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Publicada em 28 de Outubro de 2026 às 10:29
Comprar uma fração de imóvel de lazer já faz parte do mercado turístico brasileiro. Revendê-la, porém, pode ser mais difícil. Sem canais especializados, proprietários enfrentam dúvidas sobre preço, documentação e transferência. É nesse espaço que atua a PonteCotas, marketplace criado para aproximar quem deseja vender ou alugar cotas de quem pretende comprar ou se hospedar.
Regulamentada no Brasil desde 2018, a multipropriedade permite adquirir uma fração de imóvel para uso em períodos definidos do ano. Além do direito de utilização, o proprietário assume despesas de manutenção e deve observar as regras do empreendimento.
Fundada por Giovani Ghisleni, a plataforma está no ar desde abril de 2026 e reúne cerca de 80 cotas anunciadas em 36 empreendimentos, distribuídos por mais de 20 cidades de 11 estados. Os anúncios somam aproximadamente R$ 7 milhões. Segundo a empresa, há cerca de 290 usuários cadastrados e mais de dez cotas negociadas. Gramado e a Serra Gaúcha concentram mais da metade da oferta.
Um dos desafios é ajustar o valor pedido às condições de revenda. Segundo levantamento da PonteCotas, o preço anunciado é, em mediana, cerca de 30% inferior ao valor pago originalmente pelos proprietários. Destino, temporada, situação de pagamento e taxa condominial influenciam a avaliação.
Ghisleni cita o caso de um proprietário que passou mais de um ano tentando vender uma cota de dois quartos em Gramado. Após uma análise de preços, a cota foi anunciada por R$ 22 mil, atraiu três interessados e acabou negociada por R$ 17 mil em menos de três meses. “O que esse caso revela é que não falta comprador para cota: falta preço certo, vitrine certa e segurança”, afirma.
O proprietário pode anunciar por conta própria, com assinatura a partir de R$ 49 mensais, ou contratar o Serviço Full, no qual a equipe acompanha avaliação, atendimento, negociação e transferência. Nessa modalidade, são cobrados R$ 590 de abertura e comissão de 5% apenas quando a venda é concluída.
A empresa informa revisar anúncios, contar com corretores registrados no Creci e oferecer o PonteSegura, mecanismo em que o pagamento permanece em custódia até a confirmação da transferência da titularidade. As condições da operação devem ser verificadas no contrato.
Para quem pretende comprar, Ghisleni recomenda conferir não apenas o preço, mas a taxa condominial anual, as semanas de utilização, as regras do empreendimento e a regularidade da cota. Como próximos passos, a PonteCotas pretende desenvolver referências de preços e ampliar parcerias com corretores, administradoras e resorts, buscando dar mais organização ao mercado secundário.