Hélio Marchioro defende que o setor não copie vinhos de fora e busque a identidade do terroir brasileiro, mais tropical. "Perdemos a identidade quando buscamos seguir tendências do exterior. O futuro do setor está em produtos de qualidade com identidade", reforça. Na avaliação do executivo, a maioria dos brasileiros ainda consume vinhos importados por desconhecer o produto nacional. "Este é um desafio para o setor, tornar-se mais conhecido internamente, além de buscar espaços no exterior", define.
Como ferramentas para esta conquista de mercado, Marchioro defende inovações não apenas no conteúdo das bebidas, mas também nos modelos e cores das garrafas, rótulos mais adequados ao tropicalismo brasileiro, descobrir o mercado turístico e quebrar o paradigma de que brasileiro não consome vinho no verão. "Mais da metade do território tem mar. Isto abre um potencial de mercado enorme para vinhos brancos e espumantes", indica.