Capitaneada por Vargas, a Revolução de 30 quebrou as engrenagens de um sistema que se mantinha há quatro décadas, com ajustes e mudanças ocorridas no decorrer do tempo, mas baseado nos mesmos alicerces: poder da oligarquia agrária, eleições fraudadas e coronelismo.
Os eventos que culminaram no fim da chamada República Velha tinham por trás uma espécie de conflito silencioso entre o Brasil rural e o Brasil urbano. O País se urbanizava e o campo perdia espaço para a cidade com o início do processo de industrialização. Com isso, massas urbanas de assalariados constituíam uma nova classe média e essa força social em ascensão clamava por mais participação política. Assim, o estado oligárquico passou a sofrer contestações.
Os eventos que culminaram no fim da chamada República Velha tinham por trás uma espécie de conflito silencioso entre o Brasil rural e o Brasil urbano. O País se urbanizava e o campo perdia espaço para a cidade com o início do processo de industrialização. Com isso, massas urbanas de assalariados constituíam uma nova classe média e essa força social em ascensão clamava por mais participação política. Assim, o estado oligárquico passou a sofrer contestações.
As fraudes eleitorais marcaram o pleito que escolheria o presidente para o período de 1930-1934 e que deu a vitória para o candidato governista Júlio Prestes, com 57,7% dos votos. Com a derrota nas urnas, as articulações com vistas à derrubada do poder vigente se intensificaram, colocando lado a lado militares e o grupo político que defendia a modernização do estado. Após meses de organização nos bastidores, a revolta eclodiu por volta das 17h30min do dia 3 de outubro, em Porto Alegre, com a tomada de postos militares. Era o início do fim da República Velha.