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Publicada em 11 de Novembro de 2025 às 16:47

DaColônia investe para se consolidar no paladar estrangeiro

Em 2024, comércio exterior registrou crescimento de 120%; neste ano previsão é de alta de 45%

Em 2024, comércio exterior registrou crescimento de 120%; neste ano previsão é de alta de 45%

DaColônia/Divulgação/JC
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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
A grande aposta da DaColônia, a partir da sua fábrica em Santo Antônio da Patrulha, está no diferencial do sabor natural dos seus produtos à base de amendoim. Seja no mercado nacional ou nas gôndolas e prateleiras fora do Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, a pasta de amendoim é vendida com açúcar e outros ingredientes. A gaúcha, garante o diretor da empresa, Willian Freitas, é diferente."Nós produzimos a pasta com o amendoim natural, não um creme de amendoim. Temos produto para competir com essa categoria oferecida pelos norte-americanos, mas apostamos na linha mais saudável para sairmos da "bolha" dos produtos importados nos mercados dos Estados Unidos, por exemplo", aponta o diretor.É isso que motiva a empresa a desembolsar neste ano R$ 15 milhões em ampliações nas linhas de produção, principalmente direcionadas à pasta de amendoim e à confecção de novas embalagens, que comuniquem melhor com o público do Exterior. Para 2026, a empresa já planeja aportar outros R$ 10 milhões, novamente direcionados à melhoria da produtividade e aumento das linhas na fábrica.
A grande aposta da DaColônia, a partir da sua fábrica em Santo Antônio da Patrulha, está no diferencial do sabor natural dos seus produtos à base de amendoim. Seja no mercado nacional ou nas gôndolas e prateleiras fora do Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, a pasta de amendoim é vendida com açúcar e outros ingredientes. A gaúcha, garante o diretor da empresa, Willian Freitas, é diferente.

"Nós produzimos a pasta com o amendoim natural, não um creme de amendoim. Temos produto para competir com essa categoria oferecida pelos norte-americanos, mas apostamos na linha mais saudável para sairmos da "bolha" dos produtos importados nos mercados dos Estados Unidos, por exemplo", aponta o diretor.

É isso que motiva a empresa a desembolsar neste ano R$ 15 milhões em ampliações nas linhas de produção, principalmente direcionadas à pasta de amendoim e à confecção de novas embalagens, que comuniquem melhor com o público do Exterior. Para 2026, a empresa já planeja aportar outros R$ 10 milhões, novamente direcionados à melhoria da produtividade e aumento das linhas na fábrica.
LEIA TAMBÉM: Com aporte superior a R$ 40 milhões, DaColônia dobra produção no Estado

É que, mesmo representando somente 3% no faturamento geral da DaColônia, a exportação é considerada uma mola propulsora no crescimento observado nos últimos anos. No ano passado, houve aumento de 120% nas vendas externas em comparação com 2023, e neste ano, a estimativa é seguir avançando, mesmo em menor velocidade, em virtude do tarifaço imposto por Donald Trump, chegando a mais 45% de crescimento nas vendas para exportação.

"Ainda temos como nosso principal consumidor fora do Brasil os brasileiros e latinos, é o chamado mercado da saudade, o que acaba muitas vezes limitando o produto aos setores de "importados". Com a mudança nas embalagens, por exemplo, vamos comunicar em inglês, espanhol e português. Mais adequado para entrarmos no mercado de consumo norte-americano, que é o nosso principal comprador fora do Brasil", explica Willian Freitas.

Segundo ele, após a antecipação do envio de algumas cargas para os Estados Unidos, o aumento da taxa imposta pelo país foi absorvido de maneira dividida entre a empresa e o distribuidor local. Por outro lado, a DaColônia trata de abrir novos mercados e consolidar a sua presença fora do mercado nacional.

A estimativa da empresa é encerrar 2025 com um crescimento de 18% no faturamento e de 9% em volume produzido em relação ao ano passado. E para 2026, a projeção é de um crescimento em produção semelhante a este ano. Com os aportes entre este ano e o próximo, a indústria terá um crescimento de 10% na capacidade produtiva, chegando a 3,5 mil toneladas por mês. A produção, no entanto, tem sido de 2,5 mil toneladas mensais. A expectativa de Willian Freitas é de que, com crescimento na demanda, no próximo ano essa média aumente para 3 mil toneladas.

Para garantir esse resultado, a aposta no mercado nacional, onde a DaColônia tem posição consolidada, por exemplo, entre as paçocas, é na linha fit, de produtos saudáveis e funcionais. "Temos lançado novos produtos no mercado, como a barra de proteína, com tâmaras, também se diferenciando pelo sabor dos nossos produtos. É o que o consumidor está buscando. Mais sabor e funcionalidade", comenta Freitas.

Nos últimos anos, a empresa de Santo Antônio da Patrulha tem investido fortemente no avanço da sua estrutura e produção. A fábrica opera hoje em 20 mil metros quadrados, com o abastecimento mantido 100% por energia solar. Para que se tenha uma ideia, quando iniciou um grande ciclo de investimentos, em 2020, a DaColônia produzia 9 mil toneladas por ano de produtos à base de amendoim. Produção mais do que triplicada nos últimos anos para chegar às 30 mil toneladas atuais.

FICHA TÉCNICA
Investimento: R$ 25 milhões
Estágio: Em execução (R$ 15 milhões), Anunciado (R$ 10 milhões)
Empresa: DaColônia
Cidade: Santo Antônio da Patrulha
Área: Indústria

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