Campeão olímpico nos Jogos de Londres, em 2012, o brasileiro Arthur Zanetti agora também é campeão mundial. O ginasta confirmou o favoritismo e conquistou a inédita medalha de ouro nas argolas neste sábado, na Antuérpia, na Bélgica.
Com seu primeiro título mundial, Zanetti consolidou seu domínio na prova e mostrou evolução em comparação ao último campeonato deste nível, quando teve que se contentar com a medalha de prata em 2011, no Japão.
Zanetti subiu no lugar mais alto do pódio ao obter a nota de 15,800 em sua aplaudida apresentação. Com um desempenho praticamente perfeito, ele levantou as arquibancadas e cravou a aterrissagem no solo. Satisfeito, não escondeu a comemoração mesmo sem ouvir o resultado.
O ginasta surpreendeu porque não utilizou o movimento que leva seu nome na final. Seu grande trunfo foi apresentado recentemente à Federação Internacional de Ginástica e aprovado com a nota F, que representa o grau mais elevado de dificuldade. Mesmo deixando o movimento de lado, ele conseguiu superar seus rivais.
Para chegar à final, Zanetti registrou a segunda melhor nota nas eliminatórias, 15,733. Na ocasião, havia sido superado somente pelo chinês Yang Liu, com 15,866. Liu, maior rival do brasileiro acabou decepcionando neste sábado ao não passar do 7º lugar.
A medalha de prata ficou com o russo Aleksandr Balandin (15.733) enquanto o bronze foi para o norte-americano Brandon Wynn (15.666).
Zanetti celebra ouro, mas admite que não ficou surpreso
Arthur Zanetti cravou a aterrissagem no solo, levantou os braços e comemorou antes mesmo de ver a nota que garantiria o título mundial nas argolas. O ginasta, campeão olímpico em 2012, estava tão confiante na medalha que não precisou esperar pela avaliação dos juízes para saber que se sagraria campeão na Antuérpia, neste sábado.
"Foi perto da perfeição. Hoje eu fiz a minha parte. O resultado era o que eu estava esperando. E o objetivo era ficar em primeiro. Lógico que não foi perfeito, nunca é perfeito. Mas hoje a minha série foi a primeira", afirmou o ginasta, em entrevista à Sportv, logo após receber a medalha de ouro.
Zanetti explicou que foi a confiança na vitória o levou a comemorar de forma contida. A celebração ao fim da apresentação não teve sequência, nem mesmo depois da confirmação do título. Além disso, o ginasta atribuiu a comemoração discreta ao estilo mais "guardado".
"Sou mais tranquilo, guardado mesmo. Cada um tem seu estilo, meu sentimento é esse", disse o brasileiro, que não chegou a se emocionar no pódio. "No começo, fui um pouco mais guardado. Mas depois deu para mostrar meu sorriso, o Hino Nacional mexe muito comigo".
O campeão mundial tratou o novo título como missão cumprida e disse que agora pretende brilhar nos Jogos Pan-Americanos, antes de competir na Olimpíada do Rio. "Mais uma etapa foi concluída na minha careira. Era meu objetivo ser campeão mundial. Medalha que falta agora é a dos Jogos Pan-Americanos", avisou.
Para tanto, Zanetti promete seguir treinando com empenho, em São Caetano. "Graças a Deus, estamos trabalhando bastante para buscar sempre o melhor para a ginástica brasileira. O trabalho vai seguir ainda futuramente. Dedico o título a todo mundo que me ajudou, ao pessoal lá do ginásio em São Caetano, a todos os funcionários e à família".
Diego Hypolito fica em 5º no Mundial de ginástica
Esperança de medalha na ginástica brasileira, Diego Hypolito ficou sem lugar no pódio na final do solo no Mundial da Antuérpia, na Bélgica. Neste sábado, o brasileiro não conseguiu passar do 5º lugar, após gerar expectativas por causa do segundo lugar nas eliminatórias.
"Quando se disputa uma final, se cria expectativa pela medalha. É inevitável. Tive erros na execução da chegada, não nas acrobacias. Mas esse ano foi produtivo para mim. Mas quando chega na final, todos têm a mesma chance. Queria ter conseguido uma medalha, mas o resultado foi bom", avaliou o bicampeão mundial, em 2005 e 2007, em entrevista à Sportv.
O vencedor da prova do solo foi o jovem japonês Kenzo Shirai, de apenas 17 anos. Ele alcançou a difícil nota de 16,000 e não deu chances para os rivais. A medalha de prata ficou com o norte-americano Jacob Dalton, com 15,600, e o bronze foi para o japonês Kohei Uchimura, com 15,500.