Porto Alegre,
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Publicada em 10 de Outubro de 2026 às 17:25
Com a reabertura do centro cirúrgico do Pavilhão Pereira Filho, em setembro, a Santa Casa de Misericórdia dá mais um passo no retrofit completo de uma das unidades do seu complexo em Porto Alegre, que já recebeu R$ 57 milhões em investimentos neste ano. É uma das frentes nos aportes que chegarão, até o final de 2027, a R$ 273 milhões entre todas as melhorias estruturais e de equipamentos em um dos principais complexos hospitalares do Estado. Somente no ano passado, o Complexo Santa Casa contabilizou 1,6 milhão de atendimentos.
"Sermos uma referência em Porto Alegre, que é vista cada vez mais como uma das mais importantes cidades para a estrutura de saúde do País, nos impõe um desafio de mantermos mais de 200 mil metros quadrados de estrutura de ponta, modernizada e bem equipada para atender à exigência de qualidade em saúde", explica o diretor-geral da Santa Casa, Jader Pires.
Somente em 2026, são R$ 108 milhões em aportes. Freitas destaca que, nos últimos oito anos, a Santa Casa investiu R$ 1 bilhão nas suas estruturas.
"É resultado da credibilidade que temos garantido nos últimos anos, e isso é demonstrado na origem dos valores. São 70% provenientes de doações, todas diretamente destinadas a investimentos. Quase todas as nossas unidades passam ou já passaram por um processo de retrofit, como no Pereira Filho. E, dos R$ 273 milhões que investiremos até o final do próximo ano, por exemplo, 86% já foram captados e estão disponíveis em caixa", aponta.
No caso do Pereira Filho, além do centro cirúrgico, a UTI também recebe melhorias. Em termos de equipamentos, a unidade receberá nos próximos meses uma nova unidade do robô Da Vinci XI, considerada a mais moderna plataforma de cirurgia robótica do Brasil, que já tem uma unidade operando no Hospital São Francisco, também dentro do complexo.
As obras deste ciclo de investimentos incluem também a modernização estrutural do Dom Vicente Scherer, com desembolso de R$ 52 milhões e previsão de conclusão até o início do próximo ano. Fazem parte dessa renovação a UTI, a área de internação e, principalmente, a possibilidade de ampliar a estrutura para a realização de transplantes. No ano passado, foram 726 procedimentos deste tipo neste hospital.
Há também obras previstas para os hospitais São Francisco, Santa Rita e Santa Clara.
"Somente no Santa Clara, que é a nossa origem, antes da transformação em um complexo, são R$ 33 milhões em investimentos, com reforma e um novo centro cirúrgico, a reinauguração da UTI e um novo espaço de esterilização de materiais, que atende a todos centros cirúrgicos do complexo hospitalar. É um avanço considerado estratégico na nossa atuação", explica.
Em Gravataí, onde a Santa Casa opera o Hospital Dom João Becker, está em fase inicial o investimento de R$ 11 milhões para a segunda fase da nova emergência. O plano, neste caso, é melhorar a estrutura para dar conta da alta demanda.
"Garantir melhor estrutura para o atendimento público é uma meta constante na Santa Casa. Garantimos 62% de todos os nossos atendimentos pelo SUS, e isso nos orgulha muito, porque somos uma referência nacional, mas também representa um desafio para a sustentabilidade da instituição", comenta o diretor.
Com orçamento de R$ 2,5 bilhões, somente 28% deste recurso é garantido pelo sistema público.
A aposta para manter a alta procura e rentabilidade está não apenas na melhoria estrutural do hospital que tem 3 mil profissionais no seu corpo médico vinculado, mas também na modernização de processos e equipamentos. Além do novo robô Da Vinci XI, a Santa Casa acaba de adquirir outro robô para o Hospital Nora Teixeira, destinado a cirurgias ortopédicas, será o segundo com essa especialidade. O complexo receberá também um novo PET Scan e um novo acelerador nuclear. Peças fundamentais para diagnósticos e tratamento em radioterapia. A Santa Casa conta com a maior unidade de radioterapia privada do País.
"Entre os 1,6 milhão de atendimentos no ano passado, temos pacientes do Brasil inteiro, que buscam a Santa Casa para procedimentos de alta complexidade, transplantes e cirurgias complexas", afirma.
A instituição investe na otimização de ferramentas de inteligência artificial (IA), seja na sua estrutura de atendimento ao público - 40% das consultas e exames já são agendados pelos canais digitais, com operação de IA - ou na melhoria dos sistemas de diagnósticos, como em equipamentos de radioterapia, ressonância magnética e tomografia, que armazenam aprendizagem por IA como ferramentas para maior precisão em diagnósticos.
A Santa Casa é também o maior centro de formação de cirurgiões robóticos do País. No seu centro especializado, com três equipamentos para simulação, já foram formados mais de 400 médicos especialistas.