônibus em 15 de janeiro daquele ano, quando o grupo voltava de um amistoso diante do Santa Cruz. O episódio comoveu a cidade e abalou o time que, naquele ano, caiu para a Divisão de Acesso.
O retorno do Brasil de Pelotas ao convívio dos grandes do futebol gaúcho tem um sabor ainda mais especial. A queda ocorrida em 2009 foi marcada por uma tragédia durante a fase de preparação para o Gauchão daquele ano. O atacante uruguaio e eterno ídolo Claudio Milar, o zagueiro Régis e o treinador de goleiros Giovani Guimarães morreram em um acidente de ônibus em 15 de janeiro daquele ano, quando o grupo voltava de um amistoso diante do Santa Cruz. O episódio comoveu a cidade e abalou o time que, naquele ano, caiu para a Divisão de Acesso.
Quatro temporadas depois, a maior torcida do Interior gaúcho tem o prazer de voltar a entoar seus gritos de guerra na Série A. O presidente do Brasil-Pel, Ricardo Fonseca, diz que a expectativa para o retorno é a melhor possível - e não apenas do torcedor xavante, mas do público que gosta de futebol e até mesmo da imprensa. “Essa volta, superando a tragédia, é um grande trunfo de um clube que soube superar o momento adverso e deu a volta por cima”, relembra.
A direção do clube pelotense aposta na continuidade do trabalho a longo prazo, com jogadores que estão juntos há mais de dois anos. “Hoje temos um grupo maduro, que sabe qual é a nossa pretensão e conhece o projeto. A nossa maior contratação é a continuidade desse planejamento que se mantém desde 2012. Temos atletas que estão completando mais de 100 jogos pelo Brasil. Isso é um fato positivo para um clube do Interior”, valoriza o dirigente. O grupo fez uma pré-temporada caseira e realizou amistosos com times que irão disputar a mesma competição.
O entusiasmo do fanático torcedor xavante é conhecido em todo o Estado. A diretoria informa que o clube já conta com quatro mil associados, número considerável para um time do Interior. Fonseca espera que, antes do início da competição, o Brasil-Pel chegue a cinco mil sócios.
Para uma torcida tão fiel, a identificação com o seu comandante é importantíssima. Assim, a permanência de Rogério Zimmermann no comando técnico é outro fator motivacional. Ele está em Pelotas desde maio de 2012 e, assim como o presidente, aposta que, neste Gauchão, a manutenção dos jogadores será muito importante.
“A nossa participação na Copa do Brasil, mesmo saindo na primeira fase diante do Atlético-PR, que chegou ao vice-campeonato, foi muito boa para a maturidade do grupo”, analisa. Mas o grande objetivo do Xavante era a conquista do acesso para a primeira divisão.
Sobre uma possível ascensão dos clubes gaúchos no cenário nacional, assim como vem ocorrendo no estado de Santa Catarina, Zimmerman é mais ponderado. “Para o Brasil ser forte em uma competição nacional, assim como o Criciúma ou a Chapecoense, por exemplo, é preciso estar bem no Estado. Esse retorno tem outros objetivos por trás. Pretendemos voltar a nos fortalecer como um grande clube no Rio Grande do Sul, como sempre fomos, e, depois sim, pensar em grandes competições nacionais”, projeta o treinador.
O técnico rubro-negro acredita que o perfil de jogador que se encaixa melhor no elenco é o daquele que gosta de ser pressionado, seja pela torcida, seja pela imprensa, e consegue fazer dessa pressão a motivação para entrar em campo. “É a mesma coisa se eu disser que não quero trabalhar no Inter ou no Grêmio porque tem pressão. Queremos ir para lá porque tem visibilidade e reconhecimento do trabalho”, explica.
São exatamente os jogadores que passaram pela dupla Grenal e que já sentiram na pele o peso de uma grande camisa que interessam ao Xavante. Exemplos não faltam: Luiz Müller, Fernando Cardoso, Gustavo “Papa” (Inter) e Nunes (Grêmio) fazem parte da equipe. Apostando nestes atletas, o Xavante espera, pelo menos, a classificação para as fases de mata-mata.
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