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Publicada em 01 de Setembro de 2022 às 18:07

Hélio Nascimento, seis décadas de crítica de cinema

Recentemente homenageado no Festival de Gramado, Hélio Nascimento escreve para o Jornal do Comércio 
a coluna de cinema 
mais longeva do País

Recentemente homenageado no Festival de Gramado, Hélio Nascimento escreve para o Jornal do Comércio a coluna de cinema mais longeva do País

/TÂNIA MEINERZ/JC
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Márcio Pinheiro
O autodidata Hélio Nascimento - gaúcho de Porto Alegre, 86 anos em dezembro próximo - é resultado de duas universidades. A primeira, mais ampla e mais genérica, é a Rua da Praia. A segunda, mais específica e especializada, são as salas de cinema. Na principal via de Porto Alegre, Hélio caminhou, conversou, fez amigos, namorou, discutiu, polemizou, trocou ideias, enfim, viveu. Já nos cinemas, aprofundou seu conhecimento tendo aulas com Charles Chaplin, Orson Welles, Vincente Minnelli, Nelson Pereira dos Santos, Andrzej Wajda, Roman Polanski, George Cukor, Elia Kazan e, principalmente, Ingmar Bergman. Destas duas escolas - e mais leituras de Karl Marx e Sigmund Freud, da revista Cahiers du Cinema, e audições de Villa-Lobos e Bach - Hélio construiu sua formação humanista. Formação esta que lhe garantiu muitos amigos e discípulos, uma das mais longevas carreiras na crítica cinematográfica e reconhecimentos como o que recebeu recentemente no Festival de Cinema de Gramado, quando foi agraciado com o Prêmio Gramado 50 Anos, destinado a pessoas cujas trajetórias em cinema se destacaram ao longo das décadas. Hélio não pôde receber o prêmio e enviou um representante, mas a causa era mais do que nobre. Desde o final de agosto, Hélio está em Londres, ao lado de Letícia, sua única filha, e mais o genro e as duas netas.

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