Mesmo fora do governo, Getúlio não perdera relevância. O seu apoio ao general Eurico Gaspar Dutra foi fundamental para a vitória do militar nas eleições presidenciais. No mesmo pleito, Vargas foi eleito senador, cargo que ocupou entre 1946 e 1947. Após isso, se retirou para sua estância em São Borja.
A pressão pelo retorno à política acabou por levar Vargas a se candidatar à presidência no pleito subsequente. Com o decisivo apoio do governador paulista Adhemar de Barros, Getúlio foi eleito na votação de 3 de outubro de 1950, com 48,7% dos votos.
O governo democrático de Vargas sofreu, desde o início, forte oposição comandada pela União Democrática Nacional (UDN), fazendo com o que o período fosse constantemente permeado por crises políticas.
Marcado por denúncias de corrupção, o governo também ficou na história por ter sido durante a gestão que foram criados o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobrás. O nacionalismo e a interferência do governo na economia também foram características do período.