O saneamento do Rio Grande do Sul entrou em uma nova escala. Em três anos, a Corsan investiu R$ 6 bilhões e ampliou sua capacidade de transformar recursos em obras, tecnologia e serviços para a população. Desde julho de 2023, a média anual de investimentos, historicamente em torno de R$ 499 milhões, passou para aproximadamente R$ 2,094 bilhões. A estratégia busca garantir o ritmo necessário para que os 317 municípios atendidos avancem em direção às metas de 99% de cobertura de água e 90% de esgoto até 2033.
O maior avanço ocorreu no esgotamento sanitário. A cobertura entre a população atendida pela Companhia passou de 19% para cerca de 30%, resultado equivalente a aproximadamente metade de tudo o que havia sido construído nas quase seis décadas anteriores. Com mais de R$ 1,6 bilhão investidos, foram implantados mais de 1,1 mil quilômetros de redes coletoras, 18 estações de tratamento de esgoto, 116 elevatórias e mais de 101 quilômetros de emissários e linhas de recalque. As estruturas ampliaram o acesso para mais de 852 mil pessoas e permitem que 17,69 bilhões de litros de esgoto por ano deixem de ser lançados sem tratamento no ambiente.
Os sistemas de abastecimento também receberam investimentos de R$ 810 milhões, com 500 quilômetros de novas redes, 186 mil imóveis atendidos, sete estações de tratamento, dez reservatórios, oito elevatórias e 296 poços profundos. Paralelamente, a tecnologia passou a ocupar papel central na operação: o Centro de Operações Integradas ampliou de 129 para 312 as unidades acompanhadas em tempo real, enquanto mais de 4,3 mil ativos são monitorados permanentemente.
No combate às perdas, o índice caiu de 44% para 40%. Monitoramento por satélite e geofonia permitiram localizar e corrigir 27 mil vazamentos ocultos, melhorando o aproveitamento da água captada e tratada. A Companhia também investiu R$ 60 milhões em controle de qualidade e realiza mensalmente cerca de 672 mil análises de água e 33 mil de esgoto.
Para sustentar o novo ritmo, a Corsan criou em Esteio o Parque de Infraestrutura e Inovação, que reúne fábrica de tubos, usina de asfalto, laboratório de solos e pavimentação e unidade de produção de sulfato de alumínio. A fábrica tem capacidade para produzir até 200 quilômetros de tubulações por mês, reduzindo a dependência de fornecedores e ampliando a previsibilidade das obras.
As enchentes de 2024 também levaram à criação do Plano de Resiliência Hídrica, com R$ 1,8 bilhão previstos para 55 municípios, contemplando novas fontes de captação, ampliação da reservação, interligação de sistemas e realocação de estruturas em áreas de risco. Hoje, 71 cidades têm intervenções em andamento, com 153 frentes simultâneas e cerca de 3 mil empregos diretamente ligados ao ciclo de investimentos.
Para a presidente da Corsan, Samanta Takimi, o desafio é transformar esse volume de investimentos em resultados permanentes. “Quando falamos em universalização, falamos de uma transformação que chega à vida das pessoas e ao futuro das cidades. O Rio Grande do Sul não podia mais esperar. Estamos construindo a infraestrutura e a capacidade de execução necessárias para recuperar esse atraso e levar os benefícios do saneamento a quem ainda não tem acesso”, afirma.
Tecnologia, produção própria, inteligência de dados, planejamento e obras simultâneas formam hoje a base para acelerar as entregas e transformar o maior ciclo de investimentos da história da Corsan em uma nova realidade para o saneamento gaúcho.