Porto Alegre,

Anuncie no JC
Assine agora

Publicada em 23 de Agosto de 2024 às 13:06

O Estado Novo

O culto ao líder foi uma das marcas do governo de vargas no Estado Novo

O culto ao líder foi uma das marcas do governo de vargas no Estado Novo

Arquivo Nacional/JC
Compartilhe:
Juliano Tatsch
Juliano Tatsch Editor-assistente
O Vargas revolucionário de 1930 deu lugar ao Vargas ditador sete anos depois. O Brasil tinha eleições presidenciais marcadas para janeiro de 1938. Foi então que o governo de Getúlio denunciou, em 30 de setembro de 1937, um suposto plano para uma revolta coordenada pelos comunistas no País, o chamado Plano Cohen, que alegadamente pretendia derrubar o governo. O documento forjado por militares serviu de justificativa para Vargas promover um autogolpe, instaurando o regime que ficou conhecido como Estado Novo.
O Vargas revolucionário de 1930 deu lugar ao Vargas ditador sete anos depois. O Brasil tinha eleições presidenciais marcadas para janeiro de 1938. Foi então que o governo de Getúlio denunciou, em 30 de setembro de 1937, um suposto plano para uma revolta coordenada pelos comunistas no País, o chamado Plano Cohen, que alegadamente pretendia derrubar o governo. O documento forjado por militares serviu de justificativa para Vargas promover um autogolpe, instaurando o regime que ficou conhecido como Estado Novo.
Ainda no primeiro dia do golpe, Getúlio determinou o fechamento do Congresso Nacional e outorgou uma nova Constituição, dando-lhe total poder, nomeando interventores os estados e a extinção dos partidos políticos.
O regime ditatorial de Vargas teve como marca a censura aos órgãos de imprensa e a criação do Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, que objetivava, entre outras coisas, o estímulo ao patriotismo e o nacionalismo. Além da censura e da perseguição política, principalmente dos comunistas, o Estado Novo também cerceou direitos e garantias individuais. Por outro lado, foi durante o regime que Vargas criou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A ida à Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ao lado dos Aliados foi, de certa forma, o início do fim do Estado Novo varguista, pois salientava uma contradição do regime: enviava soldados para combater o fascismo na Itália, mas tinha claras influências e ações do tipo fascista no Brasil. Movimentos de oposição começaram a surgir, aumentando a pressão sobre Getúlio que, por fim, cedeu, declarou a reabertura política, com a volta dos partidos, libertou presos políticos e marcou eleições presidenciais para 2 dezembro de 1945. Vargas, porém, foi derrubado antes disso, em 29 de outubro, por um movimento militar, sendo substituído pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, José Linhares, que permaneceu no cargo até a eleição de Eurico Gaspar Dutra.

Notícias relacionadas