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Publicada em 17 de Outubro de 2025 às 00:15

Tecnologias ganham espaço simbólico, antes ocupado pelo estetoscópio

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Gabriel Margonar
Gabriel Margonar
Da farmácia hospitalar à triagem do SUS, dos algoritmos de rastreamento de câncer aos robôs que monitoram pacientes em tempo real, a Inteligência Artificial está tecendo uma nova malha invisível na medicina gaúcha. Ela opera no silêncio, sem o brilho das grandes invenções, mas com impacto direto na segurança e na eficiência do cuidado.
Da farmácia hospitalar à triagem do SUS, dos algoritmos de rastreamento de câncer aos robôs que monitoram pacientes em tempo real, a Inteligência Artificial está tecendo uma nova malha invisível na medicina gaúcha. Ela opera no silêncio, sem o brilho das grandes invenções, mas com impacto direto na segurança e na eficiência do cuidado.
O futuro, segundo Tiago Ramos, diretor técnico do Hospital Mãe de Deus, será de integração entre hospitais e dispositivos pessoais, como relógios e pulseiras inteligentes, que enviam dados contínuos de saúde. "Isso vai permitir uma medicina mais preventiva, capaz de identificar riscos antes que virem emergências." A IA, completa, tende a ocupar o lugar simbólico que um dia foi do estetoscópio.
"Durante muito tempo, o estetoscópio foi o emblema do médico. Depois, veio a ecografia portátil, chamada de 'novo estetoscópio'. Agora, acredito que estamos entrando em uma era em que a Inteligência Artificial pode assumir esse papel", reflete. "Ela não substitui o médico, mas amplia a capacidade de enxergar o que, muitas vezes, seria invisível".
O movimento é silencioso, mas profundo. Em vez de máquinas frias substituindo pessoas, são sistemas digitais que permitem mais tempo, mais precisão e mais humanidade. Na prática, a IA já começa a mudar o trabalho médico - e, com ele, a própria ideia do que é cuidar.

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