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Publicada em 23 de Maio de 2024 às 21:01

Simecan receia que, sem apoio, empresas deverão sair do Estado

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Roberto Hunoff
Roberto Hunoff Jornalista
Levantamento realizado pelo Simecan (Sindicato das Indústrias Metalmecânicas e Eletroeletrônicas de Canoas e Nova Santa Rita) indica que a maioria das empresas associadas com endereços no lado oeste de Canoas, que é banhado pelo Rio dos Sinos, está parada e com as plantas fabris alagadas. Este conjunto representa de 65% a 70% do total da atividade. No lado leste, que tem o Rio Gravataí como divisa, a paralisação atinge em torno de 50% das empresas ali localizadas.
Levantamento realizado pelo Simecan (Sindicato das Indústrias Metalmecânicas e Eletroeletrônicas de Canoas e Nova Santa Rita) indica que a maioria das empresas associadas com endereços no lado oeste de Canoas, que é banhado pelo Rio dos Sinos, está parada e com as plantas fabris alagadas. Este conjunto representa de 65% a 70% do total da atividade. No lado leste, que tem o Rio Gravataí como divisa, a paralisação atinge em torno de 50% das empresas ali localizadas.
"Em alguns pontos, as águas alcançaram de sete a oito metros de altura. É assustador o número de empresas submersas. Tudo foi perdido", desabafa o presidente Roberto Machemer. A entidade tem 143 associadas, responsáveis por cerca de 8 mil empregos diretos. O total projetado é de 600 empresas, a maioria de micro e pequeno porte.
Na avaliação do dirigente, a prefeitura e o Estado têm feito as ações dentro das suas condições e limites de atuação. Para ele, caberá à União a responsabilidade de auxiliar na reconstrução das indústrias por meio de financiamentos a juros zero ou com recursos a fundo perdido. "Será preciso um apoio muito forte na recuperação. Já somos menos competitivos em termos de incentivos. Se ficarmos sem apoio efetivo agora, será difícil convencer os empresários a ficar no Estado. Não podemos perder empresas, nem empregos. É hora de a União olhar com carinho para o Estado, que participa muito com impostos, mas pouco recebe de volta. O momento de ajudar é agora", manifestou.
Machemer ainda aponta como solução mitigadora repetir a medida adotada durante a pandemia da Covid-19, quando o governo federal assumiu o pagamento de parte da folha de salários. Assegura que medidas como bancos de horas, adoção de férias antecipadas e outras que permitam a flexibilização do trabalho serão adotadas para garantir os empregos. Segundo ele, o sindicato laboral manifestou posição semelhante visando assegurar os postos de trabalho.
O dirigente demonstrou preocupação com o fato de o governo federal, até o momento, só ter feito acenos para a população atingida e não ter apresentado ainda qualquer medida para o setor empresarial.
"Não temos ideia alguma de quando vamos poder retomar as atividades. Nem mesmo quando poderemos entrar nas empresas. Se tomarmos como parâmetro a enchente de 1941, foram entre 50 e 60 dias. Além de mais volumosas, as chuvas de agora estão sendo mais persistentes, retornando após uma pequena pausa. É algo que deixa a situação ainda mais caótica", lamenta.
Mesmo com o esforço das forças de segurança, o empresário revela preocupação com o grande número de roubos a empresas, com a retirada, principalmente, de matéria-prima que pode ser revendida facilmente ou ser aproveitada. Ele ainda cita o fato de muitas pessoas estarem acumulando donativos em casa, o que pode causar a falta de itens.
Machemer destacou a mobilização da sociedade civil organizada, juntamente com o setor público, para ajudar as milhares de famílias desabrigadas. "Foi tudo muito rápido, obrigando saídas urgentes. Felizmente, tem havido um envolvimento comunitário grande para resolver os problemas urgentes e ajudar no reerguimento da cidade", ressaltou.
Cita, em especial, o trabalho do Banco de Alimentos da Federação das Indústrias do Estado e de outras organizações. Ele destaca o apoio entre as empresas, inclusive de outras regiões, para a recuperação daquelas em que o nível das águas está baixando e permitindo avaliar os estragos.
 

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