Em um hospital de alta complexidade, a infraestrutura é tão estratégica quanto a assistência. Energia, climatização e sistemas de suporte garantem o funcionamento contínuo de centros cirúrgicos, UTIs, exames de imagem e demais serviços essenciais. No Hospital São Lucas da PUCRS, um novo ciclo de investimentos em andamento busca fortalecer essa base e preparar a instituição para os próximos anos de crescimento, inovação e aumento da complexidade assistencial.
As obras já estão em fase de execução e incluem a construção de uma nova subestação elétrica e a implantação de uma central de climatização com capacidade de 2.000 TR. A iniciativa integra um movimento mais amplo de modernização institucional e preparação para o futuro de um hospital que realiza mais de 2 milhões de atendimentos por ano e se aproxima dos 50 anos de atuação, celebrados em outubro de 2026.
Segundo o diretor-geral do Hospital São Lucas da PUCRS, Evandro Luis Moraes, os investimentos fazem parte de um processo de reposicionamento da instituição. “Temos como objetivo nos tornarmos o principal hospital acadêmico da Região Sul e uma referência nacional. A infraestrutura tem papel fundamental para sustentar esse movimento, seja na eficiência energética, na atualização dos ativos ou na preparação para novas demandas assistenciais e tecnológicas”, afirma.
Evandro Luis Moraes, diretor-geral do Hospital São Lucas da PUCRS
Giordano Toldo/ Divulgação/ JC
A importância dessa estrutura vai além dos aspectos técnicos. Em um ambiente hospitalar, a disponibilidade ininterrupta de energia é condição indispensável para a segurança dos pacientes. Equipamentos de suporte à vida, sistemas diagnósticos e áreas críticas dependem de fornecimento contínuo e estável.
“A oferta de energia é uma condição vital de sobrevivência. Todos os equipamentos e rotinas de apoio à vida dependem dela. O cuidado com o paciente começa muito antes de uma emergência, de uma sala cirúrgica ou de um CTI”, destaca Moraes.
A nova subestação ampliará a confiabilidade energética da instituição e dará suporte à expansão tecnológica prevista para os próximos anos. Entre os projetos está a instalação de uma terceira ressonância magnética de 3 Tesla, considerada uma das mais modernas do Sul do País.
Já a nova central de climatização substituirá equipamentos obsoletos por sistemas mais eficientes, contribuindo para o conforto térmico dos ambientes e para o resfriamento de equipamentos de grande porte, como tomógrafos, ressonâncias e aceleradores lineares. A iniciativa também fortalece a capacidade de resposta da instituição diante de eventos climáticos extremos e períodos de calor intenso.
O projeto é viabilizado por meio de um modelo de eficiência energética desenvolvido pela CPFL Soluções, com investimento de aproximadamente R$ 20 milhões. Nesse formato, os ganhos futuros de eficiência contribuem para amortizar os recursos aplicados, garantindo previsibilidade financeira e sustentabilidade operacional.
Para o diretor-geral, o conjunto de obras representa a construção dos alicerces que sustentarão o próximo ciclo institucional. “São investimentos que muitas vezes não aparecem aos olhos das pessoas, mas que tornam possível crescer, inovar e atender melhor. Estamos preparando o Hospital São Lucas para os próximos 50 anos”, conclui.